A Geriatria e a Enfermagem

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), uma pessoa é considerada idosa quando tem 60 anos ou mais. Essa definição foi revista para variar conforme o estado de desenvolvimento do país onde a pessoa reside: em países desenvolvidos uma pessoa é considerada idosa a partir dos 65 anos e em países em desenvolvimento uma pessoa é considerada idosa a partir dos 60 anos.

O envelhecimento é um processo natural inevitável. Não é um processo que consiste apenas na transformação do “adulto” no “idoso” – ocorrem um conjunto de alterações no nosso corpo que tornam o indivíduo mais vulnerável a diferentes patologias. Tendo em consideração que o processo de envelhecimento pode ser beneficiado por um estilo de vida saudável, relembramos que nunca é tarde para adotar estilos de vida saudáveis que promovam um envelhecimento saudável. 

As sociedades modernas enfrentam, desde há alguns anos, o envelhecimento progressivo da sua população, colocando novos desafios e novas exigências aos sistemas de saúde. 

Com o aumento da longevidade, os profissionais de saúde, nomeadamente os enfermeiros, vêm potenciar a complexidade na sua prática de cuidados de enfermagem. Emerge um novo paradigma do cuidar, contudo, a realidade mostra-nos que no que concerne aos cuidados, as práticas assistenciais, de uma maneira geral, ainda não refletem as mudanças que se verificam na estrutura e no contexto das problemáticas associadas ao processo de saúde da doença.

A enfermagem é uma disciplina profissional que norteia os cuidados de enfermagem pela promoção dos projetos de saúde que cada pessoa vive e persegue, considerando que o cuidado de enfermagem “deve estar atento às atuais necessidades de saúde, dos indivíduos, família e comunidades, em ambientes complexos em constante mudança e interação”. A Enfermagem preconiza uma prestação de cuidados de qualidade aos utentes, de modo integral numa perspetiva holística da sociedade e do ser humano, desempenhando atividades de promoção da saúde e prevenção da doença: tratamento e reabilitação.

Os cuidados de enfermagem no idoso devem considerar as dimensões biológicas, psicológicas, sociais, económicas, culturais e políticas do envelhecimento, proporcionando um leque de respostas adequadas às reais necessidades das pessoas idosas e de suas famílias, dando visibilidade aos cuidados, prestados em diferentes contextos. São cuidados multidisciplinares e multidimensionais.

  O enfermeiro identifica a necessidade de cuidados do idoso, estabelece prioridades no cuidado, formula diagnósticos de enfermagem, planeia e executa intervenções de enfermagem dirigidas e personalizadas às características individuais, sociais e culturais das pessoas idosas e seus cuidadores, entenda-se cuidadores informais, estes, também alvo de cuidados. É, também, no seio da equipa que o enfermeiro desenvolve as práticas colaborativas no diagnóstico, tratamento e avaliação das situações.

Quando surgiu a oportunidade de trabalhar numa estrutura residencial para idosos não sabia o que me esperava, pois durante a licenciatura não temos bem noção qual a sua dinâmica e iria ser o meu primeiro impacto como profissional de saúde. Foram 4 anos de muita aprendizagem, trabalhar numa estrutura residencial para idosos é conseguir acompanhar o processo de envelhecimento ativo e saudável, conseguindo como enfermeira uma prestação de cuidados contínuos na prevenção e no controlo nas diversas patologias que são propícias no decorrer da idade. Existe um envolvimento familiar de todos os utentes que ali residem, uma vez que, não estando nas “nossas casas” exige uma série de fatores que são transmitidas no bem-estar e na saúde do idoso. 

Get to Know the Alumni – Cátia Henriques

A LisbonPH foi e é a menina dos meus olhos. Participei na fundação, mas foi depois de ver os primeiros diretores saírem que as borboletas tomaram conta do meu estômago. Agora era connosco. O início foi no Departamento Materials, Infrastructures & Resources que, com a tradução de todos os cargos da estrutura, ganhou uma nova área. O extinto Departamento Comercial e Logística, que dirigi durante mais de um ano, fez da mala do meu carro o armazém da LisbonPH. A componente comercial nesta altura era o maior desafio. Com muita vontade mas poucas provas dadas, era difícil explicar o conceito de Júnior Empresa aos potenciais parceiros.

O lema do departamento era o learning by burning. A resiliência e entrega eram o nosso modo de estar. No Conselho de Administração, definíamos os serviços e delineávamos procedimentos para garantir a maior profissionalização possível do nosso trabalho enquanto Júnior Empresários. As longas reuniões são o que me deixou maior saudade. Éramos uma equipa de sonhadores que concretizou vários objetivos e processos que ainda hoje vigoram.  

Depois de sair da equipa, mantive a proximidade através da coordenação do Alumni Board. Nesta fase, o desafio era capitalizar a ligação de quem saía da estrutura mas tinha ainda muito a dar a quem lá ficava e a quem ia chegando.  Alimentar a chama azul com um amor à camisola que não se finda no momento da saída foi a motivação para ficar ligada. Após um ano na coordenação, passei a pasta e fiquei na reserva de alumnis pontualmente participando em programas de mentoria e nestes textos em que tento pôr por palavras o impacto que tudo isto teve em mim.

No mercado de trabalho, conto com quatro anos de experiência profissional onde a escola da LisbonPH marcou sempre a minha forma de estar. Trabalhar em equipa foi sempre fundamental. Quer no primeiro trabalho na logística farmacêutica em que fazia a gestão de uma central de compras locais em Angola a partir de sintra ou, posteriormente, no Departamento das Farmácias Portuguesas da Associação Nacional de Farmácias onde cresci com o programa de Gestão de Categorias para Farmácias.

A crença de que é possível construir algo maior que nós, levou-me a abrandar na carreira e abraçar um interregno em que explorei outras áreas e me entreguei à busca da realização pessoal. Atualmente sou farmacêutica comunitária a part-time o que me permite ter tempo para desenvolver outros projetos quer de voluntariado quer de desenvolvimento pessoal. Estou ainda a desenvolver um projeto com a LisbonPH, agora como cliente.

Por isso, e concluindo, é impossível resumir o impacto que a minha passagem na LisbonPH teve e tem na minha vida. Vincou-se na minha forma de ser e estar no trabalho e na vida. Obrigada LisbonPH, obrigada a todos e todas que alimentam o amor à camisola azul.

A LisbonPH como rampa de lançamento dos estudantes no mercado de trabalho

O meu nome é Marta Reis e de momento encontro-me no 4.º ano do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.
No meu segundo ano, decidi abraçar a oportunidade de complementar a minha educação com uma vertente mais prática, desafiante e direcionada ao mercado de trabalho. Oportunidade essa que possibilitou muito mais do que esperava, ao candidatar-me à LisbonPH, Júnior Empresa da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, mais concretamente ao Departamento de Projetos que, posteriormente, tive a oportunidade de liderar.
Por pertencer a uma equipa jovem, motivada, empreendedora, com uma sede insaciável, não só pelo seu desenvolvimento enquanto equipa, mas também pelo desenvolvimento da profissão farmacêutica, tive a oportunidade de, durante dois anos e meio, adquirir soft e hard-skills que muito dificilmente desenvolveria fora. Entre as quais, gestão de tempo, liderança, public speaking, gestão de projeto, gestão de conflitos, organização, entre outros.
Em virtude deste processo de aprendizagem e contacto com o mercado de trabalho, tive a oportunidade de inovar, expandir e desafiar os limites do que um estudante se encontra apto a realizar. Hoje, considero-me mais preparada para ingressar no mercado de trabalho não só com um maior nível de know-how, mas também com uma perspetiva mais ampla e clara do mesmo.
A nível pessoal tenho muito a agradecer não só à equipa com que experienciei esta aventura, mas também à própria estrutura da LisbonPH em si.
Tive ainda a oportunidade de me envolver não só em atividades ao nível da área das Ciências Farmacêuticas, mas também, através da minha participação no Movimento Júnior em que a LisbonPH se enquadra. Participei em atividades internacionais e nacionais juntamente com muitos outros jovens que partilham este mesmo desejo de aprender e de desde cedo impactar as esferas de ação onde se inserem.
Para mim, pertencer à LisbonPH foi uma “life-changing experience”. A qual não trocaria por qualquer outro tipo de experiência e que gostaria de poder partilhar, com todos os jovens que consideram que o conhecimento académico é demasiado teórico ou que simplesmente sentem a necessidade, de diariamente, se sentirem desafiados e a evoluir. 

Marta Reis, Alumna da LisbonPH

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