A LisbonPH e a Investigação Científica na FFULisboa

A LisbonPH é uma empresa jovem constituída por estudantes do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa (FFUlisboa).

Uma das principais funções da LisbonPH é organizar eventos científicos tendo dado, desde a sua formação, um contributo fundamental para o sucesso de várias reuniões científicas realizadas na FFULisboa.

Para além da sua capacidade empreendedora, a LisbonPH tem tido um papel crucial na iniciação à Investigação Científica dos alunos do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas da FFULisboa, fomentando a integração dos jovens estudantes pré-graduados nos grupos de investigação científica do Instituto de Investigação do Medicamento (iMedULisboa), onde estão incluídos a maioria dos docentes da FFULisboa.

O interesse dos jovens da LisbonPH pela Investigação Científica foi mais longe e em 2016 criaram a “Bolsa LisbonPH”, destinada a apoiar a Investigação dos alunos dos Mestrados do 2º ciclo de estudos lecionados na FFULisboa, com vista à elaboração das dissertações de Mestrado.

Tive oportunidade de acompanhar a “Bolsa LisbonPH” desde o início, quando foram estabelecidos os critérios de seleção, até à sua atribuição. Pude observar o grande rigor com que os jovens da LisbonPH conduziram o processo e a enorme preocupação que tiveram em estabelecer critérios justos que me levaram a confiar ainda mais nas novas gerações de Farmacêuticos. Por tudo isto acho que a equipa da LisbonPH está de parabéns e merece todo o apoio dos docentes da FFULisboa.

Nas palavras da vencedora da Bolsa da LisbonPH, Ana Poim: “temos um país de grandes investigadores e com grande potencialidade para a ciência, mas muitas vezes não existe interesse em ajudar a ciência a evoluir.
É cada vez mais necessário que tanto para os alunos interessados a prosseguir investigação, quer para os investigadores interessados em novos projetos, que exista um apoio para atingir esses objetivos.”

Para além disto, na opinião da mesma, “sem estes apoios, a bolsa da LisbonPH é uma oportunidade e um incentivo para os alunos de mestrado poderem desenvolver a sua tese e ter apoio na investigação. Iniciativas como estas são importantes para estimular os alunos a prosseguirem os seus estudos e ganharem gosto pelo trabalho de investigação. Gostaria que a LisbonPH continuasse a desenvolver iniciativas com este objetivo assim como a apoiar a investigação na Faculdade e no País.”

Ana Poim, vencedora da Bolsa LisbonPH
Prof. Maria José Umbelino, FFULisboa

Movimento Júnior: Impacto Gigante

Das naus que deram mundos ao mundo, séculos atrás, aprendemos a não nos conformarmos. Aprendemos a desafiar-nos e a superar-nos sempre – num espírito rebelde de querer sempre mais. Passam-se os tempos, mas há coisas que não mudam. Hoje Portugal assume-se como um país empreendedor.

O contínuo desenvolvimento e o contar do tempo que não pára traz-nos ao presente em que mais de 550 Júnior Empresários arregaçam mangas todos os dias e constroem as bases para um futuro cada vez melhor: o deles – e o do mundo em que vivemos. São estudantes universitários de áreas que atravessam a gestão, a engenharia, o direito, as ciências farmacêuticas, psicologia… Estudam como todos os outros, mas dizem-se mais inconformados: além dos livros carregam o peso de quem tem uma palavra a dizer nas dinâmicas das empresas. Definem estratégia, apoiam a construção de soluções e fazem acontecer.

Vozes da Europa falam em futuro brilhante, por cá fala-se em enorme potencial – afinal qual será a marca do Movimento Júnior amanhã? É de impacto positivo que se trata o que fazemos.

As Júnior Empresas são escolas do saber prático. Coexistindo no ambiente académico, serão cada vez mais como laboratórios de conhecimento onde nós, estudantes, aplicamos o que sabemos e expandimo-nos para novos domínio. A inovação continuará a marcar a reputação de uma instituição de ensino superior e as Júnior Empresas procurarão ser cada vez mais uma escola de excelência dentro da academia. O trajeto é claro: na medida que a reputação da Júnior Empresa crescer, acompanhará a tendência a reputação da faculdade aos olhos dos alunos. Afinal, espera-se que as Júnior Empresas se traduzam em elementos de diferenciação das universidades de norte a sul do país.

Mais ainda, as 14 Júnior Empresas do hoje e todas as demais que se juntarão amanhã serão as mais eficazes incubadoras de líderes. Revendo-se nas best practices do tecido empresarial são uma importante marca na nossa formação pessoal e profissional. E caber-nos-á a nós, estudantes do hoje, liderar os desafios que o futuro nos reserva. Potenciando o contacto com a realidade das empresas, as Júnior Empresas são um motor de desenvolvimento de talento – talento esse cada vez melhor reconhecido pelo mercado.

No mundo das ideias e dos projetos, os Júnior Empresários marcam todos os dias o tecido empresarial de forma direta. As centenas de projetos que todos os anos se fazem no movimento português – irreverentes na abordagem inovadora – são um contributo claro para as empresas ou entidades a que se destinam. Ao crescer a reputação do nosso movimento, esse impacto será cada vez maior.

Mas se quisermos, esse impacto vai muito mais longe. Não somos de estar parados e indiferentes aos problemas da sociedade – tornamo-nos pelas experiências que temos mais críticos, atentos e interessados. Este é o papel das Júnior Empresas na formação de uma geração focada em criar impacto positivo no meio onde se insere.

Se há quem eternamente duvide das qualidades dos portugueses, a verdade é que as práticas de gestão das Júnior Empresas são cada vez mais reconhecidas no espaço europeu e no Brasil (onde o movimento assume uma dimensão impressionante). Júnior Empresas cada vez mais orientadas para um mundo global, sem fronteiras, espelham bem as qualidades de Portugal lá fora. A projeção do país no estrangeiro será certamente ainda mais potenciada pelos Júnior Empresários.

Em boa verdade o futuro não podia ser mais entusiasmante. E é assim mesmo que o vemos: com entusiasmo. Porque no final do dia, trata-se de entregar tudo o que nós, Júnior Empresários, temos para entregar. E ir mudando o mundo à nossa maneira…

A JADE Portugal posiciona-se como o óleo do motor que nos guia ao futuro. A viagem já vai em curso. O destino é um amanhã que será, certamente, brilhante.

 

Diogo Parreira, Presidente JADE Portugal

Sem mais demoras, bem vindos ao “Blog LisbonPH”!

A LisbonPH – Júnior Empresa da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa – é a única Júnior Empresa Portuguesa federada no setor da Saúde pela JADE Portugal, a Federação de Júnior Empresas de Portugal. Sob o mote learning by doing, a estrutura atual possui 34 membros que trabalham diariamente “pelo desenvolvimento do profissional de Saúde do futuro, empreendedor, criativo e multidisciplinar”.

Preocupamo-nos em acrescentar valor ao mercado, não só através dos serviços prestados,
descritos no nosso website, mas também através da formação dos nossos membros, com o intuito de adquirirem ferramentas para corresponderem às exigências dos nossos serviços tal como proporcionar a aquisição de competências que os tornem melhores profissionais
aquando do ingresso no mercado de trabalho.

A criação do “Blog LisbonPH” vem de encontro os nossos objetivos enquanto Júnior Empresa com uma grande veia empreendedora. Pretendemos que seja um espaço que promova e fomente o empreendedorismo, com especial foco na área da Saúde, sendo que poderão contar com artigos de elevada qualidade redigidos por personalidades de renome nas mais variadas
áreas científicas e por membros da nossa equipa.

A LisbonPH é um caso de sucesso do Movimento Júnior, sendo que estes dois anos e meio de existência têm sido caracterizados por trabalho, resiliência, espírito de equipa e sucesso. Idealizado por muitos, questionado por outros, o crescimento foi exponencial e inolvidável, culminando com várias distinções, quer a nível nacional, quer a nível internacional, sendo, reflexo disso, a LisbonPH ter sido distinguida como Júnior Iniciativa do Ano 2015 e Júnior Empresa do Ano 2016 pela JADE Portugal e considerada a Júnior Empresa mais promissora da Europa em 2016 pela JADE. Há quem diga que não existem prémios, mas sim consequências. Concordo em parte, estes prémios apenas refletem a dedicação e o trabalho que tem vindo a ser desenvolvidos por todos os que fazem e já fizeram parte da LisbonPH.

Sem mais demoras, bem vindos ao “Blog LisbonPH”!

Sílvia Miguel – Presidente Executivo

junioriniciativa2015              juniorempresa2016

A importância do empreendedorismo jovem no setor farmacêutico

Os últimos anos têm sido profícuos no aparecimento de projetos de jovens profissionais, em diferentes áreas e setores de atividade, que acabam por resultar na criação de pequenas empresas. O conceito de ´empresa startup´ está hoje perfeitamente enraizado na sociedade portuguesa, existindo até um sentimento generalizado de que o País possui uma “comunidade empreendedora” assinalável.

Se até há uns anos atrás a tendência generalizada entre os jovens recém-formados era a procura de emprego, estágios profissionais e outras oportunidades no mercado de trabalho, hoje é cada vez mais frequente a criação do próprio emprego, colocando em prática uma ideia, um conceito, um trabalho desenvolvido ao longo dos anos de formação académica.

Podemos responsabilizar a crise económica e financeira por esta alteração de paradigma. Podemos justificá-la com o aumento das taxas de desemprego, muito particularmente do desemprego jovem. Mas devemos atribuir também uma quota parte de responsabilidade às tendências do mundo moderno, assente na globalização, no livre acesso ao conhecimento e, fundamentalmente, numa característica que parece vingar entre as gerações mais novas: o seu carácter empreendedor e a sede de vingança num meio empresarial cada vez mais competitivo.

Prova deste novo paradigma são as inúmeras startups e júnior empresas criadas nos últimos anos. Algumas resultam e ganham dimensão porque respondem a necessidades concretas e atuais do mercado; outras ousam aparecer demasiado cedo para o seu tempo e requerem um esforço suplementar de sobrevivência; outras ainda, acabam por desaparecer, deixando, no entanto, os seus impulsionadores com importantes ensinamentos para projetos futuros e para o próprio mercado de trabalho.

É este o espírito do empreendedor que importa hoje valorizar nos profissionais modernos: alguém que gosta de arriscar e que revela uma dedicação extrema ao trabalho que está a desenvolver.

No setor da Saúde e, em especial, na área farmacêutica tem sido evidente o aparecimento destes projetos inovadores, alguns dos quais ligados, de alguma forma, às novas tecnologias de informação e comunicação, que pretendem alcançar uma aplicação prática para conceitos teóricos.

Também na prestação de cuidados se constroem exemplos pioneiros, que alargam os horizontes profissionais e que abrem por isso novas perspetivas para a própria profissão. O futuro está à vista de todos e é contruído por estes jovens que movem mundos e fundos para corresponder à aposta que a sociedade neles fez.

A profissão farmacêutica fez já sua transição geracional – quase metade dos profissionais a exercer atualmente têm menos de 40 anos. Uma transição serena, mas firme na necessidade de renovação para garantir o futuro da nossa profissão, respeitando os valores e princípios que sempre caracterizaram a nossa atuação junto da população.

Cabe à Ordem dos Farmacêuticos acompanhar estas novas tendências, dar suporte às apostas dos jovens profissionais em novas áreas do saber e destacar os farmacêuticos mais jovens como atores de um modelo empreendedor, competitivo e que expanda a presença de Portugal no mundo.

 

Ordem dos Farmacêuticos

Bastonária – Professora Doutora Ana Paula Martins

Doutor Pedro Nandin de Carvalho