Evolução da Farmácia Comunitária

As Farmácias portuguesas sempre foram capazes de enfrentar problemas e construir soluções. Uma Farmácia cada vez mais integrada no sistema de saúde é uma Farmácia que melhor defenderá os doentes e a própria rede. A prestação de mais serviços à comunidade, de mais serviços Farmacêuticos e de mais serviços de saúde e bem-estar, bem como de novas áreas de intervenção, novas formas de acesso aos medicamentos e de cooperação interprofissional, são o caminho da sustentabilidade para o futuro. Acredito por isso, numa Farmácia mais diferenciada e mais atractiva para as pessoas, com mais serviços, mais produtos, com uma nova relação de conveniência com os consumidores.

Assistimos a um alargamento dos serviços de saúde prestados pelas Farmácias, numa lógica de integração e complementaridade com outros profissionais de saúde, assente na criação de valor e crescimento sustentável.

Hoje, mais do que nunca, o Farmacêutico tem um leque de oportunidades de desenvolvimento profissional em Farmácia Comunitária. As intervenções e projectos profissionais desenvolvidos têm posicionado a Farmácia como uma unidade de cuidados de saúde com características diferenciadoras. O Novo Modelo de Farmácia Comunitária apresenta vários desafios, que passam por atribuir mais poder ao utente, ter novos serviços e produtos, dispensar produtos hospitalares, dispor de infraestrutura tecnológica de apoio à intervenção profissional e articulação com os outros profissionais de saúde. Reforçar a relação com outras estruturas dos cuidados de saúde primários.

Neste âmbito são várias as intervenções Farmacêuticas que as Farmácias de Oficina têm vindo a desenvolver, algumas em articulação com o Sistema de Saúde, das quais destacamos:

A administração de Vacinas. Iniciou-se há dez anos atrás, e desde então, as Farmácias têm garantido a imunização dos portugueses. As Farmácias foram recentemente reconhecidas internacionalmente, pela FIP, como “Bom Exemplo”, tendo sido distinguidas pela confiança, proximidade, conveniência e rapidez.

O envolvimento das Farmácia no programa de Troca de Seringas, embora conte já mais de 23 anos, permite cada vez mais o alargamento do serviço com melhoria nos padrões de equidade e evita novos casos de infeção por HIV e HCV.
Recentemente iniciou-se um trabalho integrado entre as Farmácias e as Unidades de Saúde Familiar (USF’s), de forma a melhorar a qualidade dos cuidados de saúde oferecidos aos utentes, através da dinamização de modelos colaborativos interprofissionais.

Em Fevereiro de 2017, assinou-se um acordo tripartido, que envolve não só as Farmácias mas também o Ministério da Saúde e das Finanças. Este acordo prevê um novo quadro de referência para a intervenção das Farmácias no âmbito da política de Saúde e do reforço do SNS. Este acordo abre a possibilidade de avaliação da intervenção das Farmácias em áreas como a Diabetes, a Vacinação contra a gripe, ou no reforço da adesão e gestão da terapêutica.

O sector da Saúde em Portugal apresenta vários desafios, as Farmácias enquanto centros de prevenção, detecção precoce, tratamento e inovação, deverão assumir e diferenciar o seu papel no Sistema de Saúde, reforçando a sua ligação com os diferentes intervenientes e agentes do sistema, orientando sempre a sua actividade em prol das necessidades do utente. É assente nestas características que as Farmácias Portuguesas trabalham diariamente, focadas na missão de fazer das Farmácias a rede de cuidados de saúde primários mais valorizada pelos portugueses.

A rede de Farmácias evoluiu muito e dispõe de mais valias únicas para intervir na saúde pela sua qualificação, capilaridade, tecnologia e acessibilidade à população.

Portugal precisará cada vez mais da Farmácia e do Farmacêutico. E nós vamos estar sempre à altura!

– Dr. Duarte Santos

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