Get to Know the Alumni – Nuno Romana

Ainda ontem apresentava a tese, em 2015. Agora, com 30 anos de idade e 7 anos de Indústria Farmacêutica, é deveras curioso como as várias experiências durante a faculdade influenciaram o meu percurso profissional.

Tive o prazer de fazer parte da primeira equipa oficial da LisbonPH. Foi uma época muito interessante! Tive contacto em primeira mão com as burocracias envolvidas na fundação de uma Júnior Empresa. Inicialmente todos fazíamos e ajudávamos no que fosse preciso, mas oficialmente pertencia ao Departamento Comercial. Mais tarde mudei para o Departamento de Design, dada a minha veia artística, e ainda ajudei nos primórdios do Conselho de Inovação. Era um ambiente bastante dinâmico, com um sentimento muito similar a uma startup. Para um aluno no seu 4º ano de faculdade, foi a primeira experiência com o mundo profissional.

A minha primeira aventura no mundo profissional foi no Grupo Azevedos, como International Area Manager. Era responsável por toda a Europa do Leste e Ásia. Foi a minha escola e onde dei os primeiros passos no que é mais conhecido como Out-Licensing. Foram 5 anos bastante intensos, aprendendo à medida que os desafios apareciam.

Hoje, trabalho como Business Development Manager na Chanelle Pharma, Irlanda. Sou responsável pelas operações em toda a América Latina, Europa Central, Austrália e Nova Zelândia.

Se me perguntassem em 2015, se era isto que me via a fazer… não, até porque, na minha ingenuidade, nem sabia que era uma opção. Achava que Marketing seria onde teria mais cartas para dar, mas olhando para trás, o tempo que tive no Departamento Comercial da LisbonPH e as pequenas experiências ao longo da vida académica, mostraram-me uma vocação e interesse diferentes, que talvez não tivesse considerado anteriormente.

Também tive a sorte de me darem a oportunidade de conhecer pessoas extremamente profissionais que me adotaram como seu pupilo, influenciando o profissional que sou hoje.

Sinceramente, por agora, não me vejo a fazer outra coisa!

Obrigado,

Nuno Romana

 

Get to Know the Alumni – Sara Reis

Olá a todos!

O meu nome é Sara Reis, tenho 24 anos e posso dizer, com orgulho, que estou ligada à LisbonPH há 3 anos, agora, através do seu Alumni Board.

Enquanto estudantes de Ciências Farmacêuticas da FFUL, são poucos aqueles que passam pelo MICF sem serem impactados pela LisbonPH. Por essa razão, em 2019, decidi candidatar-me para o Departamento de Projetos da LisbonPH, à procura de uma oportunidade que me desafiasse enquanto futura Profissional de Saúde e me aproximasse da realidade do mercado de trabalho. Mas a verdade é que esta experiência me permitiu muito mais do que eu imaginava.

Para além de todas as competências que adquiri em gestão de equipas, resolução de problemas e priorização de tarefas, estar inserida no Movimento Júnior permitiu-me ocupar a posição de Enlargement Manager na Junior Enterprises Global e explorar diferentes perspetivas e formas de inovar nos vários cantos do mundo. Sem dúvida, foi uma experiência que me deu uma visão enriquecedora da realidade de outras Júnior Empresas, em áreas de atuação muito distintas.

Ter a oportunidade de trabalhar em equipas multidisciplinares, com projetos de cariz científico e sempre com uma forte componente estratégica e operacional, desafiou-me de forma constante em vários aspetos e fez-me ambicionar algo novo. Foi então que me candidatei para o cargo de Diretora do Departamento de Projetos, onde pude, pela primeira vez, liderar um departamento, estar envolvida no planeamento estratégico da LisbonPH e evoluir diariamente com uma equipa focada na superação, aprendizagem e companheirismo.

Atualmente, sou Medical Affairs Trainee na Bayer, na área Cardiorrenal, onde aplico todas as bases científicas que o nosso curso nos proporcionou, assim como ferramentas essenciais de trabalho e organização que adquiri na LisbonPH.

É nesta fase que reconhecemos verdadeiramente o impacto que estas experiências têm no nosso percurso e que podemos aplicá-las quer na nossa vida pessoal, quer na profissional, para fazermos a diferença!

O enquadramento dos Serviços Farmacêuticos no Ambiente Hospitalar

Os Serviços Farmacêuticos Hospitalares, de acordo com as funções atribuídas e a sua capacidade, exercem a sua atividade tendo como objetivo essencial o cidadão em geral e a pessoa com doença, em particular. A sua missão consiste em garantir que os medicamentos, dispositivos médicos e outros produtos farmacêuticos são eficazes, seguros e custo-efetivos, e estão disponíveis quando são necessários. Para isso, o Farmacêutico Hospitalar emite pareceres sobre a seleção e utilização, identifica necessidades e solicita a aquisição de medicamentos, garante condições adequadas de armazenamento e distribuição, prepara formulações oficinais e magistrais, ajusta posologias (farmacocinética clínica), assegura a monitorização, reconciliação e vigilância da utilização, gera informação, participa em ensaios clínicos e outros projetos de investigação, faz formação pré e pós-graduada, e apoia comissões e grupos de trabalho.

O objetivo do Farmacêutico Clínico consiste em contribuir para a otimização da terapêutica medicamentosa, a promoção da saúde, o bem-estar e ainda a prevenção da doença. 

A OMS e a FIP assumiram que os serviços farmacêuticos têm sido associados a melhores resultados em saúde, melhores resultados económicos, redução de eventos adversos relacionados com medicamentos, melhoria da qualidade de vida e redução da morbilidade e mortalidade. Os indicadores-chave de desempenho, ou seja, aqueles que demonstraram estar associados a resultados positivos em saúde, resultaram nos oito indicadores de consenso adotados no Canadá (consensus clinical pharmacy Key Performance Indicators (cpKPIs), sendo eles, a integração em equipa multidisciplinar, a reconciliação na admissão, a reconciliação na alta, a participação na visita médica, a revisão da terapêutica medicamentosa, a resolução de problemas relacionados com medicamentos, a formação e capacitação sobre medicamentos a doentes em internamento e em ambulatório.

O futuro que desejamos deverá estar sempre associado a inovação e desafio. Queremos prevenir e não tratar, preocupamo-nos com os determinantes sociais e o modo como afetam os riscos e os resultados em saúde, bem como com a sustentabilidade e o impacto ambiental. 

Há novos desafios a que teremos de dar resposta, como o aumento da utilização de medicamentos complexos e de elevado custo, as opções de tratamento adaptadas a grupos de doentes com base em biomarcadores preditivos ou a indivíduos com base no seu perfil genético. O desenvolvimento de terapias avançadas exigem conhecimentos especializados muito específicos, que ultrapassam o domínio farmacêutico tradicional e abrangem áreas que estão na fronteira com outros setores, como a biotecnologia e os dispositivos médicos. Na minha opinião, a Farmácia Hospitalar continuará a fazer bem o que já faz, melhorando sempre que possível, dará resposta ao inesperado, mas mais importante, terá uma estratégia definida e estará bem preparada para responder aos desafios que já sabe que existirão.

Doutora Fátima Falcão,

Diretora dos Serviços do Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental

 

A importância da Canábis Medicinal enquanto opção

A utilização da Cannabis sativa e dos seus derivados para fins medicinais é conhecida e reconhecida há muitos anos. No entanto, o estudo das suas propriedades terapêuticas, dos recetores canabinoides (CB1 e CB2), das enzimas envolvidas no seu metabolismo e a descoberta dos canabinoides endógenos são bem mais recentes. 

Inúmeros estudos sobre o isolamento dos canabinoides, das suas estruturas, da estereoquímica, da síntese, do metabolismo, da farmacologia e dos seus efeitos fisiológicos têm permitido identificar os recetores canabinoides específicos, localizados no sistema nervoso central (CB1), e no sistema periférico (CB2), além da identificação dos canabinoides endógenos. Consequentemente, tornou-se possível entender de alguma forma o mecanismo de ação dos canabinoides e a respetiva relação estrutura-atividade. 

Os derivados da planta da canábis passaram a constituir-se em muitos países como uma opção farmacológica na estimulação do apetite e no tratamento da dor crónica. Existem hoje várias evidências que demonstram o interesse clínico dos canabinoides e as suas aplicações terapêuticas. 

Portugal deu um passo muito importante na legalização da canábis para fins medicinais: a aprovação da canábis para fins medicinais a 15 de junho de 2018 na Assembleia da República, juntamente com a sua regulamentação. No entanto, a lei só permite a prescrição da canábis medicinal em segunda e terceira linha. A opção de o doente poder ver os seus sintomas atenuados com a canábis medicinal terá de ser sempre após os fármacos convencionais não terem surtido o efeito pretendido ou terem causado reações adversas durante o tratamento, não se tratando de facto de uma verdadeira “opção”. 

Embora a autorização de colocação no mercado (ACM) de uma preparação ou substância à base de canábis não careça de ensaios clínicos como o exigido na Autorização de Introdução no Mercado (AIM) de medicamentos convencionais, mais ensaios clínicos, estudos, revisões e meta-análises serão necessárias para demonstrar a eficácia através de dados como dosagens máximas e mínimas, formas de administração, tipos de canabinoides e suas quantidades, evidenciadas em patologias como ansiedade, autismo, dor crónica e cancro, entre outras. Só assim os tratamentos serão plenamente eficazes e os clínicos poderão usá-los nos seus doentes como a primeira “opção”.

 

Carla Sofia Dias – Presidente do Observatório Português de Canábis Medicinal

XVIII Recrutamento – Testemunho de Marta Reis

Olá a todos! O meu nome é Marta Reis, tenho 23 anos e, em 2017, ingressei numa das experiências mais recompensadoras da minha vida, a LisbonPH.

Ao entrar no Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas, apercebi-me que apesar do nosso curso ser muito completo a nível científico, existiam experiências que podiam complementar o meu percurso académico. Assim, dei por mim a olhar todos os dias para o cartaz do Recrutamento da LisbonPH e a pensar se esta não seria a oportunidade ideal para mim. Após um extenso período de reflexão decidi que me iria candidatar ao Departamento de Projetos. E que viagem que foi! 

Entrei no Departamento de Projetos, um departamento privilegiado com uma forte componente de trabalho polivalente e com uma visão ampla da Júnior Empresa e de todas as suas atividades. Este departamento, estratégico e operacional, incutiu em mim um grande sentido de organização, priorização de tarefas, pensamento crítico, entre outras competências. Permitiu-me ainda desenvolver um conjunto de soft skills, que acredito que de outra forma e noutra equipa não desenvolveria.

Através de uma equipa multidisciplinar, motivada e sempre com o desejo de fazer mais e melhor, ingressei em diversos projetos, com vertentes muito distintas. 

Com o passar do tempo e devido a esta vontade de fazer sempre mais e melhor, desafiei-me e, no meu terceiro ano do curso, candidatei-me e fui eleita Diretora do Departamento de Projetos. Foi neste cargo com um carácter muito mais estratégico, onde tive a oportunidade de ver a “Big Picture” do que é o Movimento Júnior e o funcionamento de uma Júnior Empresa. 

Fazer parte do Conselho de Administração, foi como iniciar uma nova viagem, com novos desafios e consequentemente novas aprendizagens. Gestão de tempo,  metodologia de trabalho, escuta ativa, liderança e como dar e receber feedback, foram algumas das capacidades que mais desenvolvi e que ainda hoje emprego no meu dia a dia. 

Ao acabar o curso e ingressar no mundo do trabalho, tentei ao máximo levar comigo todas as ferramentas que a LisbonPH me ofereceu. De momento, ocupo o cargo de Medical Scientific Liaison na Bayer, onde ingressei como estagiária em Medical Affairs Consumer Health após terminar o mestrado. Aqui, tenho a oportunidade de aliar os conhecimentos científicos do MICF com as ferramentas que desenvolvi na LisbonPH, trabalhando todos os dias com o objetivo de ser uma Profissional de Saúde empreendedora, criativa e multidisciplinar. 

Para terminar e como na vida nem tudo é trabalho, acredito que é importante ressalvar ainda uma das componentes mais importantes da LisbonPH, o espírito de equipa, a dedicação e o “amor à camisola” que fez com que esta equipa se transformasse num conjunto de amizades que ainda hoje tenho o prazer de manter. 

Para quem estava hesitante em candidatar-se, quem diria que seria uma experiência tão marcante na minha vida? Quem diria que aprenderia tanto, teria memórias tão queridas para mim ao ponto de ter dificuldades em explicar o quão impactante foi a LisbonPH na minha vida.

Correndo o risco de ser cliché, o importante da vida não é o destino, mas sim a viagem. O meu conselho é: se tiveres oportunidade, aceita o desafio! Aprende tudo o que conseguires e retira o máximo desta experiência, que sairás desta viagem com um sentimento de realização e orgulho. 

Um beijinho,
Marta Reis. 

Suporte Básico de Vida

A Paragem Cardiorrespiratória (PCR) é um acontecimento imprevisto e repentino, constituindo-se como uma das principais causas de morte nos países desenvolvidos. Estima-se que afete entre 350.000 e 700.000 indivíduos/ano na Europa e cerca de 10.000 indivíduos/ano em Portugal. Destes, apenas 5,19% sobrevivem. 

A localização da maioria das PCR pode ser uma variável importante, uma vez que cerca de 70% ocorre em casa. Em Portugal, a PCR foi testemunhada em cerca de 35% dos casos e em 57% das presenciadas não foi realizada qualquer manobra de reanimação até à chegada de ajuda diferenciada ao local. Os cidadãos que presenciam uma PCR podem e devem desempenhar um papel extremamente importante ao ativar o Sistema Integrado de Emergência Médica (SIEM) e iniciar rapidamente manobras de Suporte Básico de Vida (SBV).

O cidadão frequentemente tem dificuldade na identificação da PCR: não estando familiarizado com o problema, não tenta verificar sinais de vida, confunde respiração agónica com respiração normal, e a deteção de PCR é muitas vezes retardada devido à imprevisibilidade do colapso súbito e ao leque de diferentes características que acompanham o evento. A falta de confiança durante a reanimação, o medo de litígios e as preocupações com o risco de contrair uma doença durante a ventilação boca-a-boca são razões adicionais para não realizar SBV. 

Durante a PCR, a vítima perde 10% de hipóteses de sobrevivência a cada minuto que passa. O cérebro apenas sobrevive 3 a 5 minutos sem oxigénio, e uma auditoria recente do Tribunal de Contas ao INEM evidenciou que, em 80% dos casos, a chegada da ambulância ao local demora mais de 8 minutos, desde o início da ocorrência. Ou seja, se nada for feito junto da vítima até à chegada da ajuda diferenciada ao local, a probabilidade de sobrevivência reduz drasticamente a menos de 20%. 

O número de Desfibrilhadores Automáticos Externos (DAE) também poderá contribuir para uma estatística tão fatal da PCR. Em Portugal, dados de 2019 revelam que em Portugal existam aproximadamente 2 DAE por 10.000 habitantes, enquanto que nos Estados Unidos da América existem 80 DAE por 10.000 habitantes. Um estudo efetuado em Portugal apresenta uma taxa de sobrevivência da PCR de aproximadamente 40% em locais onde existem Programas de DAE – oito vezes superior à média nacional.

Constitui-se assim fundamental a intervenção rápida de quem presencia uma PCR, com base em procedimentos específicos e devidamente enquadrados pela designada Cadeia de Sobrevivência. Esta cadeia resume as sequências de atitudes necessárias para a reanimação com sucesso:

1. Reconhecer a situação de emergência e pedir ajuda, acionando de imediato o Sistema de Emergência Médica, através do 112 – Prevenir a PCR;

2. Iniciar de imediato manobras de SBV – Ganhar tempo; 

3. Aceder à desfibrilhação tão precocemente quanto possível, quando indicado – Repor a atividade cardíaca; 

4. Cuidados pós-reanimação – Restaurar a qualidade de vida. 

Estes procedimentos sucedem-se de forma encadeada e constituem uma cadeia de atitudes/ações em que cada elo articula o procedimento anterior com o seguinte e a concretização dos mesmos é vital para que o resultado final possa ser uma vida salva.

Face ao enunciado anteriormente, o início precoce de manobras de SBV salva vidas. Recentemente, foi aprovado, a 8 de outubro de 2021, através da Resolução da Assembleia da República n.º 262, a introdução do ensino de Suporte Básico de Vida no currículo escolar dos alunos do 1º, 2º e 3º ciclos do ensino básico e do ensino secundário, em termos adequados à idade e ao ano frequentado. Estudos defendem que o treino em SBV reduziu a ansiedade em cometer erros e aumentou a disposição dos participantes para ajudar na sua capacidade altruísta. A mesma recomendação da Assembleia da República recomenda a instalação de DAE em todos os recintos desportivos e estabelecimentos de ensino.

Só com a capacitação do cidadão nos três primeiros elos da cadeia de sobrevivência (Alerta, SBV e DAE) podemos almejar melhorar a taxa de sobrevivência de PCR em Portugal.

Enfermeiro Fábio Oliveira

Continuous Manufacturing of Pharmaceutical Tablets: Where are the advantages?

Continuous manufacturing (CM) of drug products in general, for a variety of reasons and despite its potential advantages, is still very much a delayed promise. On the other hand, CM of drugs has been around for many decades and this is easily explained by the different paradigms of production, especially in what concerns specialization and volumes. CM is typically associated with the production of large volumes of products. In particular, small molecules with therapeutic activity, resourcing to chemical or biochemical routes, are often produced in continuous mode, not just in the synthesis, but also in the downstream process. Commonly, industrial sites that manufacture pharmaceutical drugs (APIs) are often specialized in a limited portfolio of products that are produced in large amounts, whereas laboratories that formulate drug products tend to produce more products and smaller volumes. Consequently, the adoption of CM for drug products has not been considered seriously until very recently. Technology and regulation are now steering the drug products industry towards the adoption of other manufacturing paradigms than the traditional batch or semi-continuous mode (e.g. CM or additive manufacturing). Agencies like FDA, EMA, MHLW followed by the ICH have been issuing quality guidelines addressing important aspects of medicines’ quality and fostering the incorporation of more knowledge into the drug development pipeline. Consequently, this effort in deepening all scientific aspects of medicines’ development opens new opportunities, namely in the context of manufacturing and improved life cycle management of marketed products. In consequence, it is no longer a distant possibility to opt for continuous instead of batch processing when manufacturing even conventional pharmaceutical forms such as tablets. 

Why move to continuous?

Simply because technological and regulatory barriers are no longer a threat (check for instance the ICH Q13 guideline on CM), and CM offers a few interesting advantages. Being able to produce batches of variable dimensions according to commercial needs, using significantly less energy resources, in much smaller facilities, in a more timely manner, requiring less manpower, lower ecological fingerprint, minimizing failure occurrence, increasing quality control standards with increased flexibility are only a few advantages of CM. These translate into economic benefits for the manufacturer and increased safety for the patients. Additionally, CM is more able to cope with personalized and individualized medicine manufacturing requirements, which are paving the way toward new paradigms of interaction between health professionals (including pharmacists) and patients. Of course, this is only possible with the recent advances in technology (equipment and analytical devices for real-time quality control) and a favorable regulatory environment (e.g. quality-by-design). In-process control analytical devices able to track materials attributes in-situ and in real-time are also indispensable allowing CM processes to be efficiently controlled. Probably the major bottleneck now is the lack of trained professionals, pharmacists, engineers, chemists… that can efficiently develop, validate and maintain CM systems working. 

Get to Know the Alumni – Diogo Pacheco

Olá, sou o Diogo Pacheco e tenho 26 anos. 

Em 2014 comecei a aventura que é o Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas na nossa casa, a FFUL.

Nos primeiros anos do curso aproveitei para participar em vários congressos e simpósios, alguns deles organizados pela LisbonPH. Estas experiências deram-me a conhecer o trabalho desenvolvido pela nossa Júnior Empresa, o que me suscitou bastante interesse pela mesma.

Em 2017 ingressei no Departamento de Multimédia da LisbonPH.  Neste departamento, tive a oportunidade de explorar o meu gosto pelo design, tendo tido a possibilidade de criar a identidade gráfica de simpósios, congressos e campanhas de sensibilização de raiz. A LisbonPH foi o meu primeiro contacto com o mundo empresarial, o que me permitiu, para além das hard skills relacionadas com o design, desenvolver também um conjunto de soft skills que se revelaram bastante úteis no mercado de trabalho.
Em 2019, já como membro do Alumni board, tive a oportunidade de integrar a mesa da Assembleia Geral, no cargo de Presidente. Todas estas experiências de trabalho aliadas ao espírito de equipa vivido na LisbonPH fizeram com que esta seja uma das melhores experiências do meu percurso na faculdade, tanto a nível profissional como pessoal.

Get to Know the Alumni – Catarina Martins

Olá a todos,

Sou a Catarina Martins, tenho 26 anos e venho da bela Ilha da Madeira. 

Ingressei no Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas (MICF) no ano 2014 e desde logo me interessei pelo projeto da LisbonPH. 

Tive a oportunidade de integrar a LisbonPH em 2016, no Departamento de Inovação e Científico, onde fui muito bem acolhida por todos. A partir daqui o meu percurso encheu-se de oportunidades. Em 2017 decidi participar enquanto voluntária num dos maiores eventos do Movimento Júnior na Europa, a JADE Spring Conference. Esta foi uma das melhores experiências que este movimento me proporcionou e foi onde descobri a imensidão do mesmo e daquilo a que nos propusemos. Todos os momentos foram fulcrais para o meu crescimento pessoal e profissional. Entretanto, ainda em 2017, tornei-me Diretora do Departamento de Inovação e Científico, posição essa que se revelou ser um grande desafio e na qual adquiri inúmeros conhecimentos de gestão de tempo e de pessoas.

E é com este percurso, após terminar o MICF, que entro no mercado de trabalho na área de Assuntos Regulamentares, enquanto estagiária. Atualmente, e desde 2021, encontro-me a desempenhar funções na área regulamentar dos ensaios clínicos.

Concluo, enfatizando que todas as vivências e ferramentas adquiridas na LisbonPH foram uma mais valia para a minha entrada no mercado de trabalho e influenciaram positivamente o meu percurso profissional. 

Performance nas empresas: O que aprendemos com o Desporto

A performance, independentemente do contexto, tem sido sempre vista como uma imposição da própria sociedade. Se o colaborador quer progredir na carreira tem de manifestar uma disponibilidade que é, frequentemente, incompatível com o equilíbrio da vida pessoal e profissional, e até com a saúde, tal é a exigência do mundo corporativo atual. 

Este quadro descrito tem de facto muitas analogias com o mundo do desporto de alto rendimento. De resto, a palavra performance sempre esteve intrinsecamente ligada ao mundo do desporto. Fala-se de alta performance quando nos referimos a atletas que conseguem atingir resultados desportivos de excelência, por um lado, ou quando nos referimos ao seu “estado de treino”. Se as suas capacidades diminuem, dizemos que a performance baixou, se está num “pico” da sua capacidade, dizemos que está com uma alta performance. Isto é válido tanto para atletas considerados individualmente como para equipas. A palavra performance é muitas vezes um sinónimo de “forma”. O atleta está ou não em forma. Está ou não “performante”. 

O que hoje se sabe é que, no desporto ou em qualquer outro contexto, a performance é o resultado de inúmeros fatores que acabam por se manifestar, de forma positiva ou negativa. Por exemplo, quando um atleta acumula treinos e competições, sem um descanso adequado, a performance baixa, a saúde pode ser afetada e sente-se, de uma forma geral, mal. 

Nos atletas, estão descritos dois tipos de estados: overreaching (sem tradução adequada para português) e overtraining (ou sobretreino). O overreaching pode ainda dividir-se entre funcional e não funcional. 

O overreaching não funcional refere-se a um estado de fadiga, isto é, diminuição da capacidade de manter uma determinada intensidade de esforço, e é uma fase decisiva do treino. Um atleta, quando submetido a uma carga externa, diminui as suas capacidades para, mais tarde, aumentar a sua performance. Este estado designa-se como sobrecompensação. O aumento da massa muscular é um bom exemplo disso: treina, agride os músculos, estes passam por uma fase de degradação proteica e até inflamação e, de seguida, iniciam o processo de regeneração/recuperação, que sendo repetido no tempo, vai resultar num aumento do volume muscular. Isto significa que o no pain, no gain (sem dor não há ganho), ainda que com algumas exceções, é uma realidade do dia a dia dos atletas. No entanto, quando as cargas não são corretamente administradas e/ou o descanso não é adequado, o atleta diminui a performance e o seu rendimento desportivo. 

Se o indivíduo insistir no mesmo modelo de treino e/ou descurar a recuperação entra num estado de sobretreino (overtraining), uma síndrome mais severa e com implicações graves e difíceis de resolver. 

Isto significa que as organizações têm de incluir nas suas preocupações a forma como tratam, respeitam e incentivam as pessoas. Mesmo numa perspetiva mais “economicista”, está bem demonstrado que os gastos associados à saúde e bem-estar dos colaboradores são um investimento e não um custo.

Uma avaliação de inúmeros relatórios sobre a saúde mental nas empresas revela que há uma certa unanimidade em considerar que este assunto merece algumas ações necessárias:

1. Tornar a saúde mental um tema presente e sem tabus na organização;

2. Monitorizar o estado de equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, seja através de inquéritos ou de entrevistas individuais com pessoas especializadas;

3. Incentivar a gestão dos colaboradores, tendo por base aquelas que são as suas características mais positivas, mas, acima de tudo, aquelas que são as suas debilidades emocionais;

4. Tentar conhecer o ambiente extraprofissional, de forma não intrusiva, mas através de uma abordagem de apoio e complementaridade; 

5. Monitorizar o bem-estar e a saúde dos colaboradores com regularidade;

6. Demonstrar responsabilidade pelas pessoas, pela sua saúde e pelo seu bem-estar.