Get To Know The Alumni – Tiago Caetano

Calculo que muitos pensem e que o ingresso na LisbonPH pouco acrescente ao Curriculum Vitae de alguém que pretenda seguir a carreira de investigação científica e é com o intuito de desmistificar este pensamento que escrevo o meu testemunho, como alumnus da Júnior Empresa da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.

No panorama atual, o investigador do futuro deverá não só ter aprofundados conhecimentos teóricos, experiência laboratorial, um bom nível de comunicação e redação, principalmente em inglês, mas também ser muito criativo, capaz de estabelecer uma rede de contactos, estar disposto a colocar-se sempre à prova e a enfrentar o mundo. É ainda visto como um plus o facto de dominar as ferramentas informáticas que se encontram em constante evolução e, no caso de algumas áreas científicas em específico, os conhecimentos de programação são uma enorme mais-valia.

Foi com este intuito que em 2014 me candidatei ao Departamento Científico (atualmente, Departamento de Inovação e Científico) da LisbonPH, onde desempenhei as funções de direção durante dois anos. A filosofia de “learning by doing” seguida pela LisbonPH permitiu-me desenvolver bastantes capacidades que não nos são ensinadas na academia e que considero cada vez mais importantes no mercado de trabalho atual. Entre elas, desenvolvi as capacidades de comunicação, de gestão de equipas e de estabelecimento de contactos; as capacidades de escrita e análise de texto, ao produzir e rever todo o conteúdo científico pelos diversos departamentos da Júnior Empresa, foram melhoradas, quer em português quer em inglês; a gestão das plataformas web permitiu-me melhorar a minha componente informática, entre outros.

Desde a conclusão do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas que tenho trabalhado na área de investigação científica relacionada com a toxicologia do mercúrio, tendo desempenhado funções em França pelo período de um ano e mais recentemente voltei às origens, à FFULisboa, onde estudo os mecanismos moleculares da toxicologia do mercúrio.

A Psicoterapia no Tratamento da Depressão e da Ansiedade

Se há doenças mal compreendidas, as doenças da mente estão no início desse ranking. Logo para começar, as doenças como a Depressão e a Ansiedade, são doenças psicológicas e não físicas. Se olharmos para estas doenças como doenças neurológicas, não as conseguimos perceber. O cérebro é um órgão ainda muito complexo. Mas se olharmos para estas doenças como estados psicológicos que perturbam as pessoas, temos que saber e perguntar porque é que “está” assim? As respostas são dadas com 3 perguntas:  

O que sente?                                              

Quando iniciou os sintomas?

O que aconteceu nessa altura?

As respostas vão-nos levar às causas da doença. As causas estão nas experiências que perturbaram, que traumatizaram ou que criaram aprendizagens incongruentes. Sempre que fazemos estas 3 perguntas percebemos que as pessoas que estão a sofrer de ansiedade, têm receio de algo que aprenderam a ter medo no passado. As pessoas deprimidas, sentem-se tristes por experiências que, apesar de terem ocorrido no passado, ainda as perturbam.

Pode parecer simples demais, mas é esta simplicidade que os vários modelos teóricos sobre a saúde mental não conseguem ver. Acham que não pode ser só isso, deve haver alguma coisa mais. Dizem que se assim fosse, todos estaríamos em depressão pelas mesmas realidades. Qual é a variável que falta para que se compreenda esta simplicidade? É que a realidade não é o que acontece. Não existe uma realidade para todos, o que existe é a nossa perceção sobre o que aconteceu. E o que é a perceção? É o entendimento que fazemos analisando as nossas crenças e o que observamos, simplificando, a nossa realidade é o que acreditamos que estamos a ver.

Assim, compreendemos que por termos tido aprendizagens diferentes ao longo da vida, criamos realidades distintas uns dos outros. Às vezes percebemos as experiências como muito agressoras ao nosso bem-estar, e criamos medos e angústias, e perduram enquanto perdurar a forma como as percebemos.

Então e a psicoterapia? A psicoterapia é um tratamento onde são aplicadas técnicas psicológicas para mudar o nosso sistema de crenças e o sistema emocional de forma a mudar a perceção sobre as realidades passadas e fazer com que estas não perturbem mais.

Há vários modelos de psicoterapia, cada um com abordagens diferentes ao mesmo problema. Eu trabalho e defendo o modelo psicoterapêutico HBM. Este modelo olha com simplicidade para um problema simples, mas muito frequente e limitador. Na psicoterapia HBM, conversamos com as pessoas, fazemos as 3 perguntas e valorizamos cada palavra e cada emoção. Depois é trabalhar nas representações mentais que perturbam, utilizando várias técnicas psicológicas que ajudam a alterar a perceção.

É possível sair dos estados perturbadores como a Depressão e a Ansiedade? Sim, com eficácia e eficiência, mas dá trabalho e precisa-se de tempo. Um trabalho que as pessoas não estão costumadas a fazer, um tempo que não estão habituadas a investir. Na saúde mental não há curas rápidas, há mudanças profundas.

Testemunho Mariana Chaves

No meu último ano na Júnior Empresa, fui eleita Presidente Executiva e tive a honra de representar os quarenta e cinco membros da LisbonPH, de definir a estratégia a seguir pela Associação e de coordenar o funcionamento geral da mesma. No entanto, mais do que todas as funções que desempenhei durante os três anos que permaneci na LisbonPH, o que realmente me marcou foram as competências que desenvolvi como gestão de tempo, liderança, resolução de problemas e, principalmente, as pessoas incríveis com quem tive a oportunidade de trabalhar e aprender.

Acima de tudo, sob o mote “learning by doing” sei que a Mariana que entrou na LisbonPH não foi a mesma que saiu e que a LisbonPH foi a principal responsável por moldar a profissional que sou hoje, empreendedora, criativa e multidisplinar.


Mariana Tovar Chaves

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