Investigação e Desenvolvimento de Fármacos

Como farmacêutico e aluno de doutoramento na FFULisboa, penso que o problema do decréscimo no número de novos medicamentos verdadeiramente inovadores é um flagelo preocupante, em particular pelo impacto na Saúde Pública e no acesso do doente ao medicamento, sendo que as poucas novas terapias cada vez mais avançadas acarretam também um largo encargo económico associado. A questão do porquê deste decréscimo de produtividade da Research & Development (R&D) farmacêutica é complexa e multidisciplinar, sendo um dos principais problemas o facto de estarmos numa situação onde são necessários tratamentos cada vez mais intrincados para patologias cada vez mais complexas e difíceis de tratar.

No entanto, mesmo com o acesso a novas tecnologias combinatórias e que permitem o high-throughput screening de vários candidatos com atividade, o número real de potenciais moléculas ativas a entrar em ensaios clínicos não sofreu um aumento substancialmente relevante, assim como o número de moléculas a chegar à clínica. Uma das justificações será a translação científica de um objetivo mais exigente, que é o de minuciosamente compreender a fisiopatologia e desenhar novas oportunidades terapêuticas, para um cumprimento de objetivos baseados em volume, dando origem a um nível sem precedentes de fármacos “me too”.

A questão de como pode, num mercado saturados de “me too’s”, o R&D adaptar-se de forma a responder com sucesso a realidades cada vez mais problemáticas da Saúde Pública e que amplamente afetam de forma negativa a esperança média de vida e a qualidade de vida de doentes e dos seus familiares, é igualmente complexa e deve ser discutida.

Como tal, neste projeto tentamos juntar profissionais da área clínica e académica, assim como especialistas da Indústria Farmacêutica, de forma a abordar o estado da arte do desenvolvimento de novos fármacos em três áreas terapêuticas altamente impactantes na sociedade, com vista a avaliar os problemas, as soluções atuais e as necessidades da área clínica.

Caso seja da sua área de interesse, poderá aceder diretamente às inscrições em http://bit.ly/DrugDiscoveryandDevelopmentInscriçãoo

A Importância da Compliance no Setor da Saúde

Vivemos numa época onde se está a tornar crucial a necessidade de criar e cumprir, rigorosamente, regras de compliance saudáveis e oportunas. Esta necessidade verifica-se igualmente nos setores já regulados, os quais, após algum debate, reconhecem e aplaudem iniciativas que promovam a clarificação do estado da arte em matéria regulatória e de compliance.

Dentro do setor regulado, o Setor da Saúde e Farmacêutico tem assumido uma posição de algum pioneirismo quando se refere a temas de compliance e regulamentares. Existem mais de 500 empresas produtoras e/ou comercializadoras de Produtos de Saúde e Farmacêuticos devidamente registadas no INFARMED, todas elas com níveis diferentes de recursos nos seus departamentos de regulatório e compliance, muitas delas com departamentos internos formados, mas outras que recorrem a consultorias e empresas externas especializadas nestas funções. Independentemente da forma como operam, gerem e executam as suas funções e obrigações de compliance e regulatório, não são raros os casos onde se verificam diferentes interpretações e distintas condutas adotadas por empresas semelhantes que operam no mercado da Saúde e Farmacêutico.

É então de realçar a extrema importância da consensualização e posterior padronização das melhores práticas a adotar para as empresas do setor.

Prof. Doutor Diogo Sousa-Martins, Presidente da Comissão de Compliance e Regulatório Exclusiva para o Setor da Saúde e Farmacêutico do Observatório Português de Compliance e Regulatório.

A LisbonPH e o OPCR estão a organizar uma Conferência que debaterá esta temática aplicada a todas as esferas do Setor da Saúde. Quer saber mais informações? Aceda a http://bit.ly/ProgramaComplianceEmSaude

Testemunho da Alumna Margarida Gaião

Olá a todos! O meu nome é Margarida Gaião, tenho 23 anos e estou neste momento a concluir o curso do MICF. Venho contar-te uma das minhas grandes viagens do meu percurso académico: a minha querida LisbonPH.

Senta-te que a viagem vai ser atribulada!

Tudo começa no segundo ano. À procura de desenvolver as minhas características pessoais e de fazer crescer um projeto, nasce o interesse por me envolver na pouco conhecida (na altura) Júnior Empresa da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa. Candidatei-me ao Departamento Científico e entrei no barco.

Descrever o que a LisbonPH me deu na altura é indescritível, mas posso tentar. Oportunidade de executar tarefas com resultados visíveis, trabalhar diariamente com uma equipa com objetivos concretos, ambiciosos, mas bem delineados e contactar com Profissionais de saúde já colocados no mercado e ricos em sabedoria. No entanto, nada é comparável ao crescimento pessoal que se conquista. É sem dúvida uma oportunidade para te conheceres melhor, para descobrires as tuas verdadeiras forças, mas também os teus limites e as tuas falhas, ou melhor, pontos a melhorar. Porque com esta valiosa perceção, consegues alcançar tudo o que desejas.

Continuando a minha viagem, após seis meses, fui convidada a desempenhar o cargo de Vice-Presidente da JADE Portugal, Federação das Júnior Empresas de Portugal. Nesta experiência desenvolvi enormemente as minhas skills pessoais, competências de liderança e ganhei também uma perceção sobre o Movimento Júnior Português. Percebi que não estamos sozinhos e que se queremos ser os melhores temos de viver num descontentamento sucessivo e numa procura de melhoria contínua. Foi sem dúvida um marco importante do meu percurso e mostra também que estar na LisbonPH não significa estares estático no mesmo cargo. Significa também progressão, reavaliação pessoal e ambição de querer integrar outros postos, encarando outras perspetivas.

Quase a chegar ao porto surge a oportunidade mais desafiante de todas: ser Secretário-Geral da LisbonPH. Coordenar diariamente uma equipa de quarenta e poucas pessoas, participar no pensamento estratégico e na tomada de decisão de todas as ações desempenhadas por uma Júnior Empresa, assumindo a responsabilidade pelo presente e futuro da mesma é no mínimo, intimidante. Mas com uma equipa a remar para o mesmo lado, tudo se consegue. E esta é a mensagem subliminar que te quero passar. Não tenhas medo de te candidatar, de ter receio de demonstrar aquilo que és e o que ambicionas. Com uma equipa como a da LisbonPH o impossível torna-se possível, o imprevisto torna-se uma oportunidade de mostrar mais e melhor e o problema torna-se rapidamente uma solução.

Foi sem dúvida uma viagem e tanto.

E eu não a trocava nem por nada.

Candidata-te!

– Margarida Gaião

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