Empreendedorismo Jovem

   Nos dias de hoje o tema do Empreendedorismo está, como se tem visto, na ordem do dia. É um tema que nos toca a todos. Não só por aquilo que está a mobilizar em termos de empresas, incubadoras, aceleradoras, co-working e startups portuguesas e estrangeiras que nascem e crescem todos os dias, mas, e sobretudo, por aquilo que representa em termos de inovação e de abertura de espírito num país que, até há bem pouco tempo, estava fechado em si mesmo.

  Esta abertura e espírito inovador são também influenciadores no nascimento de inúmeras iniciativas de Empreendedorismo Jovem. Cada vez mais cedo se nota que os jovens têm de desenvolver um “espírito empreendedor”.

  Quando falo em espírito empreendedor não me refiro apenas a capacidade e preparação de arrancar com novas ideias de negócio e startups. Porque nem todos são talhados para isso ou têm perfil para empreender no sentido comercial da palavra… Refiro-me, sim, ao desenvolvimento de um espírito que permitirá que se desenvolvam a nível pessoal e que ganhem competências que serão fundamentais para o seu percurso profissional e integração no meio empresarial. É por isso que o Empreendedorismo Jovem é tão importante e cada vez mais adotado e valorizado nas Escolas e Universidades portuguesas. Porque permite que os jovens se desenvolvam e contribuam, assim, para o crescimento e formação de uma sociedade com pessoas mais informadas, competentes e profissionalmente desenvolvidas!

–  Dra. Mariana Lino

Os Desafios da Reavaliação de Tecnologias de Saúde em Portugal (The Challenges of Health Technology Assessment in Portugal)

     O recém-criado Sistema Nacional de Avaliação de Tecnologias de Saúde (SiNATS) em Portugal permitirá que as tecnologias de saúde sejam objeto de reavaliação num contexto de prática clínica real. Este artigo (position paper) pretende elencar e descrever sumariamente os diversos desafios e limitações que poderão influenciar os pressupostos e resultados das reavaliações e, por conseguinte, o seu próprio propósito. O artigo reflete a posição do Capítulo Português da ISPOR (International Society for Pharmacoeconomics and Outcomes Research – ISPOR Portugal) sobre o tema.

   Um grupo de membros da ISPOR Portugal analisou a literatura disponível, nomeadamente a documentação de grupos de trabalho internacionais que anteriormente se debruçaram sobre matérias semelhantes e realizou uma análise crítica sobre os desafios da reavaliação aplicada ao contexto nacional. Foi ainda solicitada uma revisão final a todos os membros do Capítulo.

    Foram identificadas e descritas diversas limitações que potencialmente podem comprometer as reavaliações, designadamente aquelas relacionadas com a própria intervenção (isto é, a tecnologia de saúde), a população em estudo, a seleção do comparador e os resultados em Saúde a considerar neste tipo de análises. É ainda enfatizada a relevância das fontes de informação em que poderá assentar (pelo menos parcialmente) a investigação da efetividade comparativa, bem como as lacunas e limitações inerentes à mesma (isto é, viés e confundimento).

    Um sistema de reavaliação das tecnologias de saúde deve ser alvo de uma análise a priori sobre as suas potencialidades e limitações. Neste artigo abordam-se estes tópicos tomando como referência os objetivos do SiNATS. No entanto, torna-se necessário dar continuidade a este trabalho, nomeadamente através da criação de grupos de trabalho que se debrucem mais detalhadamente sobre as matérias aqui mencionadas. Tal trabalho poderá mesmo ser um passo crucial para o sucesso pleno da implementação de um sistema de reavaliação que sustente decisões de financiamento justas e eficientes das tecnologias de saúde em Portugal.

– Pedro A. Laires, MSc;  Mónica Inês, MSc; Miguel Gouveia, PhD; Céu Mateus, PhD; Luis Silva Miguel, PhD; Carlos Gouveia Pinto, PhD

Leia o artigo na integra no website do evento FEPS’17: http://bit.ly/FEPS-Artigo

Artigo de opinião: Nutrição

   A nutrição tem vindo a demarcar-se como uma área sólida nos cuidados de saúde sendo considerada por clínicos, pacientes e familiares como uma área complementar e fundamental.

 Neste sentido, a nutrição integra-se num contexto interdisciplinar com vista a contribuir para um melhor estado nutricional dos indivíduos, quer numa perspetiva de cuidados de saúde primários, como secundários e terciários.

  Desta forma, as ciências da nutrição e a indústria farmacêutica têm vindo a caminhar no mesmo sentido ao longo dos anos, pelo interesse comum em abranger e integrar sectores relacionados com as ciências da saúde e a promoção de uma melhor qualidade de vida.

  Desta simbiose, surge a “Medical Nutrition” (Nutrição Médica) que é considerada por alguns especialistas como a convergência entre a indústria farmacêutica e a indústria alimentar. Esta complementaridade de sectores resulta na formulação de produtos nutricionais específicos.

  Os produtos encontram-se em constante aperfeiçoamento de forma a integrarem intervenções nutricionais e clínicas, baseadas na mais recente evidência. Estes desempenham um papel fundamental na minimização do impacto de sintomas e complicações clínicas associados à patologia (p.e. anorexia, disfagia, saciedade precoce, complicações do trato-gastrointestinal, entre outros), mas também na melhoria do prognóstico clínico relacionado com um melhor estado nutricional do indivíduo.

  Atualmente, como resultado de anos de investigação, a indústria faculta um vasto leque de produtos que contribuem para uma intervenção nutricional personalizada e adaptada. Nomeadamente, produtos de nutrição entérica (tais, como suplementos nutricionais orais, modulares de nutrientes, nutrição adaptada – textura e consistência, nutrição por sonda, nutrição pediátrica e outros) e nutrição parentérica, com distintas composições nutricionais.

 O farmacêutico integra e complementa a pluridisciplinaridade das ciências da nutrição, através do reforço do aconselhamento sobre produto e sua posologia. Adicionalmente, poderá contribuir na divulgação de produtos nutricionais e evidência associada junto dos profissionais no terreno, bem como identificar oportunidades de melhoria e contribuir no desenvolvimento dos mesmos.

    Numa perspetiva do profissional de nutrição, em contexto oncológico, claramente se destaca o papel da indústria farmacêutica e alimentar no desenvolvimento de produtos determinantes na melhoria da qualidade de vida dos doentes, suprindo défices nutricionais, que acarretam um impacto nefasto e significativo no seu prognóstico.

Marta Carriço (1805NE)

Equipa de Nutrição do Centro Clínico Champalimaud

Instagram

Instagram did not return a 200.

Próximos eventos

De momento não existem próximos eventos.