A Mundipharma foi reconhecida pela sua cultura de trabalho de excelência e confiança

Na Mundipharma, a prioridade são os nossos colaboradores, por isso continuar a ser um dos melhores lugares para trabalhar é sem dúvida um objetivo. Em 2017, no nosso segundo ano em Portugal, conseguimos o primeiro Prémio Social de Igualdade de Género e, no ano passado, com menos de três anos no mercado português, conseguimos não só ser a melhor empresa para trabalhar na nossa categoria, como ganhámos o prémio de Melhor Lugar para Trabalhar de todos os rankings. Este ano, com o foco em manter a fasquia elevada, conseguimos alcançar, pelo terceiro ano consecutivo, o prémio Great Place to Work.

Que práticas desenvolvem em prol dos cerca de 30 colaboradores que integram a Mundipharma?

As pessoas são o maior valor na Mundipharma. São elas que mantêm a cultura viva e que nos conduzem aos resultados e à concretização dos objetivos. 

Os colaboradores de famílias monoparentais beneficiam da flexibilidade de horário que, inevitavelmente, precisam para gerir a família. O pacote de benefícios que oferecemos é suficientemente amplo para favorecer os trabalhadores que têm filhos – que podem escolher ter apoio na educação escolar – e os que não têm – que podem optar por receber apoio para o seu próprio desenvolvimento pessoal. Financiamos a prática de atividade física para estimular estilos de vida saudáveis e temos sempre disponíveis no escritório frutas e bebidas à descrição. 

Sendo as pessoas o principal património da Mundipharma, os nossos colaboradores têm forçosamente características especiais. Apostamos na criação de uma equipa de profissionais qualificados, honestos e motivados, num ambiente de total confiança e transparência. 

“Ousar” está na cultura organizacional da Mundipharma

A Mundipharma nasceu do mote “ousar” e diferenciar. Quisemos ser diferentes não só no nosso modelo de negócio, mas também na forma como queríamos criar o nosso espírito de equipa. Desde o início, que todos os membros têm um papel ativo na definição estratégica.

Criámos uma equipa muito experiente, apostando na gestão autónoma. Adotámos o termo “Diretor Geral” do seu território ou da sua função, onde cada um é responsável por tomar as decisões na sua área de competência, não havendo qualquer imposição por parte das suas chefias. Confiamos totalmente em modelos de microgestão. Cada departamento ou função tem o seu próprio P&L, que permite avaliar sempre, no negócio, o impacto das tomadas de decisão. Esta gestão flexível e adaptada é o que pensamos que marca a diferença no mundo empresarial.

Em 2018, criámos outro programa, que consideramos ousado, baseado num modelo holacrático, onde os colaboradores são convidados, em equipa, a desenvolver projetos que contribuem para a estratégia global da companhia e que depois são apresentados em reuniões de direção.

 

Sofia Ferreira, Country Manager na empresa Mundipharma

A integração dos suplementos alimentares nas terapêuticas convencionais; perspetivas futuras para os suplementos alimentares, impacto na saúde dos portugueses.

Os suplementos alimentares (SA) são uma constante intemporal nas opções de utilização dos portugueses, enquanto cuidado básico de saúde. Quer pelos médicos, quer pelos utilizadores a título individual que, por iniciativa própria, optam por seguir a recomendação de tomar vitaminas, minerais, fórmulas à base de plantas, probióticos, ácidos gordos essenciais, etc.  

Atualmente, vários compostos de ingredientes utilizados em SA são finalmente conhecidos a fundo pela ciência e esta divulgação propicia uma maior abertura para a sua utilização, junto dos profissionais de saúde e da comunidade geral. A definição legal de suplemento alimentar lembra-nos que visam, antes de mais, complementar e ou suplementar um regime alimentar normal. Contudo, o modo de vida moderno tende a originar alterações e carências ao bom funcionamento do organismo, por ser acelerado e cheio de excessos e desequilíbrios alimentares, stresse, tabagismo, poluição e perturbações dos ciclos naturais de atividade e de repouso.

A prova evidente para o sucesso da utilização de SA é a satisfação das pessoas que os utilizam e a percentagem das pessoas que a eles recorrem. Em 2006, o ISEG (Instituto Superior de Economia e Gestão da Universidade de Lisboa) realizou um estudo a nível nacional com uma amostra de 1200 indivíduos no sentido de estudar o mercado dos SA. Com este estudo concluiu-se que 81% dos indivíduos utilizam ou já utilizaram SA. Quando questionados sobre a possibilidade de voltar a comprar e utilizar SA, os inquiridos demonstram, em esmagadora maioria, a intenção de voltar a fazê-lo, o que é indiciador da satisfação e reconhecimento do benefício decorrente do consumo de SA.

Os SA podem ser vantajosos na prevenção, ou normalização, de determinados estados, contribuindo para a melhoria de certas condições de saúde das pessoas, em comparação com a ingestão de medicamentos com muitos efeitos secundários associados.

Esta utilização de SA, bem informada e direcionada, pode ser lucrativa para o estado, no sentido da poupança que potencialmente gera, no SNS, porque a utilização de SA tende a refletir-se como benéfica, traduzida em pessoas com mais vitalidade.

https://www.repository.utl.pt/handle/10400.5/15915

 

A Controvérsia a Suplementos Alimentares

Nos últimos anos as pessoas procuram um estilo de vida mais saudável e são induzidas a pensar que encontram nos suplementos a “chave” para aumentar o seu bem-estar e manutenção da saúde. 

A questão é que não foi sempre assim. Em 1990, Orrin Hatch e Tom Harkin conseguiram mudar a legislação dos “suplementos dietéticos” no Senado Americano, incluindo no texto da legislação “ervas e produtos nutricionais similares” (“herbs and similar nutritional products”). Deste modo, deixaram de ser constituídos apenas por proteínas, vitaminas e sais minerais e passaram a poder, de uma forma generalista, incluir quase tudo.

Isto levou a que várias situações de risco pudessem vir a ocorrer associadas a estes produtos. Às vezes incluem plantas a que não foi feito controlo de qualidade e contêm metais pesados, outros contêm plantas que não estão bem identificadas e algumas até trazem associados fungos que produzem toxinas, como as aflatoxinas. 

Com toda a publicidade associada aos “Produtos Naturais”, também as Plantas Medicinais passaram a ser vendidas à luz desta legislação, passando por vezes à margem das regras dos Medicamentos à Base Plantas. Aparecem incluídas em diversas formas farmacêuticas como cápsulas ou comprimidos, como folhas em pó ou secas para “chás”, ou em soluções já preparadas e fáceis de transportar e beber o dia todo. Criou-se assim um mercado que não respeita as bioactividades das Plantas Medicinais, misturando várias ao longo do dia com potencial variado no organismo ao que ainda se associa, muitas vezes, um plano de polimedicação.

A legislação considera os suplementos alimentares géneros alimentícios que se destinam a complementar os planos alimentares, e que não deverão ser utilizados como substitutos de algum nutriente proveniente dos mesmos. Estes produtos são regulados pela DGAV, sendo que para a sua aprovação, não é necessário entregar ensaios de segurança. Destinam-se apenas a manter a homeostasia dentro de níveis normais e devem ser evitados “Produtos de Fronteira”, que tendem a usar substâncias “Borderline” que deveriam apenas existir em medicamentos controlados e com ensaios de eficácia e segurança. 

Assim, o consumidor deveria estar alerta para a composição e para o facto de que por vezes, em casos reportados, esta não confere com os ingredientes que estão citados. Acresce a isto, situações em que alguns produtos poderão ainda conter adulterantes/contaminantes.

Pelo que acabamos de referir, é fácil perceber que doentes de risco, que são mais vulneráveis, como por exemplo os casos de oncologia, devem prestar maior atenção ao que consomem e não “embarcar” na magia dos outcomes que os poderão iludir. O tratamento oncológico é um processo muito moroso, acompanhado muitas vezes por um processo depressivo. Muitos doentes começam a suplementação convencidos que é uma “via rápida” para a cura, pelas suas alegações e promessas, numa esperança de ficarem melhor rapidamente, e isso pode trazer graves problemas de interações.

Outro exemplo, pode ser dado relativo ao uso de suplementos em doses superiores ao recomendado como, por exemplo, indivíduos que através da suplementação façam uma ingestão de cálcio superior à recomendada (1000 mg/dia), têm um risco aumentado de morte. A atitude mais sensata é só usar suplementos se o plano alimentar da pessoa for deficitário em algum nutriente que vá causar carência e subsequente doença. Nesses casos, a suplementação deve ser recomendada, mas nas doses específicas para aquela situação. Deste modo, é possível trazer os valores de autorregulação da homeostasia para a normalidade (saúde). Em caso de doença são precisos medicamentos (substâncias activas com actividade terapêutica) para repor os valores normais da homeostasia e isso não deve ser feito com suplementos, mesmo que estes reclamem essa bioactividade. Também o uso concomitante pode ser de risco, pelo que é fulcral comunicar ao médico ou farmacêutico sobre o consumo destes produtos, bem como da terapêutica que tome, uma vez que pode interferir com a eficácia dos tratamentos. 

A suplementação é um assunto sério e deve estar associada à eficácia, segurança e qualidade, pelo que a sua recomendação e venda deveria ser objectivamente avaliada de forma responsável e consciente. Os farmacêuticos podem ser responsáveis pela mudança de perspectiva sobre esta temática enquanto agentes de saúde pública. Compete-nos fazer um bom aconselhamento ao doente através da revisão da terapêutica e avaliação de interacções, também com os suplementos se forem necessários.

Todos os tratamentos devem ser realizados de forma racional e segura para o doente e para o bem-estar de todos.

Cátia Couto e Maria da Graça Campos 

Observatório de Interações Planta-Medicamento (OIPM), Universidade de Coimbra

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