A Psicoterapia no Tratamento da Depressão e da Ansiedade

Se há doenças mal compreendidas, as doenças da mente estão no início desse ranking. Logo para começar, as doenças como a Depressão e a Ansiedade, são doenças psicológicas e não físicas. Se olharmos para estas doenças como doenças neurológicas, não as conseguimos perceber. O cérebro é um órgão ainda muito complexo. Mas se olharmos para estas doenças como estados psicológicos que perturbam as pessoas, temos que saber e perguntar porque é que “está” assim? As respostas são dadas com 3 perguntas:  

O que sente?                                              

Quando iniciou os sintomas?

O que aconteceu nessa altura?

As respostas vão-nos levar às causas da doença. As causas estão nas experiências que perturbaram, que traumatizaram ou que criaram aprendizagens incongruentes. Sempre que fazemos estas 3 perguntas percebemos que as pessoas que estão a sofrer de ansiedade, têm receio de algo que aprenderam a ter medo no passado. As pessoas deprimidas, sentem-se tristes por experiências que, apesar de terem ocorrido no passado, ainda as perturbam.

Pode parecer simples demais, mas é esta simplicidade que os vários modelos teóricos sobre a saúde mental não conseguem ver. Acham que não pode ser só isso, deve haver alguma coisa mais. Dizem que se assim fosse, todos estaríamos em depressão pelas mesmas realidades. Qual é a variável que falta para que se compreenda esta simplicidade? É que a realidade não é o que acontece. Não existe uma realidade para todos, o que existe é a nossa perceção sobre o que aconteceu. E o que é a perceção? É o entendimento que fazemos analisando as nossas crenças e o que observamos, simplificando, a nossa realidade é o que acreditamos que estamos a ver.

Assim, compreendemos que por termos tido aprendizagens diferentes ao longo da vida, criamos realidades distintas uns dos outros. Às vezes percebemos as experiências como muito agressoras ao nosso bem-estar, e criamos medos e angústias, e perduram enquanto perdurar a forma como as percebemos.

Então e a psicoterapia? A psicoterapia é um tratamento onde são aplicadas técnicas psicológicas para mudar o nosso sistema de crenças e o sistema emocional de forma a mudar a perceção sobre as realidades passadas e fazer com que estas não perturbem mais.

Há vários modelos de psicoterapia, cada um com abordagens diferentes ao mesmo problema. Eu trabalho e defendo o modelo psicoterapêutico HBM. Este modelo olha com simplicidade para um problema simples, mas muito frequente e limitador. Na psicoterapia HBM, conversamos com as pessoas, fazemos as 3 perguntas e valorizamos cada palavra e cada emoção. Depois é trabalhar nas representações mentais que perturbam, utilizando várias técnicas psicológicas que ajudam a alterar a perceção.

É possível sair dos estados perturbadores como a Depressão e a Ansiedade? Sim, com eficácia e eficiência, mas dá trabalho e precisa-se de tempo. Um trabalho que as pessoas não estão costumadas a fazer, um tempo que não estão habituadas a investir. Na saúde mental não há curas rápidas, há mudanças profundas.

Testemunho Mariana Chaves

No meu último ano na Júnior Empresa, fui eleita Presidente Executiva e tive a honra de representar os quarenta e cinco membros da LisbonPH, de definir a estratégia a seguir pela Associação e de coordenar o funcionamento geral da mesma. No entanto, mais do que todas as funções que desempenhei durante os três anos que permaneci na LisbonPH, o que realmente me marcou foram as competências que desenvolvi como gestão de tempo, liderança, resolução de problemas e, principalmente, as pessoas incríveis com quem tive a oportunidade de trabalhar e aprender.

Acima de tudo, sob o mote “learning by doing” sei que a Mariana que entrou na LisbonPH não foi a mesma que saiu e que a LisbonPH foi a principal responsável por moldar a profissional que sou hoje, empreendedora, criativa e multidisplinar.


Mariana Tovar Chaves

Como viajar com mais saúde?

Viajar pode ser uma das mais fantásticas experiências que temos ao nosso dispor. Não é por acaso que o termo “wanderlust”, que significa desejo de viajar, está tão na moda hoje em dia. Desde antigas cidades incas às modernas cidades japonesas, aos safaris pelo Quénia, passando pelas ilhas paradisíacas da Indonésia, existe um mundo à nossa espera. Mas cada um destes destinos tem os seus riscos para os viajantes e é neste contexto que surge a Medicina do Viajante. Ninguém quer ver a sua viagem arruinada por um problema de saúde.

A Medicina do Viajante é uma área médica que promove a prevenção e tratamento de doenças associadas a viagens, procurando proteger a saúde dos viajantes. Desde o ébola, ao sarampo, passando pelo vírus Zika, muitas são as doenças que colocam em risco os viajantes, não esquecendo as mais comuns “diarreias do viajante” e picadas de insetos. É, por isso, uma área da Medicina em atualização diária. Veja-se os surtos que repetidamente vemos nas notícias.

Para melhor proteger a saúde dos viajantes, existe uma consulta específica – a Consulta do Viajante – útil antes de viajar e após regressar do seu destino. Durante uma consulta são discutidos vários temas como os cuidados a ter para evitar picadas de insetos, cuidados com alimentação e bebidas, os sintomas das doenças mais comuns e como se proteger delas, entre outros assuntos. É também uma oportunidade para rever os problemas de saúde do viajante e o seu impacto na deslocação e atualizar as suas vacinas.

Por estes motivos, é uma consulta personalizada, que leva em consideração o perfil do viajante (mais aventureiro? mais precavido?), a sua experiência prévia (é a primeira vez que vai para o sudeste asiático ou é um conhecedor da região?), os seus planos (vai fazer desportos radicais ou prefere descansar à beira-mar?), entre outras questões mais relacionadas com a saúde individual (doenças crónicas, alergias, limitações funcionais) e questões pessoais.

É difícil dizer quais são os destinos que justificam uma consulta do viajante. Existem destinos geralmente considerados mais seguros do ponto de vista de saúde (EUA, Canadá, Europa Ocidental, Austrália, Japão, Nova Zelândia) e outros mais arriscados. Mas qualquer destino, nas circunstâncias certas, pode justificar uma consulta do viajante. Por isso, fale com um especialista em Medicina do Viajante ou tire as suas dúvidas em drtravel.pt.

Boa viagem!

Luís Guedes

Médico com pós-graduação em Medicina do Viajante e Fundador da Plataforma Online Dr. Travel

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