A importância das farmácias comunitárias para a população

O relatório da OCDE, intitulado “Risks That Matter”, divulgado em março deste ano, dava conta de que 63% dos portugueses inquiridos neste estudo tinham como principal preocupação ficarem doentes ou com uma deficiência. Os números comprovam aquilo que muitos de nós sabemos empiricamente: a saúde é um dos bens mais valorizados pelos cidadãos.  

Nós, na Associação de Farmácias de Portugal (AFP), temos a consciência da importância que as questões relacionadas com a saúde têm para os portugueses. Recorde-se que as farmácias comunitárias estão presentes por todo o país, chegando às zonas mais rurais e desertificadas de Portugal. Esta vasta cobertura territorial faz com que as farmácias sejam entidades prestadoras de cuidados de saúde com uma grande proximidade das populações, sendo muitas vezes o primeiro e último contacto dos cidadãos com o sistema de saúde.  

Devido à grande proximidade junto dos utentes e à crescente procura de cuidados de saúde, o próprio papel das farmácias comunitárias tem vindo a evoluir. Hoje, a função das farmácias vai muito além da simples dispensa de medicamentos aos utentes. Cada vez mais, as farmácias disponibilizam à sociedade civil um conjunto alargado e vital de serviços entre os quais se destacam o aconselhamento prestado aos utentes, a preparação individualizada de medicamentos, a administração de vacinas, as consultas de acompanhamento de doenças crónicas (ex: Diabetes), a disponibilização de rastreios e de testes bioquímicos, entre outros.

Desta forma, e pelos serviços que prestam, as farmácias permitem gerar todos os anos poupanças significativas ao Serviço Nacional de Saúde, evitando muitas deslocações desnecessárias aos hospitais e prevenindo o aparecimento ou o desenvolvimento de patologias dos utentes que comportariam custos elevados para o Estado.

Estes factos atestam o papel crucial que as farmácias desempenham na promoção da saúde e na prevenção da doença dos portugueses.  Por essa razão, a Associação de Farmácias de Portugal (AFP) considera que este papel deve ser devidamente reconhecido pelo Estado. Ao mesmo tempo, defendemos uma maior interligação entre os diversos players do setor da saúde.

Tudo para assegurar as necessidades e o bem-estar dos cidadãos.

Dra. Manuela Pacheco, Presidente da Associação de Farmácias de Portugal (AFP)

A Importância dos Cuidados com a Terapêutica Medicamentosa no Idoso

O idoso apresenta características específicas que o torna mais suscetível aos medicamentos, tendo em consideração que a sua composição corporal apresenta algumas diferenças em relação ao adulto, apresentando maior conteúdo gordo e menor conteúdo aquoso, o que altera a distribuição corporal dos diferentes tipos de medicamentos, conforme a solubilidade e, com ela, a concentração sérica do medicamento, podendo aumentá-la ou reduzi-la e, com isso, a efetividade ou toxicidade medicamentosa. Outra alteração que surge no idoso, e que pode ter consequências importantes para a terapêutica, consiste na alteração de processos de eliminação, particularmente renal, que está diminuída, podendo conduzir à acumulação e aumento da toxicidade do fármaco. Juntamente com estas alterações que ocorrem no idoso, há ainda a considerar a maior suscetibilidade a fármacos que atuam a nível do sistema nervoso central e anticolinérgicos, por exemplo.

bidesde que existam alternativas mais seguras neste grupo etário. Estes medicamentos foram designados como Medicamentos Potencialmente Inapropriados (MPI) e deve ser evitada a sua administração a estes doentes, desde que haja alternativas ou, sendo indispensável a terapêutica, a mesma deve ser efetuada com precaução e vigilância do doente.

Existem critérios implícitos que obrigam ao consumo de mais tempo para análise de cada medicamento baseando-se no perfil do doente. Os critérios designados como explícitos, são constituídos por tabelas de medicamentos que devem ser evitados no idoso por serem considerados MPI. Os primeiros e mais divulgados e utilizados são os Critérios de Beers (EUA), cuja última edição é de 2015. Para aplicação mais fácil na Europa, foram publicados os Critérios de STOPP/START, que apresentam a particularidade de abranger medicamentos europeus e, para além da tabela de MPI (STOPP) incluem uma tabela de medicamentos que o doente deveria estar a tomar, mas que não foram prescritos (START). Apresentam também tabelas de medicamentos que aumentam o risco de quedas e alertam para a duplicação da terapêutica.

Do exposto, considera-se extremamente importante que todo o profissional de saúde conheça a problemática da terapêutica medicamentosa no idoso para prevenir a ocorrência de problemas relacionados com os medicamentos.

Maria Augusta Soares

A Importância da Saúde Oral na Saúde Geral

A saúde oral tem muita influência na saúde geral. A boca é um indicador sensível de saúde geral podendo, nalguns casos, ser o 1º local de manifestação de uma doença do foro geral. Para além disso ter problemas orais é uma fonte de dor, infeção e diminuição da qualidade de vida e bem-estar. A presença de doenças orais, nomeadamente, as cáries dentárias e os problemas gengivais, vão permitir a entrada de microorganismos para a corrente sanguínea e causar doenças em outros órgãos. São exemplos destas situações problemas cardiovasculares, cerebrovasculares, doenças respiratórias, diabetes, entre outros.

O 1º passo para termos uma boa saúde oral é escovar os dentes 2 ou mais vezes ao dia com uma pasta com flúor, sendo a escovagem antes de dormir aquela que é mais importante. Mas a escova não é capaz de chegar aos espaços entre os dentes e por isso deve ser utilizado uma vez por dia o fio/fita dentário ou um escovilhão, para uma limpeza destes espaços interdentários. Outro passo é restringir o consumo de açúcares principalmente entre as refeições, pois é nestas alturas que o açúcar é mais lesivo para os dentes. Uma alimentação equilibrada, com todos os nutrientes essenciais, é um dos factores mais importantes para a saúde oral e geral. O 4º passo é fazer uma vigilância periódica com um profissional de saúde oral. As visitas regulares a estes profissionais permitem um diagnóstico precoce.

Sandra Graça

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