A integração dos suplementos alimentares nas terapêuticas convencionais; perspetivas futuras para os suplementos alimentares, impacto na saúde dos portugueses.

Os suplementos alimentares (SA) são uma constante intemporal nas opções de utilização dos portugueses, enquanto cuidado básico de saúde. Quer pelos médicos, quer pelos utilizadores a título individual que, por iniciativa própria, optam por seguir a recomendação de tomar vitaminas, minerais, fórmulas à base de plantas, probióticos, ácidos gordos essenciais, etc.  

Atualmente, vários compostos de ingredientes utilizados em SA são finalmente conhecidos a fundo pela ciência e esta divulgação propicia uma maior abertura para a sua utilização, junto dos profissionais de saúde e da comunidade geral. A definição legal de suplemento alimentar lembra-nos que visam, antes de mais, complementar e ou suplementar um regime alimentar normal. Contudo, o modo de vida moderno tende a originar alterações e carências ao bom funcionamento do organismo, por ser acelerado e cheio de excessos e desequilíbrios alimentares, stresse, tabagismo, poluição e perturbações dos ciclos naturais de atividade e de repouso.

A prova evidente para o sucesso da utilização de SA é a satisfação das pessoas que os utilizam e a percentagem das pessoas que a eles recorrem. Em 2006, o ISEG (Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa) realizou um estudo a nível nacional com uma amostra de 1200 indivíduos no sentido de estudar o mercado dos SA. Com este estudo concluiu-se que 81% dos indivíduos utilizam ou já utilizaram SA. Quando questionados sobre a possibilidade de voltar a comprar e utilizar SA, os inquiridos demonstram, em esmagadora maioria, a intenção de voltar a fazê-lo, o que é indiciador da satisfação e reconhecimento do benefício decorrente do consumo de SA.

Os SA podem ser vantajosos na prevenção, ou normalização, de determinados estados, contribuindo para a melhoria de certas condições de saúde das pessoas, em comparação com a ingestão de medicamentos com muitos efeitos secundários associados.

Esta utilização de SA, bem informada e direcionada, pode ser lucrativa para o estado, no sentido da poupança que potencialmente gera, no SNS, porque a utilização de SA tende a refletir-se como benéfica, traduzida em pessoas com mais vitalidade.

https://www.repository.utl.pt/handle/10400.5/15915