Como viajar com mais saúde?

Viajar pode ser uma das mais fantásticas experiências que temos ao nosso dispor. Não é por acaso que o termo “wanderlust”, que significa desejo de viajar, está tão na moda hoje em dia. Desde antigas cidades incas às modernas cidades japonesas, aos safaris pelo Quénia, passando pelas ilhas paradisíacas da Indonésia, existe um mundo à nossa espera. Mas cada um destes destinos tem os seus riscos para os viajantes e é neste contexto que surge a Medicina do Viajante. Ninguém quer ver a sua viagem arruinada por um problema de saúde.

A Medicina do Viajante é uma área médica que promove a prevenção e tratamento de doenças associadas a viagens, procurando proteger a saúde dos viajantes. Desde o ébola, ao sarampo, passando pelo vírus Zika, muitas são as doenças que colocam em risco os viajantes, não esquecendo as mais comuns “diarreias do viajante” e picadas de insetos. É, por isso, uma área da Medicina em atualização diária. Veja-se os surtos que repetidamente vemos nas notícias.

Para melhor proteger a saúde dos viajantes, existe uma consulta específica – a Consulta do Viajante – útil antes de viajar e após regressar do seu destino. Durante uma consulta são discutidos vários temas como os cuidados a ter para evitar picadas de insetos, cuidados com alimentação e bebidas, os sintomas das doenças mais comuns e como se proteger delas, entre outros assuntos. É também uma oportunidade para rever os problemas de saúde do viajante e o seu impacto na deslocação e atualizar as suas vacinas.

Por estes motivos, é uma consulta personalizada, que leva em consideração o perfil do viajante (mais aventureiro? mais precavido?), a sua experiência prévia (é a primeira vez que vai para o sudeste asiático ou é um conhecedor da região?), os seus planos (vai fazer desportos radicais ou prefere descansar à beira-mar?), entre outras questões mais relacionadas com a saúde individual (doenças crónicas, alergias, limitações funcionais) e questões pessoais.

É difícil dizer quais são os destinos que justificam uma consulta do viajante. Existem destinos geralmente considerados mais seguros do ponto de vista de saúde (EUA, Canadá, Europa Ocidental, Austrália, Japão, Nova Zelândia) e outros mais arriscados. Mas qualquer destino, nas circunstâncias certas, pode justificar uma consulta do viajante. Por isso, fale com um especialista em Medicina do Viajante ou tire as suas dúvidas em drtravel.pt.

Boa viagem!

Luís Guedes

Médico com pós-graduação em Medicina do Viajante e Fundador da Plataforma Online Dr. Travel

Serviço de Aconselhamento ao Viajante Holon: as doenças também viajam!

Há cada vez mais pessoas a viajar e com maior frequência. Quer seja à procura de lazer, de aventura, de novas experiências, quer ainda por motivos profissionais ou em missões de voluntariado, hoje em dia viajamos para os mais diversos locais do planeta!

Em viagem, contactamos com novos ambientes e ficamos expostos a novos agentes transmissores de doenças. Estes riscos podem ser minimizados se agirmos de forma preventiva, estando informados sobre as precauções a ter antes, durante e mesmo após a viagem.

Dados internacionais sugerem que muitos viajantes não procuram aconselhamento médico antes de viajar. Os farmacêuticos estão idealmente posicionados para serem prestadores de serviços de saúde de apoio à viagem, devido à acessibilidade e disponibilidade, reconhecidas e características da nossa rede de farmácias comunitárias.

Proporcionar um Serviço de Aconselhamento ao Viajante oferece múltiplos benefícios. Possibilita a expansão do relacionamento com os cidadãos, além de um acesso mais facilitado a um serviço importante. Por outro lado, este serviço ajuda a reforçar a imagem do farmacêutico como profissional de saúde.

O Serviço de Aconselhamento ao Viajante disponível nas Farmácias Holon destina-se a todas as pessoas que viajam para destinos nacionais e internacionais.

O aconselhamento antes da viagem destina-se a preparar o viajante para os potenciais problemas de saúde que poderão surgir, como prevenir e o que fazer no caso de surgirem. A função do profissional de saúde passa por avaliar e comunicar os riscos, envolvendo e discutindo as estratégias para os minimizar. Neste serviço, é também avaliada a necessidade de efetuar determinadas vacinas, tendo em consideração o país de destino, a duração da estadia, os hábitos e o estilo de vida.

Apesar da medicina das viagens ter como principal foco o período pré-viagem, é muito importante sensibilizarmos para a importância da avaliação do estado de saúde após o regresso. A maioria dos problemas que surgem aquando da viagem não apresenta gravidade e são autolimitados (geralmente distúrbios respiratórios ou gastrointestinais, como por exemplo, a diarreia do viajante).

No entanto, em cerca de 1 a 5% dos casos os viajantes desenvolvem problemas mais graves, que necessitam de avaliação médica. A sintomatologia pode surgir durante a viagem ou semanas, meses ou anos após o regresso!

Os utentes são também alertados para a importância de procurar a ajuda de um profissional de saúde (médico e/ou farmacêutico) quando regressam da sua viagem.

Se viajar, aconselhe-se com o Farmacêutico Holon!

Get To Know The Alumni – Guilherme Lopes

De acordo com o relatório “Future of Jobs” do World Economic Forum, a capacidade de resolver problemas complexos, o pensamento crítico e a criatividade representam as 3 características que serão mais procuradas pelos futuros empregadores a partir da próxima década. No entanto, para os jovens que durante anos se preparam para abordar o mercado de trabalho, nem sempre é fácil desenvolver estas competências durante o seu percurso académico. Foi algo com o qual também me deparei enquanto estudante do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas.

Claro que, verdade seja dita, por vezes até os problemas complexos das químicas farmacêuticas me obrigavam a utilizar a criatividade como último recurso, naquelesinstantes finais de um exame em que a 3,4-dihidroxi-feniletanamina está “aos saltos” e o pensamento é tudo menos crítico. Mas faltava aqui uma experiência mais enriquecedora e diferenciadora!

Nesse âmbito, felizmente tive a oportunidade única de complementar estas lacunas ao fazer parte universo do empreendedorismo juvenil quando ingressei na júnior empresa da FFULisboa – a LisbonPH.  Aqui, durante três anos, pude acompanhar as dificuldades diárias da gestão de uma empresa em crescimento exponencial e contribuir para impactar positivamente o desenvolvimento da mesma, enquanto aprendi a trabalhar em equipas e colaborar com mentalidades e personalidades diferentes da minha o que considero cada vez mais valioso.

Tendo um enorme interesse pela gestão e marketing em saúde, ter feito parte do departamento de marketing da LisbonPH foi sem dúvida uma grande mais-valia enquanto estudante. Possibilitou-me adquirir não só inúmeros conhecimentos estratégicos, como desenvolver vertentes comunicacionais ao mesmo tempo que enriquecia a minha perspetiva sobre o sector da saúde, onde pretendia iniciar a minha carreira.

Foi na LisbonH que, sob o mote do “learning by doing”, pude arregaçar as mangas e, com a equipa, criar campanhas de marketing para promover os cursos e eventos da LisbonPH junto de profissionais de saúde, com recurso a marketing digital.  Ainda que completamente fora do nosso background, orgulho-me de termos implementado de raiz na LisbonPH ferramentas de email marketing e da nossa interação diária com milhares de profissionais de saúde através dos nossos canais de social media que foram crescendo exponencialmente. Neste período, desenvolvemos mais de 60 projectos, tendo oferecido formações e-learning e eventos presenciais a mais de 2000 participantes que viam nos nossos programas uma forma flexível e acessível de se manterem atualizados, com fim a prestarem um serviço de excelência às populações.

Creio ter sido o desenvolvimento de algumas destas competências chave que me possibilitou ingressar na indústria farmacêutica. Iniciei o meu percurso profissional através de um estágio no departamento de marketing da Novartis na área da oftalmologia, onde, após um ano, passei a desempenhar funções como Gestor de Projectos júnior na mesma unidade, colaborando no lançamento de um novo produto para o mercado hospitalar.

Afinal de contas, sempre houve uma razão para o mote da LisbonPH “pelo desenvolvimento profissional de saúde do futuro, empreendedor, criativo e multidisciplinar”.

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