“Live Your Mark”

Luana Serranho, uma jovem de 18 anos, residente em Lisboa, deu-nos a conhecer um pouco da vida de quem tem Vitiligo. A jovem, praticante de basquetebol desde os 10 anos e, atualmente, a estagiar na Seleção Nacional, conta, nesta entrevista que concedeu à LisbonPH, como aceitou a doença, superou o receio da discriminação e encarou a vida com uma atitude positiva, deixando alguns conselhos a quem, como ela, também vive com Vitiligo.

 

1. Quando foi a primeira vez que te apercebeste que tinhas Vitiligo? Esta doença sempre foi visível desde a nascença?

“O Vitiligo apareceu-me, pela primeira vez, por volta dos 12/13 anos.”

 

2. De que forma evoluíram as tuas manchas? Tiveram uma evolução marcada, houve algum período de estagnação ou estão semelhantes desde que apareceram?

“As manchas começaram por aparecer nos cotovelos, uma no joelho e depois nas mãos. Por exemplo, se caísse e esfolasse alguma parte do corpo, por mais que desinfetasse a ferida, esta acabava sempre por se tornar numa mancha branca. Mais tarde, começaram a aparecer na região perto dos olhos. Apercebi-me de que, nas épocas de mais calor (na primavera e, especialmente, no verão), as manchas que já tinha começavam a alastrar e apareciam novas noutros sítios. Por outro lado, nas épocas de menor calor,  começavam a diminuir de tamanho. Neste momento tenho 18 anos, muitas das manchas já reduziram de tamanho e até agora não tenho novas a surgirem. Agora que já as aceitei, acho que é uma imagem de marca e já me sinto bem com elas!”

 

3. Sentes que as manchas afetaram negativamente a forma como te vês? Alguma vez sofreste algum tipo de discriminação por causa do Vitiligo?

“Inicialmente, custou-me um pouco a aceitar porque tinha medo que as pessoas as vissem e que me discriminassem. Apesar de nunca o terem feito, não as conseguia aceitar muito bem. As pessoas simplesmente perguntavam o que era ou até mesmo comentavam e, para mim, na altura, era um pouco difícil falar sobre a doença e explicar o que era.”

 

4. Necessitas de algum acompanhamento médico especializado? Se sim, existe alguma frequência adequada?

“Quando as manchas começaram a aparecer, os meus pais decidiram levar-me a uma dermatologista que me receitou uma pomada para aplicar nas manchas. À medida que o tempo foi passando, e não houve desaparecimento das mesmas, decidi ir a um médico espanhol que me receitou medicação e outro creme. Relativamente à medicação, deixei de a tomar porque me provocava efeitos secundários. Quanto ao creme, ao longo do tempo também deixei de o aplicar porque não notava nenhuma melhoria na pigmentação das manchas.”

 

5. Tens algum tipo de cuidado específico com a pele? Particularmente, aquando da exposição solar, que tipo de proteção adotas?

“Como já referi, em épocas de calor extremo tenho de utilizar um protetor solar 50+ específico para peles sensíveis. No entanto, mesmo que aplique o protetor em todo o corpo, inclusive nas manchas, tenho tendência para apanhar escaldões nas zonas despigmentadas, pelo que não devo estar muitas horas ao sol. Tento sempre ter um cuidado especial com a zona junto aos olhos.”

 

6. Tens algum conselho que queiras dar acerca do Vitiligo, tanto às pessoas afetadas como às não afetadas?

“Às pessoas que têm Vitiligo, quero dizer-lhes que não se devem sentir diferentes dos outros só porque têm manchas. Sei que, inicialmente, até pode custar um pouco, o que é normal, existe um período de adaptação. No entanto, com o tempo, habituam-se e já não se sentem mal consigo mesmas. Mesmo que as pessoas apontem, discriminem ou comentem, só têm de ignorar porque não é o Vitiligo que nos vai fazer deixar de ser “pessoas”, apenas nos dá características diferentes. Quero também alertar para a proteção da pele contra o sol, para que esta doença não se torne prejudicial para a saúde.”

QUER GANHAR UMA INSCRIÇÃO GRÁTIS NUM CURSO DA TIMU?

Hoje vimos lançar-vos um desafio: a resolução de um caso prático de aconselhamento.

O objetivo deste exercício é treinar um atendimento de excelência, focado no Cliente, procurando maximizar a sua satisfação com a oferta de uma solução completa e abrangente, capaz de surpreender e “Encantar para Fidelizar”!

O Desafio: Joana, 35 anos, saudável, vai à farmácia pedir um conselho para tratar uma síndrome alérgica sazonal.

As respostas vão ser analisadas pela TIMU e a melhor proposta de aconselhamento será premiada com a oferta da inscrição num curso da TIMU, a utilizar até final de 2018.

A resposta ao desafio deve incluir:

  • Uma proposta de abordagem ao Cliente, com frases exemplificativas;
  • As perguntas a colocar ao Cliente;
  • A solução completa, com os produtos que melhor respondem ao conselho solicitado;
  • Os argumentos mais poderosos a utilizar;
  • As principais recomendações a fazer;
  • As ações e frases de fidelização e despedida.

As respostas devem ser enviadas para: formacao@timu.com.pt / Assunto: desafio “Encantar para Fidelizar 2018”

Ao trabalho! E Boa Sorte! 😉

Reinventar a Farmácia do séc. XXI

Todos reconhecemos os enormes desafios que se colocam atualmente ao setor das farmácias. Reinventar a Farmácia, mantendo a postura de dedicação e serviço à população que historicamente caracteriza o setor, é certamente o caminho que todos os farmacêuticos gostariam de seguir.

A redução dos preços e das margens dos medicamentos, nomeadamente dos medicamentos genéricos, provocou uma queda acentuada na contribuição dos MSRM para o rendimento das farmácias. Isto forçou a procura de uma compensação que, por sua vez, criou oportunidades para o crescimento de categorias mais competitivas, como as dos MNSRM e dos Produtos de Saúde e Bem Estar (PSBE). Estas categorias, proporcionando excelentes oportunidades de crescimento da rentabilidade, sofrem da pressão de outros players do mercado, mais competitivos.

As vantagens competitivas da concorrência decorrem de fatores como a escala, o nível de especialização e a sofisticação das ferramentas associadas ao negócio. Esta sofisticação prende-se com o domínio do uso das tecnologias, o conhecimento do perfil do cliente associado à utilização de técnicas avançadas de CRM, políticas promocionais agressivas, equipas profissionais de gestão a todos os níveis e uma cultura comercial apoiada numa vivência de mercado concorrencial.

Como resposta a estes desafios, é vital para a Farmácia a abertura ao mundo digital, criando experiências de compra “ao balcão” e “à distância” que assegurem desde já as preferências dos consumidores mais jovens. Alargar o posicionamento da farmácia para áreas relacionadas com o bem-estar constitui um evidente potencial de crescimento para o negócio, alinhado com as Megatrends atuais.

No “regresso” à nossa postura histórica, a aposta numa experiência de compra diferenciadora, baseada numa expertise reconhecida e valorizada pelo Cliente, pode contribuir decisivamente para a sua satisfação e colocar a Farmácia no seu Top of Mind, como canal para as decisões de compra relacionadas com saúde, beleza e bem-estar. Assim sendo, oferecer novas soluções de compra aos Clientes, baseadas em facilidade, disponibilidade, comodidade, atendimento personalizado e rapidez tem que fazer parte das opções da Farmácia moderna e sofisticada. Por aí passam as soluções multicanal, com especial atenção ao mobile, omnipresente na vida das pessoas, que permitirão seduzir o Cliente do futuro.

– Dra. Leonor Couras e Eng. Helena Couras

“Oh menina, é um penso macaco, sff…!”

Quem nunca ouviu pedir um “Penso Macaco” ao balcão de uma farmácia, não conhece os desafios incríveis deste mundo louco dos boticários!

A farmácia continua a ser, na aldeia ou na cidade (sim, porque as cidades não são mais do que um conjunto de pequenas aldeias encaixadas na mesma rua), o ponto de encontro de muitas vidas, segredos confessados, desabafos sofridos, alegrias partilhadas.

E por que nos procuram as pessoas? Porque confiam em nós. Porque nos reconhecem como especialistas. Porque sabem que temos sempre uma boa resposta para lhes dar, os conselhos certos e os sorrisos amáveis para oferecer. Porque nós percebemos do ofício e “descobrimos” sempre tudo. Até quais são os comprimidos brancos da caixa amarela para a tensão, que afinal são azuis, vêm numa caixa verde e são para o colesterol!

Podiam resolver sozinhos, ouvir outras opiniões, procurar outros locais. Mas escolhem “a minha farmácia”, como eles próprios dizem.

O que é que esta história tem a ver com a TIMU?

Entregar a tarefa de formação profissional, a valorização do nosso capital humano, a quem sabe o que faz, sabe fazer bem, está atualizado sobre o que se passa no mundo da farmácia, do Coaching, da PNL, e está disponível e preparado para dar as soluções adequadas a cada cliente, garantindo resultados práticos e mensuráveis, é a escolha certa a fazer.

Por que nos fidelizamos a uma farmácia? Muito simples. Porque confiamos. E quando lá entramos sabemos que estamos bem entregues! É também por isso que escolhendo a TIMU sabe que está em boas mãos. É possível entrar numa nova dimensão e a TIMU pode ajudar.

Ah! O “penso macaco”, já descobriu o que é?

– “Oh Sr. Correia, Penso Macaco!?!… … não será um Emplastro Leão? …

– É isso mesmo, Menina! Enganei-me no animal! O que vale é que vocês sabem sempre tudo!”

– Dra. Leonor Couras e Eng. Helena Couras

Evolução da Farmácia Comunitária

As Farmácias portuguesas sempre foram capazes de enfrentar problemas e construir soluções. Uma Farmácia cada vez mais integrada no sistema de saúde é uma Farmácia que melhor defenderá os doentes e a própria rede. A prestação de mais serviços à comunidade, de mais serviços Farmacêuticos e de mais serviços de saúde e bem-estar, bem como de novas áreas de intervenção, novas formas de acesso aos medicamentos e de cooperação interprofissional, são o caminho da sustentabilidade para o futuro. Acredito por isso, numa Farmácia mais diferenciada e mais atractiva para as pessoas, com mais serviços, mais produtos, com uma nova relação de conveniência com os consumidores.

Assistimos a um alargamento dos serviços de saúde prestados pelas Farmácias, numa lógica de integração e complementaridade com outros profissionais de saúde, assente na criação de valor e crescimento sustentável.

Hoje, mais do que nunca, o Farmacêutico tem um leque de oportunidades de desenvolvimento profissional em Farmácia Comunitária. As intervenções e projectos profissionais desenvolvidos têm posicionado a Farmácia como uma unidade de cuidados de saúde com características diferenciadoras. O Novo Modelo de Farmácia Comunitária apresenta vários desafios, que passam por atribuir mais poder ao utente, ter novos serviços e produtos, dispensar produtos hospitalares, dispor de infraestrutura tecnológica de apoio à intervenção profissional e articulação com os outros profissionais de saúde. Reforçar a relação com outras estruturas dos cuidados de saúde primários.

Neste âmbito são várias as intervenções Farmacêuticas que as Farmácias de Oficina têm vindo a desenvolver, algumas em articulação com o Sistema de Saúde, das quais destacamos:

A administração de Vacinas. Iniciou-se há dez anos atrás, e desde então, as Farmácias têm garantido a imunização dos portugueses. As Farmácias foram recentemente reconhecidas internacionalmente, pela FIP, como “Bom Exemplo”, tendo sido distinguidas pela confiança, proximidade, conveniência e rapidez.

O envolvimento das Farmácia no programa de Troca de Seringas, embora conte já mais de 23 anos, permite cada vez mais o alargamento do serviço com melhoria nos padrões de equidade e evita novos casos de infeção por HIV e HCV.
Recentemente iniciou-se um trabalho integrado entre as Farmácias e as Unidades de Saúde Familiar (USF’s), de forma a melhorar a qualidade dos cuidados de saúde oferecidos aos utentes, através da dinamização de modelos colaborativos interprofissionais.

Em Fevereiro de 2017, assinou-se um acordo tripartido, que envolve não só as Farmácias mas também o Ministério da Saúde e das Finanças. Este acordo prevê um novo quadro de referência para a intervenção das Farmácias no âmbito da política de Saúde e do reforço do SNS. Este acordo abre a possibilidade de avaliação da intervenção das Farmácias em áreas como a Diabetes, a Vacinação contra a gripe, ou no reforço da adesão e gestão da terapêutica.

O sector da Saúde em Portugal apresenta vários desafios, as Farmácias enquanto centros de prevenção, detecção precoce, tratamento e inovação, deverão assumir e diferenciar o seu papel no Sistema de Saúde, reforçando a sua ligação com os diferentes intervenientes e agentes do sistema, orientando sempre a sua actividade em prol das necessidades do utente. É assente nestas características que as Farmácias Portuguesas trabalham diariamente, focadas na missão de fazer das Farmácias a rede de cuidados de saúde primários mais valorizada pelos portugueses.

A rede de Farmácias evoluiu muito e dispõe de mais valias únicas para intervir na saúde pela sua qualificação, capilaridade, tecnologia e acessibilidade à população.

Portugal precisará cada vez mais da Farmácia e do Farmacêutico. E nós vamos estar sempre à altura!

– Dr. Duarte Santos

Portugal e o Modelo Europeu de Avaliação de Tecnologias de Saúde

Tecnologias de Saúde: medicamentos, dispositivos médicos ou procedimentos médicos ou cirúrgicos, bem como medidas de prevenção, diagnóstico ou tratamento de doenças utilizadas na prestação de cuidados de saúde. Com um setor da saúde cada vez mais exigente, avaliar estas “Tecnologias de Saúde” torna-se um objetivo progressivamente mais complexo e assente em várias dimensões. Desta forma, a Avaliação de Tecnologias de Saúde (ATS) tem evoluído gradualmente, tornando-se um conceito cada vez mais Europeu.
O processo de ATS é efetuado em Portugal, para os medicamentos, desde 1999, antes da decisão de financiamento e como instrumento de suporte e apoio. No entanto, seria em 2015 que Portugal conheceria uma nova era nesta matéria com a criação do Sistema Nacional de Avaliação de Tecnologias de Saúde (SiNATS). Desta forma, o processo de ATS passou a abranger outras tecnologias para além dos medicamentos, como, por exemplo, os dispositivos médicos. Para além disto, permitiu a introdução de diversas medidas que promovem a transparência, a equidade na utilização e a obtenção de ganhos em saúde. Promoveu ainda a avaliação do valor das tecnologias de saúde ao longo de todo o seu ciclo de vida, bem como um maior envolvimento de Portugal nos esforços europeus para a criação de um sistema integrado e comum aos Estados membros, no que respeita à Avaliação de Tecnologias de Saúde.
Por seu lado, a Europa tem dados passos sólidos na implementação de um modelo europeu de ATS. O projeto EUnetHTA (European Network for Health Technology Assessment) foi desenvolvido de forma a criar uma rede eficaz e sustentável de Avaliação de Tecnologias de Saúde em toda a Europa. Assim, com a missão de apoiar a colaboração entre organizações de ATS europeias, criando valor acrescentado, tanto a nível europeu, como nacional, a rede EUnetHTA é constituída por organizações governamentais e por um grande número de agências e organizações sem fins lucrativos, que produzem ou contribuem para a ATS na Europa. O INFARMED, I.P. corresponde ao representante português neste projeto europeu.
O trabalho desenvolvido pela EUnetHTA permitiu a produção de modelos, metodologias e guidelines relacionadas com a ATS. O HTA Core Model, a metodologia Rapid Relative Efectiveness Assessment e as bases OPO e EVIDENT, são o resultado da colaboração e do trabalho conjunto desenvolvido pela rede europeia de ATS.
O primeiro, diz respeito a um formato estruturado para a produção de ATS, que permite a adaptação ao contexto local de cada país. Desta forma, levanta as principais questões que devem ser respondidas ao longo de um processo de avaliação de tecnologias de saúde; qual a metodologia para responder a estas mesmas questões e ainda, o modo como a informação deve ser organizada. Por sua vez, o modelo Rapid Relative Efectiveness Assessment é uma variante do HTA Core Model, possibilitando a avaliação de um determinado medicamento, comparativamente com a mais relevante ou relevantes alternativas, num prazo limitado de tempo. Finalmente, as bases de dados referidas permitem a partilha de informação entre agências de ATS, no que respeita aos projetos/avaliações planeadas ou em curso.
Assim, o trabalho desenvolvido pela EUnetHTA tem contribuído para a criação e desenvolvimento de um Modelo Europeu de Avaliação de Tecnologias de Saúde. Apesar deste estar ainda muito focado nas intervenções clínicas, o seu desenvolvimento permitirá aproximar os processos de ATS das políticas de saúde que contribuem para a gestão e financiamento dos sistemas de saúde. A presença de Portugal neste projeto é crucial, podendo, num futuro próximo, ser possível a avaliação centralizada de algumas tecnologias de saúde, sobretudo medicamentos.

– João Malhadeiro, membro do Alumni Board da LisbonPH

Empreendedorismo Jovem

   Nos dias de hoje o tema do Empreendedorismo está, como se tem visto, na ordem do dia. É um tema que nos toca a todos. Não só por aquilo que está a mobilizar em termos de empresas, incubadoras, aceleradoras, co-working e startups portuguesas e estrangeiras que nascem e crescem todos os dias, mas, e sobretudo, por aquilo que representa em termos de inovação e de abertura de espírito num país que, até há bem pouco tempo, estava fechado em si mesmo.

  Esta abertura e espírito inovador são também influenciadores no nascimento de inúmeras iniciativas de Empreendedorismo Jovem. Cada vez mais cedo se nota que os jovens têm de desenvolver um “espírito empreendedor”.

  Quando falo em espírito empreendedor não me refiro apenas a capacidade e preparação de arrancar com novas ideias de negócio e startups. Porque nem todos são talhados para isso ou têm perfil para empreender no sentido comercial da palavra… Refiro-me, sim, ao desenvolvimento de um espírito que permitirá que se desenvolvam a nível pessoal e que ganhem competências que serão fundamentais para o seu percurso profissional e integração no meio empresarial. É por isso que o Empreendedorismo Jovem é tão importante e cada vez mais adotado e valorizado nas Escolas e Universidades portuguesas. Porque permite que os jovens se desenvolvam e contribuam, assim, para o crescimento e formação de uma sociedade com pessoas mais informadas, competentes e profissionalmente desenvolvidas!

–  Dra. Mariana Lino

The multidisciplinarity of the European Junior Movement

  Born 50 years ago in France, the Junior Enterprise concept aimed to bridge the gap between the theoretical knowledge that you acquire during classes and the job market where you need actual skills to succeed. There was and still is a clear gap between universities and companies and a strong lack of practical experience for the young people of Europe, resulting in the current and alarming youth unemployment rate of near 19% in the European Union.

    Indeed, universities teach knowledge to students by lectures and demonstrations, whereas skills and competencies can only and truly be acquired by concrete and practical experience. The best way to learn is by practicing and teaching something, both activities that are embedded in the JE concept. As you enter the JE, you start working on real projects for clients and managing the organization by yourself; and as you hand over to the next team, you teach them what you have learned over the year, thus making sure that you review and understand what you have achieved and learned. Thus, a Junior Entrepreneur learns by doing and maybe even more importantly, learns how to learn.

    In addition to this very important lesson, Junior Entrepreneurs have the unique opportunity to develop a broad set of soft skills throughout the experience, experimenting and learning about leadership, team and project management, teamwork, negotiation and sales, etc. All these skills are crucial, as an entrepreneur or as an employee and the impact of the JE experience has been demonstrated by a research conducted by the European Commission with the support of JADE:  “Effect and Impact of Entrepreneurship Education on Higher Education”. The outcomes of this research strongly support and recognize the efficiency of the JE concept. Junior Entrepreneurs show more developed entrepreneurial skills, as well as more successful companies created.

    Finally, Junior Entrepreneurs develop their hard skills as they realize real projects for real clients. By supporting an entrepreneur with his new website or realizing a market study for a SME or a big company willing to create a new product, you have the opportunity to actually do things instead of only studying them. And this is applicable in different fields as we see that the JE concept, born in a business school, has now spread to engineering, translation, architecture, legal and even arts over Europe and the world.

    It has been 50 years that this incredible concept has impacted society and you have been impacted by it. Now the question is: How are you going to give back to the JE movement and to society?

Written by Yann Camus for JADE May Conference hosted by Lisbon PH

O papel do empreendedorismo social no setor da Saúde

“Anatomia Humana, Biologia Celular, Fisiologia.” A todos os estudantes universitários da área da Saúde lhes é dada a oportunidade de conhecer e estudar estas matérias, aplicando-as na sua vida profissional.

“Uma situação de pobreza extrema aumenta a probabilidade de desenvolver problemas de Saúde a curto e longo prazo.” A todos os estudantes universitários da área da Saúde lhes é dada a oportunidade de conhecer estas realidades e de agir perante as mesmas.

Contudo, se nos é fornecido o conhecimento e a possibilidade de alterar os paradigmas que fundamentam a nossa sociedade atual, porque não é considerado um dever dos profissionais e estudantes de Saúde aliar estas duas componentes, procurando e incentivando a mudança?

Não se trata de um debate filosófico ou de devaneios de jovens imaturos colocar esta questão. As premissas são simples e a solução reside, talvez, na inconformidade de viver num mundo onde o acesso à Saúde é limitado pela condição sócio-económica, onde os cuidados primários e secundários de saúde ainda são, por muitos, considerados um luxo.

Acredito que é desta vontade de procurar agir e alterar a realidade em que vivemos que nasce o empreendedorismo social no sector da Saúde. O mesmo tem crescido cada vez mais ao longo dos últimos anos, principalmente nos bancos dos anfiteatros, no seio do meio académico. Aqueles que serão os profissionais do futuro, apoiados por aqueles que representam as diferentes classes profissionais, pelos seus exemplos e experiências, têm nas suas mãos não só o poder, mas a responsabilidade de desenvolver iniciativas que promovam e facilitem o acesso à Saúde.

O terceiro setor constitui o futuro da nossa sociedade e a consciencialização de que não podemos mais fechar os olhos aos problemas sociais que estão à nossa volta é uma necessidade urgente. O acesso ao medicamento, o acompanhamento terapêutico, a formação em saúde, etc, não são uma garantia de todos os cidadãos. No entanto, com ou sem as batas brancas que orgulhosamente vestimos, é nosso dever lutar por uma comunidade mais saudável, mais informada.

A loucura de querer mudar o mundo reside dentro de cada um de nós. Nós somos responsáveis pela realidade em que vivemos e temos a opção de escolher enfrentá-la e transformá-la. Qual é a tua escolha?

 

-Teresa Couto, Presidente da Associação Cura+

Connect, Share and Impact: How to Co-Create the Future?

Paris, 1967 Pierre-Marie Thauvin founds the first Junior enterprise. Little Europe could know of what a great movement was about to start. Only 2 years after the Junior Enterprise concept is already spreading around France and in 1969 the first Junior Enterprise Confederation is founded and its name is CNJE, Confédération Nationale des Junior Enterprises. The newborn concept starts to spread all over Europe and day after day, it fascinates always more students, university deans, companies and institutions.

Paris, 1992, six Confederations come together to create JADE, the European Confederation of Junior Enterprises and since then thousands of students have helped Europe in its development by influencing policymakers decisions, offering high-quality services and creating generations of influential leaders.

“Paris, 1992, 6 confederations”

Since his birth, the Junior Enterprise movement has impacted Europe in many ways. Junior Entrepreneurs are top-class students who have decided to challenge themselves and to have an active role in their personal growth. Even before entering the working world they are already helping the growth of the continent with their proactive participation and contribution. They are an opportunity for a company as they can bring a real significant addition since the very beginning of their work for the company.

However, this is only a part of the impact that the Junior Enterprise movement has. What should be taken into particular consideration is the social impact that the movement generates on the society. Junior Entrepreneurs are brilliant and fresh minds who provide many different clients with high-quality services at a very competitive price or even pro-bono. As for that, also startups and SMEs with limited budgets can benefit for example from high-level consultancy services provided by Junior Entrepreneurs.

Moreover, many times, those services have a high social impact. As for example a campaign that focuses on raising awareness on a topic such as skin cancer or a project that helps high schoolers with their choice in the field of university study.

50 years later is crucial to reflect on what is going to be for the next 50 years – The Junior Enterprise movement has been impacting Europe for long, now it’s time for it to impact the world.

Today the world can only be Co-Created and Junior Entrepreneurs are the ones empowered with such a duty. In a world injured by many conflicts, where barriers and borders have strengthened up nationalism and fear only brilliant, educated and fresh minds can make a real and deep change. Co-operating, connecting and sharing are key and essential factors for making such a change. Today there are Junior Enterprises in 40 countries and 40 000 Junior Entrepreneurs around the world, that is a huge potential that needs to be utilized. In order to shape and to have a deep impact on the future of the world, Junior Entrepreneurs should sit together to define a common strategy, to help each other out and to start the Co-creation of the future together. Lobbying for a better world where there are equal opportunities for everybody, no borders and the voice of young people heard by everyone.

“50 years later is crucial to reflect on what is going to be for the next 50 years – The Junior Enterprise movement has been impacting Europe for long, now it’s time for it to impact the world”

 The potential of the impact of the Junior Enterprise movement for the world is countless and this is only the beginning.