A Importância dos Cuidados com a Terapêutica Medicamentosa no Idoso

O idoso apresenta características específicas que o torna mais suscetível aos medicamentos, tendo em consideração que a sua composição corporal apresenta algumas diferenças em relação ao adulto, apresentando maior conteúdo gordo e menor conteúdo aquoso, o que altera a distribuição corporal dos diferentes tipos de medicamentos, conforme a solubilidade e, com ela, a concentração sérica do medicamento, podendo aumentá-la ou reduzi-la e, com isso, a efetividade ou toxicidade medicamentosa. Outra alteração que surge no idoso, e que pode ter consequências importantes para a terapêutica, consiste na alteração de processos de eliminação, particularmente renal, que está diminuída, podendo conduzir à acumulação e aumento da toxicidade do fármaco. Juntamente com estas alterações que ocorrem no idoso, há ainda a considerar a maior suscetibilidade a fármacos que atuam a nível do sistema nervoso central e anticolinérgicos, por exemplo.

bidesde que existam alternativas mais seguras neste grupo etário. Estes medicamentos foram designados como Medicamentos Potencialmente Inapropriados (MPI) e deve ser evitada a sua administração a estes doentes, desde que haja alternativas ou, sendo indispensável a terapêutica, a mesma deve ser efetuada com precaução e vigilância do doente.

Existem critérios implícitos que obrigam ao consumo de mais tempo para análise de cada medicamento baseando-se no perfil do doente. Os critérios designados como explícitos, são constituídos por tabelas de medicamentos que devem ser evitados no idoso por serem considerados MPI. Os primeiros e mais divulgados e utilizados são os Critérios de Beers (EUA), cuja última edição é de 2015. Para aplicação mais fácil na Europa, foram publicados os Critérios de STOPP/START, que apresentam a particularidade de abranger medicamentos europeus e, para além da tabela de MPI (STOPP) incluem uma tabela de medicamentos que o doente deveria estar a tomar, mas que não foram prescritos (START). Apresentam também tabelas de medicamentos que aumentam o risco de quedas e alertam para a duplicação da terapêutica.

Do exposto, considera-se extremamente importante que todo o profissional de saúde conheça a problemática da terapêutica medicamentosa no idoso para prevenir a ocorrência de problemas relacionados com os medicamentos.

Maria Augusta Soares

A Importância da Saúde Oral na Saúde Geral

A saúde oral tem muita influência na saúde geral. A boca é um indicador sensível de saúde geral podendo, nalguns casos, ser o 1º local de manifestação de uma doença do foro geral. Para além disso ter problemas orais é uma fonte de dor, infeção e diminuição da qualidade de vida e bem-estar. A presença de doenças orais, nomeadamente, as cáries dentárias e os problemas gengivais, vão permitir a entrada de microorganismos para a corrente sanguínea e causar doenças em outros órgãos. São exemplos destas situações problemas cardiovasculares, cerebrovasculares, doenças respiratórias, diabetes, entre outros.

O 1º passo para termos uma boa saúde oral é escovar os dentes 2 ou mais vezes ao dia com uma pasta com flúor, sendo a escovagem antes de dormir aquela que é mais importante. Mas a escova não é capaz de chegar aos espaços entre os dentes e por isso deve ser utilizado uma vez por dia o fio/fita dentário ou um escovilhão, para uma limpeza destes espaços interdentários. Outro passo é restringir o consumo de açúcares principalmente entre as refeições, pois é nestas alturas que o açúcar é mais lesivo para os dentes. Uma alimentação equilibrada, com todos os nutrientes essenciais, é um dos factores mais importantes para a saúde oral e geral. O 4º passo é fazer uma vigilância periódica com um profissional de saúde oral. As visitas regulares a estes profissionais permitem um diagnóstico precoce.

Sandra Graça

Testemunho APPSHO

A Associação Portuguesa Promotora de Saúde e Higiene Oral, desde a sua criação, tem vindo a implementar vários projetos de intervenção comunitária junto das pessoa com maior vulnerabilidade social e económica, residentes na região de Lisboa e Vale do Tejo nas áreas da saúde oral e nutrição. As desigualdades no acesso a saúde oral ainda são muito grande e as pessoas carenciadas são aquelas que apresentam maior dificuldades no acesso à saúde oral, apresentam uma elevada prevalência das doenças orais e uma baixa literacia em saúde. Com o apoio da DGS, permitiu-nos desenvolver o projeto “Crescer com Saúde” e criar um “Centro Comunitário de Saúde Oral”, que veio trazer maior equidade no acesso à saúde oral junto das pessoas que apresentam maior vulnerabilidade social, baixando a prevalência da cárie dentária e aumentando a literacia em saúde . As doenças orais devem ser encaradas como um grave  problema de saúde pública que deve ser controlada, porque interfere diretamente com o conforto do indivíduo, saúde geral, saúde mental, inclusão social.

 

O nosso lema é pensar globalmente e agir localmente e para que a saúde oral chega a mais pessoas desenvolvemos o projeto “Bairro sem Cárie”, que é um projeto de proximidade junto dos bairros sociais do Concelho do Seixal, onde se promoveu a importância da saúde oral, o ensino de técnicas corretas de higiene oral e alimentação saudável. Este projeto teve um grande impacto nos bairros sociais, permitiu criar maior acesso à saúde oral, a mais de 900 crianças e jovens que foram tratados e muitos dos jovens que não conseguiam ter acesso ao emprego pela sua condição de saúde oral, conseguiram arranjar emprego.

 

 

 

Cumprimentos,
Octávio Rodrigues

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