A minha experiência na LisbonPH

O meu nome é António Leitão e fiz parte da equipa da LisbonPH entre 2016 e 2018. A nossa Júnior Empresa tinha sido fundada há poucos anos mas já tinha adquirido um dimensão considerável no setor da saúde, nomeadamente na formação de profissionais.Desde sempre ligado à área comercial, a minha grande paixão era colocar o nome e qualidade dos serviços da LisbonPH a circular pelo maior número de pessoas. Para além desta vertente institucional, os meus anos nesta Júnior Empresa permitiram-me abraçar projetos incrivelmente desafiantes e diversificados: desde edificar conferências internacionais do zero a angariar centenas de participantes para cursos e-Learning totalmente inovadores no mercado.O que trago comigo para sempre desta experiência na LisbonPH foi como me moldou de um jovem estudante para um verdadeiro profissional ainda antes de ter entrado no mercado de trabalho. Hoje sou Trainee na UCB Pharma em Bruxelas e ponho em prática diariamente grande parte das competências que adquiri na LisbonPH. Levo comigo também as inúmeras amizades que a LisbonPH me proporcionou pois sempre operámos como um grande família.Por isto e por muito mais estou bastante grato a esta minha experiência enquanto Júnior Empresário e certo de que me será sempre muito útil no meu futuro!

Get to Know the Alumni – Ana Frazão

Final do 1º ano de faculdade, ainda reinava a incerteza de onde me tinha vindo meter e de qual seria o meu futuro depois de ter “o canudo”. Sem saber muito bem do que se tratava, inscrevi-me numa conferência sobre Empreendedorismo que terminou justamente com a apresentação da LisbonPH à comunidade estudantil. E o bicho foi “plantado”. O fascínio de algo novo e diferente, do mote “Learning by doing”, de poder apostar não só no meu desenvolvimento como ajudar ao crescimento de um projeto que se tornou tão grande como a LisbonPH.

Comecei então a viagem LisbonPH no início do 2º ano. Arrisquei uma candidatura e entrei no agora extinto Departamento Comercial e Logística onde estive por 2 anos (um deles a liderar o mesmo). Durante todo este tempo nunca pararam de surgir novos desafios e oportunidades nas quais eu embarquei. De entre passar horas num supermercado ou numa sala da faculdade a preparar um evento, das longas e infinitas reuniões, do contacto com profissionais de saúde e outras tantas áreas, gerir objetivos e darmos o melhor de nós em tudo, ensinaram a todos nós que resiliência era e não ia deixar de ser a palavra de ordem.

Algo que a LisbonPH nos permite ganhar é também a ambição. Ambição de poder levar um projeto mais longe. De podermos vestir esta camisola azul, de poder apresentar a candidatura a um prémio a nível europeu, em Bruxelas, em frente a 300 Júnior Empresários e cerca de 30 representantes de empresas e entidades europeias (um dos momentos mais assustadores da minha vida, devo confessar) enquanto 90% da Júnior Empresa assistia, em Portugal, e torcia por este momento. E a verdade é que levámos este projeto mais longe. Júnior Empresa Mais Promissora da Europa foi um peso que todos carregámos, mas que o fizemos com o maior orgulho possível sem nunca questionar o valor que tínhamos.

Agora no mercado de trabalho, sinto-me a utilizar todas as valências que ganhei na LisbonPH. Desde o trabalho em equipa, a gestão de tempo e pessoas, o planeamento estratégico e, claro, a ambição! Trabalho em marketing farmacêutico na Janssen Pharmaceuticals e lembro-me todos os dias que este modo de estar e de trabalhar ficou sempre em mim e se expressa não só a nível profissional, como a nível pessoal.

Ana Frazão

A importância do Movimento Júnior

Em 1967, um conjunto de estudantes em França sentiu a necessidade de complementar o seu processo de educação tradicional. O seu objetivo foi o seguinte: conciliar os estudos académicos com uma experiência que não só contribuísse para o seu desenvolvimento profissional, mas também criasse valor para a sociedade e para o mundo empresarial. Deste desejo resultou a criação da primeira Júnior Empresa, uma iniciativa que hoje é considerada como uma prática de sucesso, pelos milhares de estudantes universitários que carregam o estandarte de Júnior Empresário e pelos milhares de clientes que ano após ano recorrem às Júnior Empresas para obter serviços de qualidade. Em 2020, apesar de ter passado 50 anos após a criação da primeira Júnior Empresa, a missão permanece a mesma: através de organizações direcionadas para a prestação de serviços, desenvolver os estudantes universitários e torná-los líderes do futuro, mais capacitados e contextualizados com a realidade empresarial.

Pela sua vertente empreendedora e inovadora, Portugal encontra-se no rumo desejado para tornar o conceito de Júnior Empresa o complemento ideal do sistema de educação. Aproveitando o talento universitário existente, as Júnior Empresas têm consolidado a sua posição como um dos principais veículos dos estudantes universitários para a criação de impacto na sociedade. Contando neste momento com 17 Júnior Empresas e mais de 700 Júnior Empresários, Portugal ambiciona ter uma Júnior Empresa em cada instituição de ensino universitário, devidamente estruturada e com a garantia que os serviços prestados, apresentam a qualidade indicada. 

O reflexo da qualidade atual do Movimento Júnior português assenta na constante predisposição de cada Júnior Empresa em tornar-se a melhor organização possível para os seus membros e clientes. Seja na construção de um processo de recrutamento adequado às necessidades dos estudantes, seja na criação de uma estratégia comercial que vá de encontro ao mercado, ou seja nos projetos externos criados e ajustados diretamente às necessidades dos clientes, são inúmeras as prioridades de trabalho para estas organizações. Nesse sentido, a forte ligação à sociedade e ao mundo empresarial obriga as Júnior Empresas a terem estruturas adaptadas à mudança e inovação, de forma a responderem no timing exato às movimentações do mercado.

No panorama internacional, Portugal também se assume como um exemplo de boas práticas, pelo papel que tem no fortalecimento deste conceito e pelo impacto que as suas ações têm causado no crescimento desta rede empreendedora. Recentemente, quatro Júnior Empresas portuguesas foram vencedoras dos prémios europeus Júnior Empresa mais promissora, mais sustentável, mais empreendedora e com o projeto mais impactante. Este selo de acreditação comprova a crescente competitividade das Júnior Empresas portuguesas e a diversidade existente nas suas práticas de gestão.

Embora o conceito já apresente mais de 50 anos, continuará a ser uma atividade particularmente jovem, porque vai estar sempre direcionada às gerações de estudantes universitários. Para o Movimento Júnior português, podemos acreditar que o futuro permanecerá risonho. Milhares de estudantes portugueses vão continuar a ter a oportunidade de experienciar esta aventura e potenciar o seu desenvolvimento universitário. 

Alexandre Serra, Presidente da Junior Enterprises Portugal

O Impacto das Fake News na Sociedade durante a pandemia da COVID-19

Atrevo-me a começar esta breve reflexão por ponderar que o termo “Fake News” é profundamente ingrato. Não é possível, pois, conceber que uma notícia, na sua aceção mais restrita, possa ter como caraterística a sua falsidade. 

Vivemos, por isso, reféns de uma tal incerteza que nos leva a questionar um conceito tão inocente como o da verdade. Se é certo que essa “verdade” já não o era igualmente reconfortante para tantos de nós, não fosse a inquietude da dúvida uma constante nas nossas vidas, certo é que agora a distinção entre informação e ficção ficou ainda mais distorcida. 

A intencionalidade em enganar o público ao fornecer informação falsa é uma ameaça transversal a todos os setores de atividade, mas especialmente preocupante no setor da saúde, se considerarmos as consequências negativas, e potencialmente fatais, que podem decorrer da mensagem transmitida, em muitos casos, por fontes “ditas” de credíveis. Basta relembrar a recomendação do presidente dos E.U.A., Donald Trump, para a ingestão de lixívia como método preventivo da COVID-19.

A evolução tecnológica, consumada na liberdade de acesso à informação, mas também na facilidade de propagação de ideias ou mensagens, chamemos-lhes assim, foi um “adubo” incontestável para a desinformação. Estamos, assim, a recolher os frutos do terreno fértil que foi cultivado, anos a fio, sem qualquer medida preventiva. 

Emergem agora, face a um contexto pandémico, as medidas necessárias para evitar a propagação desta avalanche de informação enganosa. A Organização Mundial da Saúde (OMS), que está a liderar a resposta da ONU à COVID-19, tem apelado a todos os governos para acautelarem plataformas de comunicação, em função das suas próprias condições e da propagação do vírus nos seus países, para combater a propagação de informação pouco fiável. 

Contudo, não chega. Tal como nos casos das doenças infeciosas, nas quais podemos incluir a COVID–19, a desinformação será um dos principais perigos para a Saúde Pública. 

É essencial pensarmos numa “estratégia” muito mais do que em medidas a curto prazo, que mais não são do que “pensos” rápidos, eles próprios, uma espécie de informação falaciosa. Estamos perante um desafio que requer uma abordagem multidisciplinar, sem qualquer tipo de dúvida.

A comunicação estratégica para a mudança é, particularmente, pertinente numa altura em que muitas das ameaças estão enraizadas no comportamento humano. Rimal e Lapinski (2009) assumiam-se otimistas quando declararam num boletim da OMS, que os comunicadores para a saúde têm uma oportunidade única de dar um contributo significativo para melhorar e salvar vidas. Agora, mais do que nunca, chegou o momento!

Andreia Garcia, Diretora-Geral da Miligrama Comunicação em Saúde

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