Será o Empreendedorismo a Chave do Futuro?

A LisbonPH foi fundada por um grupo de estudantes em 2013, ano em que o setor farmacêutico vivia diversas  dificuldades devido a múltiplos fatores socioeconómicos. Neste preciso ano, o ingresso no mercado de trabalho por parte dos alunos finalistas do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas estava cada vez mais dificultado e as condições de trabalho não eram as idealizadas. Com o mercado de trabalho praticamente saturado, todos procuravam a chave para o sucesso. Foi então, que um grupo de estudantes da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa decidiu acrescentar valor à sua formação iniciando uma Júnior Empresa cujo o principal mote é o “Desenvolvimento do Profissional de Saúde do futuro, empreendedor, criativo e multidisplinar”, a LisbonPH. Este foi o fator diferenciador que cada um daqueles jovens fundadores teve no seu percurso académico e que se continuou a perpetuar durante os últimos cinco anos a todos os estudantes que passam por esta Júnior Empresa. Pois bem, se empreendedorismo significa empreender, resolver um problema ou situação complicada, nada poderá ter sido mais empreendedor que a criação da LisbonPH como resposta às adversidades. E se, empreendedorismo foi a palavra de ordem para o “nascimento” da LisbonPH depressa se tornou num valor pelo qual nos pautamos. É através do  empreendedorismo que procuramos a constante inovação, que nos preocupamos em desenvolver novos serviços e que nos permite evoluir e atingir novos patamares . A evolução contínua foi e sempre será um dos principais objetivos da LisbonPH. Para além disso, o que faz da LisbonPH verdadeiramente empreendedora é o conjunto de empreendedores pelos quais somos constituídos com as capacidades certas para ter sucesso: flexibilidade, dinamismo, criatividade, garra, energia, espírito de iniciativa e sacrifício. E assim, chegamos ao cerne da questão: “ SERÁ O EMPREENDEDORISMO A CHAVE DO FUTURO? Estou certa que sim. Em 2019, a LisbonPH continuará a ultrapassar todas as adversidades com as quais for deparada, a elevar os seus padrões de inovação, a ambicionar sempre mais e, mais importante que tudo,  nunca estagnar para que nos mantenhamos fiéis ao propósito pelo qual fomos criados: “Pelo desenvolvimento do Profissional de Saúde do futuro, empreendedor, criativo e multidisplinar”.

– Mariana Chaves, Presidente Executivo da LisbonPH

Orçamento de Estado – Custos de Saúde

O Orçamento do Estado de 2019 apresenta, no que diz respeito ao setor da saúde, duas partes distintas.

A primeira dessas partes é preparada pelo Ministério da Saúde, pois está na secção dedicada à saúde (e o formato e texto seguem o padrão de anos anteriores). A segunda parte é uma secção dedicada ao Serviço Nacional de Saúde, claramente escrita com outro estilo, e dando uma perspetiva adicional sobre os desafios do Governo nesta área. Aparentemente terá sido escrita por alguém mais próximo do Ministério das Finanças.

Na secção dedicada explicitamente à saúde e ao Ministério da Saúde, grande parte do texto apresentado é em grande medida igual ao do ano anterior, que por sua vez já tinha grandes semelhanças com o do ano anterior a esse. As prioridades têm ligeiras alterações, normalmente decorrentes de novas ideias ou de conclusão de medidas antigas. Podemos destacar as preocupações com o acesso a cuidados de saúde (saúde oral, telessaúde, atribuição de médico de família a aproximar os 96%).

Já na secção dedicada ao Serviço Nacional de Saúde, surge com destaque a Estrutura de Missão para a Sustentabilidade do Programa Operacional da Saúde, que tem como missão central ajudar a uma maior racionalidade e eficiência na despesa pública em saúde, e em particular dos Hospitais EPE. A breve referência a esta Estrutura de Missão, feita na secção do Ministério da Saúde, contrasta com a descrição alargada feita nesta outra secção. O papel desta Estrutura de Missão é importante em dois planos: primeiro, pelas recomendações que realiza, no sentido de procurar resolver o problema das dívidas dos Hospitais EPE; segundo, pelo sinal político que transmite, que se espera que seja de colaboração entre o Ministério da Saúde e o Ministério das Finanças, sendo importante que ambos sintam o compromisso de fazer com que esta Estrutura de Missão tenha condições adequadas para desenvolver o seu trabalho.

Em termos de contas, a despesa prevista para o SNS em 2019 é de 10,223 mil milhões de euros, embora a transferência do Orçamento do Estado para o Serviço Nacional de Saúde seja “apenas” de 8,812 mil milhões de euros. A diferença entre a despesa do SNS e a transferência vinda do Orçamento do Estado terá que ser colmatada com receitas de taxas moderadoras, com pagamentos realizados por outras entidades contra serviços prestados pelo Serviço Nacional de Saúde, e por défice (que terá de ser pago no futuro, de qualquer modo). Os hospitais públicos têm uma despesa prevista no Orçamento do Estado de 5,077 mil milhões de euros, e as Administrações Regionais de Saúde cerca de 3,688 mil milhões de euros (e inclui a despesa com as unidades de cuidados de saúde primários e em intervenções de saúde pública). São a parte mais substancial da despesa pública em saúde. O papel dos hospitais na despesa faz com que os problemas gerados pelo acumular das suas dívidas (e pagamentos em atraso) a fornecedores sejam também problemas para o Orçamento do Estado. E daqui decorre a importância da Estrutura de Missão para resolver esta questão dos pagamentos em atraso. E será este o principal desafio do Orçamento do Estado para 2019, que se torna mais forte devido à pressão para mais contratações de recursos humanos, e logo, mais despesa. Essa necessidade de reforço de profissionais de saúde surge em larga medida da alteração dos horários de trabalho, com a passagem das 40h para as 35h semanais, e que também tem estado na origem da conflitualidade laboral no SNS.

– Prof. Doutor Pedro Pita Barros, Nova School of Business and Economics

Seis aprendizagens da minha jornada empreendedora | De Portugal para o Mundo

A minha jornada de fazedor já começou há alguns anos, mas acabou por se materializar de forma mais séria com o nascimento da Forall Phones. O que é a Forall Phones? A Forall Phones é uma startup portuguesa que nasceu no seio universitário com a missão de tornar a tecnologia topo de gama acessível, enquanto temos impacto ambiental positivo na sociedade. Como é que fazemos isso? Através da venda de smartphones topo de gama recondicionados, que em média, são 40% mais baratos que os novos. Damos uma nova vida a equipamentos e permitimos a poupança de dinheiro aos nossos clientes. Em pouco mais de 1 ano conseguimos passar de 4 colaboradores full-time para 50, gerar vendas para 14 países, abrir uma rede de lojas e atingir um crescimento superior a 700% ao ano.

Ao longo desta viagem retirei algumas aprendizagens que acho essencial para teres sucesso enquanto empreendedor:

  • Se queres ter um negócio de sucesso é essencial focares-te. Parece óbvio, mas hoje em dia, e graças à enorme competição que existe, é 100% certo que se não estiveres focado e 200% entregue ao teu projeto, não vais conseguir assegurar um crescimento escalável e duradouro;
  • Pensa bem no “porquê” de estares a começar algo. Podes fazer um exercício muito simples de perguntar 5 vezes “porque razão estou a começar isto?”. Este racional vai testar a força da tua ideia e, dar a garantia que estás muito claro relativamente ao propósito que será abraçado por dezenas e, quem sabe, milhares de pessoas no futuro;
  • Foca-te naquilo que és bom e que te torna diferente/único no mercado. Depois, explora essa diferenciação através de uma narrativa. Isso vai ressoar na tua audiência, na tua equipa, nos teus stakeholders e vai permitir que se revejam e percebam porque razão devem confiar em ti. Tal como Scott Belsky defende, criar uma narrativa deve ser uma das primeiras prioridades de um empreendedor. Esse exercício vai-te ajudar a perceber qual será o teu market fit;
  • A cultura e as pessoas são chave! Desde muito cedo a cultura foi muito importante para a Forall Phones. Acreditamos que o capital humano é o principal ativo das empresas do século XXI! Nesse sentido, investimos muito tempo a trabalhar a nossa cultura, valores e a forma como garantimos que toda a nossa equipa está motivada e alinhada por um propósito comum. A nossa cultura de confiança, liberdade e responsabilidade tem-se revelado um sucesso a nível de performance, atração e retenção de talento;
  • Simplifica! Pensa simples e evita criar complexidade. A rapidez na execução, flexibilidade e adaptação são essenciais numa fase de lançamento de negócio. Nesse sentido, existe uma imensidão de ferramentas disponíveis, como plataformas de e-commerce Shopify ou Woocommerce, que te permitem lançar um negócio do dia para a noite sem precisares de investir dezenas de milhares de euros ou recrutares uma dezena de developers;
  • Se não és apaixonado pelo que fazes não vai dar certo! A viagem de um empreendedor é muito desafiante. As adversidades surgem a todos os minutos e só vais conseguir chegar ao teu objetivo se tiveres a resiliência e persistência para lidares com elas. Nós acreditamos que isso só é possível quando estás a fazer algo que vês como uma missão e não como um simples trabalho – nós chamamos-lhe paixão!

Por fim, COMEÇA, FAZ! A verdade é que no início nós não éramos 100% experts em negócios da economia circular, lançámo-nos nesta jornada de mente aberta e dispostos aprender e ser melhores a cada dia que passa.

João Ribeiro
CMO & Co-owner Forall Phones

Instagram

Instagram has returned invalid data.