A LisbonPH pretende informar devidamente a sociedade relativamente aos temas atuais de saúde pública, nomeadamente o novo coronavírus. É importante ter acesso a informação fidedigna e atualizada, para que possamos tomar as devidas precauções perante esta pandemia. Assim, a LisbonPH desenvolveu uma série de webinars no âmbito deste tema. Poderá encontrá-los neste separador e consultar o e-book, que contém algumas questões importantes que surgiram da interação entre os participantes e os oradores.

E-BOOK

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Tem sintomas suspeitos de COVID-19?

SNS 24: 808 24 24 24

Açores - Dúvidas Clínicas:

808 24 60 24

Açores - Outras Dúvidas:

808 29 29 29 ou

Madeira:

SRS 24: 800 24 24 20

Pandemia

A 31 de dezembro de 2019 foi oficialmente reportado o primeiro caso de pneumonia com origem desconhecida que viria a confirmar a presença de um novo coronavírus, o SARS-CoV-2. O vírus, que é altamente infecioso, durante o mês seguinte começou a ultrapassar fronteiras e, a 30 de janeiro de 2020, o surto foi declarado como uma Emergência para a Saúde Pública de importância internacional. O número de casos continuou aumentar e alcançou valores tais que obrigaram a OMS a declarar o estado de pandemia, no dia 11 de março de 2020.

E qual a diferença entre uma epidemia e uma pandemia? Uma epidemia corresponde a um aumento, muitas vezes inesperado, do número de casos de uma doença acima do que é normalmente esperado para uma população numa determinada área (local, regional ou nacional) e por um período limitado. Já a pandemia é uma epidemia que se alastrou por vários países ou continentes e afeta um grande número de pessoas. A OMS define uma pandemia como “a propagação mundial de uma nova doença”.

O que é o Sars-CoV-2?

Os coronavírus são um grupo de vírus que pode causar infeções nos seres humanos e nos animais. São conhecidos vários vírus desta família que causam doenças respiratórias nos humanos, desde gripes comuns a Síndrome da Doença Aguda Respiratória Severa (SARS) ou pneumonia. O coronavírus mais recentemente descoberto causa a doença COVID-19.

COVID-19 é o nome atribuído à doença infeciosa provocada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, que pode causar uma infeção respiratória grave como a pneumonia. O nome resulta das palavras:

Corona”, “rus” e Doença”

com indicação do ano em que surgiu

(2019).

Transmissão

A COVID-19 transmite-se principalmente entre pessoas próximas (até cerca de 1m de distância), através de gotículas que se emitem, por exemplo, quando se tosse ou espirra. É muito comum transmitir-se ainda através do contacto com mãos contaminadas depois de tocarem em superfícies ou objetos infetados com gotículas, que, posteriormente, tocam nos olhos, nariz ou na boca (mucosas)

A principal via de transmissão do vírus é feita através da expulsão de gotículas respiratórias. As percentagens de indivíduos assintomáticos capazes de transmitir o vírus têm valores muito díspares, no entanto pode ser transmitido por pessoas que apresentem sinais muito leves da doença. Uma pessoa infetada é transmissora do vírus desde dois dias antes de começarem a surgir sintomas.

Os coronavírus são uma família extensa de vírus e bastante comuns em animais, mas nenhum animal foi ainda confirmado como fonte de contágio do COVID-19. De acordo com a OMS, não há evidência de que os animais domésticos, tais como cães e gatos, tenham sido infetados e que, consequentemente, possam transmitir o novo coronavírus.

Grupos de risco

Os grupos de risco incluem pessoas com:

  • Idade avançada (70 anos ou mais);
  • Doenças crónicas pré-existentes como:

Doenças cardiovasculares;

Diabetes mellitus;

Doença crónica respiratória;

Hipertensão arterial;

Doença oncológica;

  • Sistema imunitário comprometido.

Sintomas

As pessoas com febre, tosse e dificuldades respiratórias devem procurar atenção médica. Se tiver algum dos seguintes sintomas, ligue para a linha de apoio SNS 24 – 808 24 24 24 – ou para 118, o número da Autoridade Nacional de Comunicações.

Os sintomas mais frequentes associados à infeção pelo COVID-19 são:

  • febre – temperatura ≥ 37.5ºC;
  • tosse seca;
  • dificuldade respiratória suave a moderada (ex: falta de ar);
  • cansaço. 

 

Outros sintomas que possam surgir incluem dor de garganta, corrimento nasal, dores de cabeça e/ou musculares e diarreia. Estes sintomas são suaves e desenvolvem-se gradualmente.

Em casos mais graves, os sintomas podem levar a pneumonia grave com insuficiência respiratória aguda, falência renal e de outros órgãos e eventual morte. Os grupos de risco têm maior probabilidade de desenvolver doenças mais graves.

Período de incubação

O período de incubação corresponde ao intervalo de tempo desde que o organismo é exposto ao vírus até que surgem os primeiros sintomas da doença.

A maioria das estimativas prevê que o período de incubação dure entre 1 a 14 dias, mais comummente 5 dias.

Pessoa Assintomática

O conceito de pessoa assintomática pretende descrever alguém que não apresente sintomas da doença. Isto pode acontecer de duas maneiras: a pessoa pode ter recuperado de uma doença ou condição e já não apresentar sintomas ou a pessoa pode estar doente e não apresentar sintomas.

Recuperação

Os sinais e os sintomas característicos do COVID-19 podem durar até cinco semanas. A duração depende de cada doente, do seu sistema imunitário e de haver ou não doenças crónicas associadas, que alteram o nível de risco.

Uma pessoa é considerada curada, quando apresentar dois testes de diagnóstico negativos, realizados com intervalos entre 2 a 4 dias. 

Existe evidência de que o organismo humano vai ganhando imunidade após o contacto com o vírus, depois de contrair doença, efeito esse que pode ser ampliado quando houver uma vacina.

Tratamento e vacinação

Neste momento, o tratamento para a COVID-19 é dirigido aos sinais e sintomas presentes. Ainda não existe tratamento específico nem vacina para prevenir a doença e a OMS não recomenda a auto-medicação como uma medida de prevenção do COVID-19.

Antibióticos

Os antibióticos não são efetivos contra vírus, estes são indicados para o tratamento de infeções bacterianas, não estando por isso associados ao novo coronavírus.

Proteja-se a si e aos outros, mantendo o distanciamento social (uma distância de pelo menos 1 metro)

Evite cumprimentos que impliquem contacto físico

Evite levar as mãos à cara

As mãos tocam em muitas superfícies e objetos que podem estar contaminados e que podem transferir o vírus para a boca, nariz ou olhos e daí permitir a sua entrada no organismo. Ainda não é certo, mas dependendo do tipo de superfície ou da temperatura ou humidade do ambiente, estima-se que o vírus consiga persistir em certas superfícies durante algumas horas ou até mesmo alguns dias.

Realize atividade física

Mantenha uma alimentação saudável

Use desinfetante

A utilização de álcool a 70% é mais eficaz que a 96%. O álcool a 70% possui uma maior quantidade de água na sua constituição o que acaba por retardar a evaporação do mesmo.

Mantenha-se em casa

Se sentir febre, tosse e dificuldade em respirar, ligue para a linha de saúde e siga as instruções das autoridades de saúde locais. Estas entidades estão informadas sobre a situação e vão ajudá-lo e redirecioná-lo corretamente.

Se contactou recentemente com uma pessoa infetada ou visitou um local infetado e tem sintomas deve ligar para 

SNS 24 – 808 24 24 24

Se após contacto com alguém/local infetado apresentar sintomas como: febre (temperatura ≥ 37.5ºC), tosse ou dificuldade em respirar, deve ligar para o SNS 24 – 808 24 24 24, seguir as orientações dadas, evitar estar próximo de pessoas e/ou contactar o 118, número da Autoridade Nacional de Comunicações.

Visite o separador https://www.sns24.gov.pt/tema/doencas-infecciosas/covid-19/#sec-10

do SNS para poder informar-se melhor sobre como proceder se eventualmente ligar para o SNS.

Use máscara se apresentar sintomas

A máscara facial deve ser usada por todas as pessoas que permaneçam em espaços interiores fechados com um número elevado de pessoas. Esta é, contudo, uma medida adicional, que não deve substituir o distanciamento social, a higiene das mãos e a etiqueta respiratória.
A eficiência das máscaras implica o conhecimento sobre o uso, a colocação e a remoção das mesmas.

Aprenda como, aqui!

Mantenha-se informado consultando os canais oficiais e evite propagar notícias falsas.

Aceda a informação fidedigna aqui. 

Nunca use as mãos quando espirrar ou tossir

Tape o nariz e a boca quando espirrar ou tossir e utilize um lenço de papel, que deve ser deitado para lixo imediatamente. Também poderá utilizar o braço, mas nunca use as mãos.

Se precisar de contactar o seu profissional de saúde, deve fazê-lo por telefone ou e-mail. Só se deve deslocar a uma instituição de saúde quando estritamente necessário.

Lavar as mãos regularmente

Lave as mãos frequentemente e sempre que se assoar, espirrar ou tossir lave as mãos com água e sabão ou com uma solução de base alcoólica, matando assim os vírus que se possam encontrar nas suas mãos. O tempo indicado para lavar as mãos é de 20 segundos, o equivalente a cantar a “Música dos parabéns” uma vez.

Como lavar corretamente as mãos?

Máscara de proteção

 

  1. Antes de pegar na máscara, lave bem as mãos com um detergente à base de álcool ou com água e sabão;
  2. Procure por rasgões ou buracos na máscara;
  3. Oriente a máscara de forma a ficar voltada para cima (onde está a peça de metal);
  4. Certifique-se que o lado certo da máscara fica virado para baixo (o lado colorido);
  5. Ponha a máscara na cara e aperte o metal de forma a moldar-se com a forma do nariz;
  6. Puxe o fundo da máscara de forma a cobrir a boca e o queixo;
  7. Depois de usada, retire a máscara, puxando o elástico por detrás das orelhas, enquanto mantém a parte da frente afastada da cara e da roupa, para evitar uma possível contaminação;
  8. Descarte a máscara para um caixote fechado imediatamente depois de a usar;
  9. Lave as mãos depois de deitar fora a máscara, com um detergente à base de álcool ou com água e sabão.

Luvas

O uso de luvas na rua nem sempre é eficaz e, se forem utilizadas inadequadamente, podem constituir um veículo de transmissão do vírus. Para evitar a sua transmissão, deve lavar as mãos frequentemente e sempre que estiverem sujas.

As luvas devem ser usadas, especialmente por cuidadores de doentes com COVID-19, para limpeza de superfícies, ou por profissionais de saúde, ao executarem procedimentos que envolvam o contacto direto com a pele infetada, mucosas ou fluídos corporais.

Se contactou recentemente com uma pessoa infetada ou visitou um local infetado e não tem os sintomas, evite estar próximo das pessoas e faça um isolamento profilático durante 14 dias, medindo a sua temperatura duas vezes por dia e evitando contactar com outras pessoas. Atualmente Portugal encontra-se na última fase de resposta ao vírus, a “fase de mitigação”, que é ativada quando existe uma transmissão local em ambiente fechado ou transmissão comunitária. Deste modo é importante que adote o isolamento profilático.

FAQs

Perguntas Frequentes

 Os centros de saúde estão preparados para ajudar e usar o telefone é o meio mais correto para contactar com o médico de família nestes dias difíceis. Também a clínica Cuf disponibilizou o serviço de teleconsultas, para aceder basta contactar qualquer clínica.

SNS24 808 24 24 24 e 118 para consultar o número do seu centro de saúde.

80% dos casos de COVID-19 apresentam sintomatologia ligeira (febre, rinorreia (pingo no nariz), cefaleia (dores de cabeça), mialgias (dores no corpo), sintomas ligeiros de constipação).

Apenas 15% dos casos apresentam um quadro grave, com pneumonia, dificuldade respiratória, com necessidade de internamento e eventualmente cuidados intensivos com necessidade de ventilação e 5% representam casos críticos.

A maioria dos óbitos foram verificados nas pessoas mais idosas (a maioria acima dos 80 anos) e com outras comorbilidades (outras doenças crónicas).

Não existem estudos que confirmem esta questão. No entanto, se a pessoa fumadora já tiver problemas respiratórios ou cardíacos, isso pode contribuir para o agravamento da situação clínica, caso se infete com COVID-19. Um fumador de longa data já apresenta alterações pulmonares que podem estar associadas a quadros de pneumonia em caso de infeção por COVID-19.

Se viajar de transportes, garanta uma distância mínima entre as pessoas, tente posicionar-se de costas para elas, siga as regras de utilização de máscaras e de higiene e etiqueta respiratória e evite tocar na cara.

As encomendas não apresentam um risco de contaminação associado, porque a probabilidade de uma pessoa infetar a encomenda ou do vírus resistir às diferentes condições de transporte a que vai estar sujeito é baixa.