Lei de Bases da Saúde

A atual Lei de Bases da Saúde orientou as escolhas de políticas de saúde por mais de duas décadas, com robustos alicerces de princípios e a necessária flexibilidade para tomar opções. É nesse contexto que importa pensar a sua revisão, numa perspetiva externa ao seu tempo, projetando o futuro e servindo os interesses da sociedade durante largos e bons anos. Não devemos confundir esta necessidade com a sua cristalização no tempo e a instrumentalização para responder à espuma dos dias.

Seremos desafiados a participar na revisão do conceito de sistema de saúde, de articulação eficiente entre os vários setores, com particular destaque para motivações ideológicas que priorizam o modelo de financiamento. Estas sinergias são fundamentais para assegurar a resposta de proximidade e qualidade que os cidadãos legitimamente anseiam e que merecidamente a todos devemos. Não creio que haja condições nem tempo para dogmas e crenças utópicas. O património da rede de farmácias, laboratórios e distribuidores, a capacidade de atrair inovação e a indústria farmacêutica são fundamentais para o aumento da esperança de vida, da qualidade dos anos vividos e do crescimento do país.

Seria bom usar esta oportunidade como um desafio do tempo presente para resposta ao tempo futuro.

– Dr. Bruno Macedo

Investigação e Desenvolvimento de Fármacos

Como farmacêutico e aluno de doutoramento na FFULisboa, penso que o problema do decréscimo no número de novos medicamentos verdadeiramente inovadores é um flagelo preocupante, em particular pelo impacto na Saúde Pública e no acesso do doente ao medicamento, sendo que as poucas novas terapias cada vez mais avançadas acarretam também um largo encargo económico associado. A questão do porquê deste decréscimo de produtividade da Research & Development (R&D) farmacêutica é complexa e multidisciplinar, sendo um dos principais problemas o facto de estarmos numa situação onde são necessários tratamentos cada vez mais intrincados para patologias cada vez mais complexas e difíceis de tratar.

No entanto, mesmo com o acesso a novas tecnologias combinatórias e que permitem o high-throughput screening de vários candidatos com atividade, o número real de potenciais moléculas ativas a entrar em ensaios clínicos não sofreu um aumento substancialmente relevante, assim como o número de moléculas a chegar à clínica. Uma das justificações será a translação científica de um objetivo mais exigente, que é o de minuciosamente compreender a fisiopatologia e desenhar novas oportunidades terapêuticas, para um cumprimento de objetivos baseados em volume, dando origem a um nível sem precedentes de fármacos “me too”.

A questão de como pode, num mercado saturados de “me too’s”, o R&D adaptar-se de forma a responder com sucesso a realidades cada vez mais problemáticas da Saúde Pública e que amplamente afetam de forma negativa a esperança média de vida e a qualidade de vida de doentes e dos seus familiares, é igualmente complexa e deve ser discutida.

Como tal, neste projeto tentamos juntar profissionais da área clínica e académica, assim como especialistas da Indústria Farmacêutica, de forma a abordar o estado da arte do desenvolvimento de novos fármacos em três áreas terapêuticas altamente impactantes na sociedade, com vista a avaliar os problemas, as soluções atuais e as necessidades da área clínica.

Caso seja da sua área de interesse, poderá aceder diretamente às inscrições em http://bit.ly/DrugDiscoveryandDevelopmentInscriçãoo

A Importância da Compliance no Setor da Saúde

Vivemos numa época onde se está a tornar crucial a necessidade de criar e cumprir, rigorosamente, regras de compliance saudáveis e oportunas. Esta necessidade verifica-se igualmente nos setores já regulados, os quais, após algum debate, reconhecem e aplaudem iniciativas que promovam a clarificação do estado da arte em matéria regulatória e de compliance.

Dentro do setor regulado, o Setor da Saúde e Farmacêutico tem assumido uma posição de algum pioneirismo quando se refere a temas de compliance e regulamentares. Existem mais de 500 empresas produtoras e/ou comercializadoras de Produtos de Saúde e Farmacêuticos devidamente registadas no INFARMED, todas elas com níveis diferentes de recursos nos seus departamentos de regulatório e compliance, muitas delas com departamentos internos formados, mas outras que recorrem a consultorias e empresas externas especializadas nestas funções. Independentemente da forma como operam, gerem e executam as suas funções e obrigações de compliance e regulatório, não são raros os casos onde se verificam diferentes interpretações e distintas condutas adotadas por empresas semelhantes que operam no mercado da Saúde e Farmacêutico.

É então de realçar a extrema importância da consensualização e posterior padronização das melhores práticas a adotar para as empresas do setor.

Prof. Doutor Diogo Sousa-Martins, Presidente da Comissão de Compliance e Regulatório Exclusiva para o Setor da Saúde e Farmacêutico do Observatório Português de Compliance e Regulatório.

A LisbonPH e o OPCR estão a organizar uma Conferência que debaterá esta temática aplicada a todas as esferas do Setor da Saúde. Quer saber mais informações? Aceda a http://bit.ly/ProgramaComplianceEmSaude

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