O Futuro Promissor da Cosmética

A indústria de cosméticos surgiu no início do século XX como resposta à necessidade das mulheres de comprarem produtos prontos a utilizar, pois muitas já trabalhavam fora de casa. Desde então, nunca mais parou de evoluir. Serão poucas as indústrias que se adaptam tão rápida e eficazmente aos hábitos de consumo dos seus clientes. 

A indústria de cosméticos é camaleónica: acompanha, mas também cria tendências a um ritmo avassalador e, muitas vezes até, contraditório.

Para as marcas, algumas com histórias centenárias, o desafio é enorme. A adaptação diária exige uma capacidade notável de reinterpretação da missão, da visão e dos valores, sem nunca perder a coerência da mensagem. 

Numa sociedade onde ninguém quer envelhecer, onde o culto da imagem anda de mãos dadas com o ideal de sucesso, esta indústria com um pé na saúde física e mental, e outro na moda, será eternamente «moderna». 

A dinâmica dos mercados modifica-se continuamente e as exigências dos consumidores alteram-se e ampliam-se na mesma velocidade. O mercado global continua a ser beneficiado por uma série de tendências macroeconómicas, que incluem um crescimento mundial do poder de consumo pelo consumidor. Também estão presentes fatores sociodemográficos, tais como o aumento da esperança média de vida, o maior interesse pela aparência, as mudanças climáticas e no estilo de vida que criam oportunidades para novos nichos de mercado.

Os consumidores têm atualmente expetativas crescentes e mais sofisticadas. Não há apenas o foco na eficácia e segurança do produto, mas também nos ingredientes, nos materiais de conceção das embalagens, na «política» ecológica da empresa, no estilo de comunicação que adota. Os consumidores exigem uma beleza inclusiva, a igualdade de género, a atitude responsável e coerente por parte desta indústria, vista muitas vezes como fútil, mas absolutamente essencial. 

Nesta ciência vivem muitas outras. A aplicabilidade da inteligência artificial aos cosméticos é já uma realidade. São tendência os cuidados minimalistas sem componentes supérfluos, a cosmética sustentável e a personalização do produto. Para o sucesso desta evolução, muito contribuem as autoridades que regulam cada vez mais e melhor, permitindo assim a perceção pelo consumidor de que é mais seguro usar os produtos. 

A ciência cosmética pretende trazer saúde aos seres humanos criando e mantendo a beleza. A Organização Mundial da Saúde define saúde como «um estado dinâmico de bem-estar físico, mental, espiritual e social e não meramente a ausência de doença ou enfermidade». Esta ciência ajuda as pessoas a viver a sua vida saudável na sociedade através dos cosméticos que permitem revitalizar as gerações mais velhas, e tem até o potencial de vincular os idosos com a sociedade. Não se dedica apenas aos cosméticos em si, mas envolve também uma relação e uma análise da pele em que são aplicados e dos humanos que os aplicam.  

A cosmética tem um futuro muito promissor! Essa é uma certeza, para o bem de todos.

15  / 05 / 2020

Joana Nobre

A Geriatria e a Enfermagem

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), uma pessoa é considerada idosa quando tem 60 anos ou mais. Essa definição foi revista para variar conforme o estado de desenvolvimento do país onde a pessoa reside: em países desenvolvidos uma pessoa é considerada idosa a partir dos 65 anos e em países em desenvolvimento uma pessoa é considerada idosa a partir dos 60 anos.

O envelhecimento é um processo natural inevitável. Não é um processo que consiste apenas na transformação do “adulto” no “idoso” – ocorrem um conjunto de alterações no nosso corpo que tornam o indivíduo mais vulnerável a diferentes patologias. Tendo em consideração que o processo de envelhecimento pode ser beneficiado por um estilo de vida saudável, relembramos que nunca é tarde para adotar estilos de vida saudáveis que promovam um envelhecimento saudável. 

As sociedades modernas enfrentam, desde há alguns anos, o envelhecimento progressivo da sua população, colocando novos desafios e novas exigências aos sistemas de saúde. 

Com o aumento da longevidade, os profissionais de saúde, nomeadamente os enfermeiros, vêm potenciar a complexidade na sua prática de cuidados de enfermagem. Emerge um novo paradigma do cuidar, contudo, a realidade mostra-nos que no que concerne aos cuidados, as práticas assistenciais, de uma maneira geral, ainda não refletem as mudanças que se verificam na estrutura e no contexto das problemáticas associadas ao processo de saúde da doença.

A enfermagem é uma disciplina profissional que norteia os cuidados de enfermagem pela promoção dos projetos de saúde que cada pessoa vive e persegue, considerando que o cuidado de enfermagem “deve estar atento às atuais necessidades de saúde, dos indivíduos, família e comunidades, em ambientes complexos em constante mudança e interação”. A Enfermagem preconiza uma prestação de cuidados de qualidade aos utentes, de modo integral numa perspetiva holística da sociedade e do ser humano, desempenhando atividades de promoção da saúde e prevenção da doença: tratamento e reabilitação.

Os cuidados de enfermagem no idoso devem considerar as dimensões biológicas, psicológicas, sociais, económicas, culturais e políticas do envelhecimento, proporcionando um leque de respostas adequadas às reais necessidades das pessoas idosas e de suas famílias, dando visibilidade aos cuidados, prestados em diferentes contextos. São cuidados multidisciplinares e multidimensionais.

  O enfermeiro identifica a necessidade de cuidados do idoso, estabelece prioridades no cuidado, formula diagnósticos de enfermagem, planeia e executa intervenções de enfermagem dirigidas e personalizadas às características individuais, sociais e culturais das pessoas idosas e seus cuidadores, entenda-se cuidadores informais, estes, também alvo de cuidados. É, também, no seio da equipa que o enfermeiro desenvolve as práticas colaborativas no diagnóstico, tratamento e avaliação das situações.

Quando surgiu a oportunidade de trabalhar numa estrutura residencial para idosos não sabia o que me esperava, pois durante a licenciatura não temos bem noção qual a sua dinâmica e iria ser o meu primeiro impacto como profissional de saúde. Foram 4 anos de muita aprendizagem, trabalhar numa estrutura residencial para idosos é conseguir acompanhar o processo de envelhecimento ativo e saudável, conseguindo como enfermeira uma prestação de cuidados contínuos na prevenção e no controlo nas diversas patologias que são propícias no decorrer da idade. Existe um envolvimento familiar de todos os utentes que ali residem, uma vez que, não estando nas “nossas casas” exige uma série de fatores que são transmitidas no bem-estar e na saúde do idoso. 

Get to Know the Alumni – Cátia Henriques

A LisbonPH foi e é a menina dos meus olhos. Participei na fundação, mas foi depois de ver os primeiros diretores saírem que as borboletas tomaram conta do meu estômago. Agora era connosco. O início foi no Departamento Materials, Infrastructures & Resources que, com a tradução de todos os cargos da estrutura, ganhou uma nova área. O extinto Departamento Comercial e Logística, que dirigi durante mais de um ano, fez da mala do meu carro o armazém da LisbonPH. A componente comercial nesta altura era o maior desafio. Com muita vontade mas poucas provas dadas, era difícil explicar o conceito de Júnior Empresa aos potenciais parceiros.

O lema do departamento era o learning by burning. A resiliência e entrega eram o nosso modo de estar. No Conselho de Administração, definíamos os serviços e delineávamos procedimentos para garantir a maior profissionalização possível do nosso trabalho enquanto Júnior Empresários. As longas reuniões são o que me deixou maior saudade. Éramos uma equipa de sonhadores que concretizou vários objetivos e processos que ainda hoje vigoram.  

Depois de sair da equipa, mantive a proximidade através da coordenação do Alumni Board. Nesta fase, o desafio era capitalizar a ligação de quem saía da estrutura mas tinha ainda muito a dar a quem lá ficava e a quem ia chegando.  Alimentar a chama azul com um amor à camisola que não se finda no momento da saída foi a motivação para ficar ligada. Após um ano na coordenação, passei a pasta e fiquei na reserva de alumnis pontualmente participando em programas de mentoria e nestes textos em que tento pôr por palavras o impacto que tudo isto teve em mim.

No mercado de trabalho, conto com quatro anos de experiência profissional onde a escola da LisbonPH marcou sempre a minha forma de estar. Trabalhar em equipa foi sempre fundamental. Quer no primeiro trabalho na logística farmacêutica em que fazia a gestão de uma central de compras locais em Angola a partir de sintra ou, posteriormente, no Departamento das Farmácias Portuguesas da Associação Nacional de Farmácias onde cresci com o programa de Gestão de Categorias para Farmácias.

A crença de que é possível construir algo maior que nós, levou-me a abrandar na carreira e abraçar um interregno em que explorei outras áreas e me entreguei à busca da realização pessoal. Atualmente sou farmacêutica comunitária a part-time o que me permite ter tempo para desenvolver outros projetos quer de voluntariado quer de desenvolvimento pessoal. Estou ainda a desenvolver um projeto com a LisbonPH, agora como cliente.

Por isso, e concluindo, é impossível resumir o impacto que a minha passagem na LisbonPH teve e tem na minha vida. Vincou-se na minha forma de ser e estar no trabalho e na vida. Obrigada LisbonPH, obrigada a todos e todas que alimentam o amor à camisola azul.

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