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vacinação

O desempenho do PNV tem sido notável, sobretudo, devido à boa adesão por parte do público e dos profissionais e à boa acessibilidade, que permitem atingir, anualmente, elevadas coberturas vacinais (≥ 95% para as vacinas em geral e ≥ 85% para a vacina do cancro do colo do útero (HPV), tanto na vacinação de rotina como nas campanhas de vacinação.  Em dezembro de 2015, foi realizada uma avaliação estatística de vacinação, cujos dados revelam excelentes resultados na aplicação do PNV.

 

FIGURA 1. Cobertura vacinal (PNV cumprido) por coorte de nascimento e vacina, em Portugal Continental, dezembro de 2015. Fonte: DGS Legenda das vacinas: BCG –tuberculose; VHB –hepatite B; Pn13 – infeções por Streptococcus pneumonia de 13 serotipos; DTPa –difteria, tétano e tosse convulsa; Hib –doença invasiva por Haemophilus influenzae do tipo b; MenC – doença invasiva por Neisseria meningitidis do grupo C; VIP –poliomielite; VASPR –sarampo, parotidite epidémica e rubéola

Podemos concluir, a partir da análise da Figura 1, que cerca de 95% das crianças com 1, 2, 7 e 14 anos de idade em 2015 tinham o PNV cumprido para cada vacina avaliada.

O PNV também é avaliado através de inquéritos serológicos que são realizados na população portuguesa. Estes têm demonstrado que a maioria da população está imunizada contra as doenças-alvo do PNV.Podemos dar o exemplo do tétano:

FIGURA 2. Proporção de indivíduos com evidências de imunidade para o tétano (lgG > 0,1 Ul/ml) por grupo etário, 2001-2002

  1. Doenças Erradicadas: Varíola
  2. Doenças Eliminadas: Poliomielite, difteria, sarampo, rubéola e tétano neonatal.
  3. Doenças Controladas: Tétano, N. meningitidis C, H. influenzae b, hepatite B, parotidite epidémica, tosse convulsa, tuberculose.
  4. Expectativas: Controlo do cancro do colo do útero (HPV) e S. pneumoniae.

    É importante frisar que o PNV se encontra em permanente revisão e melhoria, com o objetivo principal de vacinar o maior número de pessoas com as vacinas mais adequadas, o mais precocemente possível, de forma duradoura promovendo a proteção individual.

vac covid

Estado Atual de vacinação da população portuguesa: 

  • Profissionais de saúde envolvidos na prestação de cuidados a doentes;
  • Profissionais das forças armadas, forças de segurança e serviços críticos;
  • Profissionais e residentes em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI) e instituições similares;
  • Profissionais e utentes da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI).
  • Pessoas de idade ≥ 50 anos, com pelo menos uma das seguintes patologias:
    • Insuficiência cardíaca;
    • Doença coronária;
    • Insuficiência renal (Taxa de Filtração Glomerular < 60 ml/min)
    • (DPOC) ou doença respiratória crónica sob suporte ventilatório e/ou oxigenoterapia de longa duração;
  • Pessoas com 80 ou mais anos de idade. 
  • Pessoas de idade ≥ 65 anos (que não tenham sido vacinadas previamente);
  • Pessoas entre os 50 e os 64 anos de idade, inclusive, com pelo menos uma das seguintes patologias:
    • Diabetes;
    • Neoplasia maligna ativa;
    • Doença renal crónica (Taxa de Filtração Glomerular > 60 ml/min);
    • Insuficiência hepática;
    • Hipertensão arterial;
    • Obesidade;
    • Outras patologias com menor prevalência que poderão ser definidas posteriormente, em função do conhecimento científico.
  • Toda a restante população elegível, que poderá ser igualmente priorizada.
FAQS

O que é uma vacina?

Uma vacina é uma preparação de antigénios (partículas estranhas ao organismo), que, quando administrada a um indivíduo, provoca uma resposta imunitária protetora específica de um ou mais agentes infeciosos. Os antigénios das vacinas podem ser vírus ou bactérias inteiros, mortos ou atenuados, ou fragmentos desses microrganismos, por exemplo, partes da parede celular de uma bactéria, uma toxina inativada, entre outros. O antigénio escolhido para uma vacina deve ser “imunogénico”, ou seja, deve desencadear uma reação imunitária e não provocar a doença.

As vacinas são seguras?

Após tantos anos de experiência e milhões de vacinas administradas em todo o mundo, pode afirmar-se que as vacinas mais utilizadas possuem um elevado grau de segurança, eficácia e qualidade.

Como são autorizadas as vacinas?

Uma vacina para ser utilizada percorre um longo caminho e atravessa diferentes fases ao longo de vários anos: Fase inicial: investigação em laboratório e em animais; Fases de ensaio em humanos; estas fases duram normalmente vários anos e incluem 3 etapas. - I, II e II, em que, e de acordo com princípios éticos rigorosos e ênfase na segurança e eficácia, as vacinas candidatas vão sendo progressivamente aplicadas a um número maior de pessoas; Fase após a introdução da vacina na comunidade: vigilância estreita da eficácia a longo prazo e do eventual aparecimento de reações adversas.

Quais são os efeitos secundários das vacinas?

Em geral, os efeitos causados pelas vacinas são ligeiros e desaparecem sem ser necessário tratamento, como dor ou vermelhidão no local da injeção ou um aumento ligeiro da temperatura ou dor de cabeça. Em raríssimos casos podem verificar-se reações secundárias mais sérias, mas os serviços de vacinação estão treinados para as controlar. De qualquer modo, como prevenção, é sempre aconselhada a permanência no serviço de vacinação por 30 minutos a seguir à administração de qualquer vacina.

Porque é que há vacinas que fazem parte do PNV e outras não?

As vacinas que integram o PNV são as vacinas consideradas de primeira linha, isto é, comprovadamente eficazes e seguras e de cuja aplicação se obtêm os maiores ganhos em saúde. O PNV é regularmente revisto e atualizado pela DGS, após proposta de uma Comissão Técnica de Vacinação (CTV) em função das vacinas disponíveis, da frequência e distribuição dessas doenças no nosso país, e da evolução social e dos serviços de saúde. Algumas das vacinas não incluídas no PNV, embora confiram proteção a quem as toma, não demonstraram, até à data, proporcionar tantos ganhos na saúde da população como as do PNV.

A vacinação contra a COVID-19 vai proteger-me?

Sim. Ser vacinado contra a COVID-19 permite proteger-nos individualmente contra a doença e suas complicações, bem como contribuir para a proteção da saúde pública, através da imunidade de grupo. No entanto, apesar de muito eficazes, as vacinas não evitam completamente o risco de infeção. Contudo, as poucas pessoas vacinadas que foram infetadas, desenvolveram geralmente formas pouco graves de COVID-19.

FAQS
  • Uma vacina é uma preparação de antigénios (partículas estranhas ao organismo), que, quando administrada a um indivíduo, provoca uma resposta imunitária protetora específica de um ou mais agentes infeciosos.

    • Os antigénios das vacinas podem ser vírus ou bactérias inteiros, mortos ou atenuados, ou fragmentos desses microrganismos, por exemplo, partes da parede celular de uma bactéria, uma toxina inativada, entre outros.
    • O antigénio escolhido para uma vacina deve ser “imunogénico”, ou seja, deve desencadear uma reação imunitária e não provocar a doença. 
  • Após tantos anos de experiência e milhões de vacinas administradas em todo o mundo, pode afirmar-se que as vacinas mais utilizadas possuem um elevado grau de segurança, eficácia e qualidade.

  • Uma vacina para ser utilizada percorre um longo caminho e atravessa diferentes fases ao longo de vários anos:

    • Fase inicial: investigação em laboratório e em animais;
    • Fases de ensaio em humanos; estas fases duram normalmente vários anos e incluem  3 etapas. – I, II e II, em que, e de acordo com princípios éticos rigorosos e ênfase na segurança e eficácia, as vacinas candidatas vão sendo progressivamente aplicadas a um número maior de pessoas;
    • Fase após a introdução da vacina na comunidade: vigilância estreita da eficácia a longo prazo e do eventual aparecimento de reações adversas.
  • Em geral, os efeitos causados pelas vacinas são ligeiros e desaparecem sem ser necessário tratamento, como dor ou vermelhidão no local da injeção ou um aumento ligeiro da temperatura ou dor de cabeça.

    Em raríssimos casos podem verificar-se reações secundárias mais sérias, mas os serviços de vacinação estão treinados para as controlar. De qualquer modo, como prevenção, é sempre aconselhada a permanência no serviço de vacinação por 30 minutos a seguir à administração de qualquer vacina.

  • As vacinas que integram o PNV são as vacinas consideradas de primeira linha, isto é, comprovadamente eficazes e seguras e de cuja aplicação se obtêm os maiores ganhos em saúde.

    O PNV é regularmente revisto e atualizado pela DGS, após proposta de uma Comissão Técnica de Vacinação (CTV) em função das vacinas disponíveis, da frequência e distribuição dessas doenças no nosso país, e da evolução social e dos serviços de saúde.

    Algumas das vacinas não incluídas no PNV, embora confiram proteção a quem as toma, não demonstraram, até à data, proporcionar tantos ganhos na saúde da população como as do PNV.

  • Sim. Ser vacinado contra a COVID-19 permite proteger-nos individualmente contra a doença e suas complicações, bem como contribuir para a proteção da saúde pública, através da imunidade de grupo.

    No entanto, apesar de muito eficazes, as vacinas não evitam completamente o risco de infeção. Contudo, as poucas pessoas vacinadas que foram infetadas, desenvolveram geralmente formas pouco graves de COVID-19.

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