Get to Know the Alumni – Bruna Santos

Olá a todos!

O meu nome é Bruna Santos, tenho 24 anos e venho partilhar convosco um pouco daquele que foi o meu percurso, tanto académico como profissional. Desde cedo soube que queria ingressar num curso da área da saúde. Isso era basicamente tudo o que sabia, pois não tinha nenhuma ideia de qual seria o meu curso de eleição. De entre as 6 opções, todas diferentes, Ciências Farmacêuticas foi o feliz contemplado.

No segundo ano, senti necessidade de me envolver num projeto que me permitisse fazer algo diferente, fora do percurso normal dos anos de faculdade, e foi assim que me candidatei à LisbonPH, ao Departamento Financeiro, onde fiquei por quase 3 anos – primeiro enquanto membro e, por fim, enquanto diretora de uma pequena, mas grande equipa.

Porquê o Departamento Financeiro? Sempre senti que era uma área sobre a qual não sabia praticamente nada e vi uma grande oportunidade de aprender e desenvolver as minhas capacidades neste âmbito. Durante o meu percurso na Júnior Empresa, fui ainda Secretária da Mesa da Assembleia Geral. Para além de todas as competências na área de gestão financeira e contabilística, a LisbonPH ensinou-me a trabalhar em equipa, a desenvolver projetos, a enfrentar as demais adversidades, a procurar soluções, a sair da minha zona de conforto e a desafiar-me diariamente. Permitiu-me ainda criar laços de amizade com pessoas que talvez noutro contexto não tivesse oportunidade de conhecer e, por isso, só posso estar grata.

Assim que terminei o curso, iniciei o meu percurso profissional, dando continuidade ao meu gosto pelo associativismo, enquanto Secretária-Técnica da MiGRA Portugal, a Associação Portuguesa de Doentes com Enxaqueca e Cefaleias, onde me encontro até ao momento. O meu trabalho consiste em ajudar, prestar esclarecimentos e encaminhar os doentes em questões que sejam relacionadas com a sua saúde e com a terapêutica, criar conteúdos científicos e informativos na área da enxaqueca e cefaleias, colaborar em projetos de investigação e desenvolver e efetuar a gestão de projetos de apoio ao doente. Comunico também com sociedades médicas, ordens profissionais, com a indústria farmacêutica e com outras associações de doentes. Tem sido uma experiência incrível!

Por fim, posso apenas aconselhar a que se envolvam em algo mais do que o curso em si proporciona. Conhecer outras realidades e trabalhar em conjunto com diferentes pessoas permite que se desenvolvam enquanto pessoas e enquanto profissionais. Não deixem passar essa oportunidade!

Um beijinho,

Bruna Santos

A importância do Farmacêutico no acompanhamento da pessoa com doença

Em Portugal, a esperança média de vida aos 65 anos é de mais 19,7 anos. Inevitavelmente, esta longevidade leva a um aumento da prevalência de doenças crónicas, nomeadamente, doenças cardiovasculares, doenças respiratórias e diabetes. Em 2018, segundo a OMS, as doenças crónicas foram responsáveis por 86% de todas as mortes, tornando o peso destas doenças inquestionável.

Paralelamente e, como consequência do aumento das doenças crónicas, surge a problemática da polimedicação e as consequentes falhas da farmacoterapia, que comprometem a sua efetividade e segurança. A fraca adesão à terapêutica, os erros de administração e as interações medicamentosas encontram-se entre as principais causas destas falhas. Sabe-se que 70% a 80% da morbimortalidade relacionada com a medicação seria evitável e que, dos episódios de urgência provocados por falhas da farmacoterapia, também 70% a 80% deles poderiam ser evitados se fosse feito o adequado acompanhamento das pessoas com doença. 

Neste contexto, é evidente a necessidade de acompanhar melhor, e de mais perto, a pessoa com doença crónica, no sentido de otimizar o controlo da patologia e minimizar as complicações associadas. É preciso tirar partido da multidisciplinaridade e trabalhar em equipa, entre os vários Profissionais de Saúde.

O farmacêutico, nomeadamente o comunitário, é o profissional de saúde que se encontra melhor posicionado para acompanhar a pessoa com doença crónica. A sua sólida formação técnico-científica na área do medicamento e da patologia, a sua proximidade e acessibilidade à população e, ainda, o facto de muitas vezes, ser o único Profissional de Saúde que conhece todas as prescrições do doente (de entre os vários prescritores), assim o determina.

É importante também sublinhar que o Ato Farmacêutico integra, entre outros, a atividade de “Acompanhamento, vigilância e controlo da distribuição, dispensa e utilização de medicamentos de uso humano (…)”. Assim, para que o farmacêutico possa exercer a sua atividade de acompanhamento da doença crónica, é fundamental que este foque toda a sua intervenção na pessoa com doença, desenvolvendo serviços clínicos que permitam responder às necessidades de acompanhamento identificadas. 

O Acompanhamento Farmacoterapêutico (AF) é o serviço que, por excelência, permite acompanhar a pessoa com doença crónica e ao qual estão associados os melhores resultados em saúde. Tal justificar-se-á pela monitorização da efetividade e segurança da terapêutica, integrada numa abordagem holística da pessoa com doença. Definido como a “prática profissional farmacêutica centrada na pessoa do doente, desenvolvida com o objetivo de contribuir para a melhoria do seu estado de saúde e qualidade de vida”, este serviço permite uma abordagem global das necessidades de saúde do doente. 

Este serviço estrutura-se sob a forma de consultas, nas quais o farmacêutico recolhe e avalia de forma pormenorizada a história clínica da pessoa, os seus antecedentes de doença, a história farmacoterapêutica e os estilos de vida, bem como os meios complementares de diagnóstico e terapêuticas disponíveis. Toda a informação recolhida é estudada, integrada e interpretada no contexto clínico para que seja delineado o plano terapêutico específico conducente ao alcance dos objetivos terapêuticos definidos. Este plano terapêutico engloba intervenções farmacológicas e não farmacológicas, podendo requerer a referenciação do médico nas situações em que se justifique.

Assim, na minha opinião, em especial no contexto social e profissional em que vivemos, o farmacêutico deve colocar, definitivamente, o seu saber ao serviço da melhoria do estado de saúde da população. É urgente fazê-lo, pois se assim não for, outros o farão.

Doutora Mónica Condinho, Farmacêutica Comunitária na AcF

A Enxaqueca – uma doença real, invisível e incapacitante

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A Intervenção do Farmacêutico em Situações de Emergência e Catástrofe

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