A LisbonPH pretende informar devidamente a sociedade relativamente aos temas atuais de Saúde Pública, nomeadamente o novo coronavírus. É importante ter acesso a informação fidedigna e atualizada, para que possamos tomar as devidas precauções perante esta pandemia. Assim, a LisbonPH desenvolveu uma série de webinars no âmbito deste tema. Poderá encontrá-los neste separador e consultar o e-book, que contém algumas questões importantes que surgiram da interação entre os participantes e os oradores.

A rubrica “COVID-19 & Vaccination” foi uma rubrica desenvolvida pela LisbonPH juntamente com a Júnior Empresa francesa JPM. O objetivo foi sensibilizar para a importância da vacinação contra a COVID-19, alertando a população para os benefícios da vacinação, assim como as alternativas e medidas atuais para a mesma.

#SpreadFactsAboutTheVax

Tem sintomas suspeitos de COVID-19?

SNS 24: 808 24 24 24

Açores - Dúvidas Clínicas:

808 24 60 24

Açores - Outras Dúvidas:

808 29 29 29 ou

Madeira:

SRS 24: 800 24 24 20

O doente ou seu representante, após receber a requisição do teste de COVID-19, deve:

  • Contactar telefonicamente o laboratório onde pretende realizar o teste de COVID-19;
  • Agendar a realização do teste de COVID-19.

A colheita das amostras deve ser realizada no domicílio ou em pontos de colheita destinados ao efeito, conforme a lista de laboratórios.

A realização dos testes laboratoriais deverá ser realizada no prazo máximo de 48 horas, após contacto pelo doente ou seu representante.

  • Testes Moleculares de Amplificação de Ácidos Nucleicos (TAAN): são o método de referência para o diagnóstico e rastreio e confirmam a presença do vírus SARS-CoV-2 responsável pela doença COVID-19. São testes feitos com amostras recolhidas, através de zaragatoa, da região do nariz e/ou da garganta. Os seus resultados devem ser conhecidos no prazo máximo de 24 horas após a prescrição.
  • Testes Rápidos de Antigénio (TRAg): são testes de proximidade e devem ser utilizados quando os testes TAAN não estão disponíveis. Os resultados dos testes rápidos são conhecidos após 15 a 30 minutos da realização.
  • Testes serológicos: são os que avaliam se a pessoa tem anticorpos específicos para a COVID-19. Estes não são utilizados para o diagnóstico da COVID-19.

Pandemia

A 31 de dezembro de 2019 foi oficialmente reportado o primeiro caso de pneumonia com origem desconhecida que viria a confirmar a presença de um novo coronavírus, o SARS-CoV-2. O vírus, que é altamente infecioso, durante o mês seguinte começou a ultrapassar fronteiras e, a 30 de janeiro de 2020, o surto foi declarado como uma Emergência para a Saúde Pública de importância internacional. O número de casos continuou aumentar e alcançou valores tais que obrigaram a OMS a declarar o estado de pandemia, no dia 11 de março de 2020.

E qual a diferença entre uma epidemia e uma pandemia? Uma epidemia corresponde a um aumento, muitas vezes inesperado, do número de casos de uma doença acima do que é normalmente esperado para uma população numa determinada área (local, regional ou nacional) e por um período limitado. Já a pandemia é uma epidemia que se alastrou por vários países ou continentes e afeta um grande número de pessoas. A OMS define uma pandemia como “a propagação mundial de uma nova doença”.

O que é o Sars-CoV-2?

Os coronavírus são um grupo de vírus que pode causar infeções nos seres humanos e nos animais. São conhecidos vários vírus desta família que causam doenças respiratórias nos humanos, desde gripes comuns a Síndrome da Doença Aguda Respiratória Severa (SARS) ou pneumonia. O coronavírus mais recentemente descoberto causa a doença COVID-19.

COVID-19 é o nome atribuído à doença infeciosa provocada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, que pode causar uma infeção respiratória grave como a pneumonia. O nome resulta das palavras:

Corona”, “rus” e Doença”

com indicação do ano em que surgiu

(2019).

Transmissão

A COVID-19 transmite-se principalmente entre pessoas próximas (até cerca de 1m de distância), através de gotículas que se emitem, por exemplo, quando se tosse ou espirra. É muito comum transmitir-se ainda através do contacto com mãos contaminadas depois de tocarem em superfícies ou objetos infetados com gotículas, que, posteriormente, tocam nos olhos, nariz ou na boca (mucosas)

A principal via de transmissão do vírus é feita através da expulsão de gotículas respiratórias. As percentagens de indivíduos assintomáticos capazes de transmitir o vírus têm valores muito díspares, no entanto pode ser transmitido por pessoas que apresentem sinais muito leves da doença. Uma pessoa infetada é transmissora do vírus desde dois dias antes de começarem a surgir sintomas.

Os coronavírus são uma família extensa de vírus e bastante comuns em animais, mas nenhum animal foi ainda confirmado como fonte de contágio do COVID-19. De acordo com a OMS, não há evidência de que os animais domésticos, tais como cães e gatos, tenham sido infetados e que, consequentemente, possam transmitir o novo coronavírus.

Grupos de risco

Os grupos de risco incluem pessoas com:

  • Idade avançada (70 anos ou mais);
  • Doenças crónicas pré-existentes como:

Doenças cardiovasculares;

Diabetes mellitus;

Doença crónica respiratória;

Hipertensão arterial;

Doença oncológica;

  • Sistema imunitário comprometido.

Sintomas

As pessoas com febre, tosse e dificuldades respiratórias devem procurar atenção médica. Se tiver algum dos seguintes sintomas, ligue para a linha de apoio SNS 24 – 808 24 24 24 – ou para 118, o número da Autoridade Nacional de Comunicações.

Os sintomas mais frequentes associados à infeção pelo COVID-19 são:

  • febre – temperatura ≥ 37.5ºC;
  • tosse seca;
  • dificuldade respiratória suave a moderada (ex: falta de ar);
  • cansaço. 

 

Outros sintomas que possam surgir incluem dor de garganta, corrimento nasal, dores de cabeça e/ou musculares e diarreia. Estes sintomas são suaves e desenvolvem-se gradualmente.

Em casos mais graves, os sintomas podem levar a pneumonia grave com insuficiência respiratória aguda, falência renal e de outros órgãos e eventual morte. Os grupos de risco têm maior probabilidade de desenvolver doenças mais graves.

Período de incubação

O período de incubação corresponde ao intervalo de tempo desde que o organismo é exposto ao vírus até que surgem os primeiros sintomas da doença.

A maioria das estimativas prevê que o período de incubação dure entre 1 a 14 dias, mais comummente 5 dias.

Pessoa Assintomática

O conceito de pessoa assintomática pretende descrever alguém que não apresente sintomas da doença. Isto pode acontecer de duas maneiras: a pessoa pode ter recuperado de uma doença ou condição e já não apresentar sintomas ou a pessoa pode estar doente e não apresentar sintomas.

Recuperação

Os sinais e os sintomas característicos do COVID-19 podem durar até cinco semanas. A duração depende de cada doente, do seu sistema imunitário e de haver ou não doenças crónicas associadas, que alteram o nível de risco.

Uma pessoa é considerada curada, quando apresentar dois testes de diagnóstico negativos, realizados com intervalos entre 2 a 4 dias. 

Existe evidência de que o organismo humano vai ganhando imunidade após o contacto com o vírus, depois de contrair doença, efeito esse que pode ser ampliado quando houver uma vacina.

Tratamento e vacinação

No que toca ao tratamento em casa, até agora não existem evidências sólidas de que a toma de ibuprofeno possa piorar o estado de saúde de quem está infetado com o SARS-CoV-2. No entanto, e até haver mais dados acerca da relação do fármaco com esta infeção, é mais indicado optar pela toma de paracetamol (salvo indicações contrárias pelo seu médico assistente).

Existem, neste momento, quatro vacinas  introduzidas no mercado desenvolvidas pela BioNTech-Pfizer, Moderna, AstraZeneca e Janssen Pharmaceutica NV.

As vacinas desenvolvidas tanto pelaBioNTech-Pfizer como pela Moderna contêm uma molécula denominada RNA mensageiro (mRNA), sendo administradas em duas doses. Por outro lado, as vacinas da AstraZeneca e Janssen Pharmaceutica NV são compostas por uma versão modificada de um outro vírus (da família dos adenovírus). A vacina da AstraZeneca é administrada sob a forma de duas injeções, enquanto que a da Janssen Pharmaceutica NV se trata de uma única injeção.

Antibióticos

Os antibióticos não são efetivos contra vírus, estes são indicados para o tratamento de infeções bacterianas, não estando por isso associados ao novo coronavírus.

Proteja-se a si e aos outros, mantendo o distanciamento social (uma distância de pelo menos 1 metro e em espaços fechados de pelo menos 2 metros de distância)

Evite cumprimentos que impliquem contacto físico

Evite levar as mãos à cara

As mãos tocam em muitas superfícies e objetos que podem estar contaminados e que podem transferir o vírus para a boca, nariz ou olhos e daí permitir a sua entrada no organismo. Ainda não é certo, mas dependendo do tipo de superfície ou da temperatura ou humidade do ambiente, estima-se que o vírus consiga persistir em certas superfícies durante algumas horas ou até mesmo alguns dias.

Realize atividade física

Mantenha uma alimentação saudável

Use desinfetante

A utilização de álcool a 70% é mais eficaz que a 96%. O álcool a 70% possui uma maior quantidade de água na sua constituição o que acaba por retardar a evaporação do mesmo.

Mantenha-se em casa durante o período de isolamento

  1. Permaneça em casa;
  2. Mantenha-se separado/a de outras pessoas em casa;
  3. Monitorize os seus sintomas;
  4. Utilize uma máscara apenas se recomendado;
  5. Proteja-se e proteja as pessoas à sua volta;
  6. Evite partilhar itens domésticos;
  7. Cuidado com os resíduos;
  8. Não receba visitas em casa;
  9. Seja um agente de saúde pública.

Se contactou recentemente com uma pessoa infetada ou visitou um local infetado e tem sintomas deve ligar para 

SNS 24 – 808 24 24 24

Se após contacto com alguém/local infetado apresentar sintomas como: febre (temperatura ≥ 37.5ºC), tosse ou dificuldade em respirar, deve ligar para o SNS 24 – 808 24 24 24, seguir as orientações dadas, evitar estar próximo de pessoas e/ou contactar o 118, número da Autoridade Nacional de Comunicações.

Visite o separador https://www.sns24.gov.pt/tema/doencas-infecciosas/covid-19/#sec-10

do SNS para poder informar-se melhor sobre como proceder se eventualmente ligar para o SNS.

Use máscara em alguns locais específicos

É obrigatório o uso de máscara por todas as pessoas que:

  • permaneçam ou acedam a espaços interiores fechados com várias pessoas;
  • utilizem os transportes públicos;
  • circulem ou permaneçam nos espaços e vias públicas e sempre que o distânciamento físico recomendado pelas autoridades de saúde não possa ser garantio. Esta regra aplica-se a pessoas com idade a partir dos 10 anos.

Aprenda como, aqui!

Mantenha-se informado consultando os canais oficiais e evite propagar notícias falsas.

Aceda a informação fidedigna aqui. 

Nunca use as mãos quando espirrar ou tossir

Tape o nariz e a boca quando espirrar ou tossir e utilize um lenço de papel, que deve ser deitado para lixo imediatamente. Também poderá utilizar o braço, mas nunca use as mãos.

Se precisar de contactar o seu profissional de saúde, deve fazê-lo por telefone ou e-mail. Só se deve deslocar a uma instituição de saúde quando estritamente necessário.

Lavar as mãos regularmente

Lave as mãos frequentemente e sempre que se assoar, espirrar ou tossir lave as mãos com água e sabão ou com uma solução de base alcoólica, matando assim os vírus que se possam encontrar nas suas mãos. O tempo indicado para lavar as mãos é de 20 segundos, o equivalente a cantar a “Música dos parabéns” uma vez.

Como lavar corretamente as mãos?

Máscara de proteção

  1. Antes de pegar na máscara, lave bem as mãos com um detergente à base de álcool ou com água e sabão;
  2. Procure por rasgões ou buracos na máscara;
  3. Oriente a máscara de forma a ficar voltada para cima (onde está a peça de metal);
  4. Certifique-se que o lado certo da máscara fica virado para baixo (o lado colorido);
  5. Ponha a máscara na cara e aperte o metal de forma a moldar-se com a forma do nariz;
  6. Puxe o fundo da máscara de forma a cobrir a boca e o queixo;
  7. Depois de usada, retire a máscara, puxando o elástico por detrás das orelhas, enquanto mantém a parte da frente afastada da cara e da roupa, para evitar uma possível contaminação;
  8. Descarte a máscara para um caixote fechado imediatamente depois de a usar;
  9. Lave as mãos depois de deitar fora a máscara, com um detergente à base de álcool ou com água e sabão.

Saiba mais, aqui!

Luvas

O uso de luvas na rua nem sempre é eficaz e, se forem utilizadas inadequadamente, podem constituir um veículo de transmissão do vírus. Para evitar a sua transmissão, deve lavar as mãos frequentemente e sempre que estiverem sujas.

As luvas devem ser usadas, especialmente por cuidadores de doentes com COVID-19, para limpeza de superfícies, ou por profissionais de saúde, ao executarem procedimentos que envolvam o contacto direto com a pele infetada, mucosas ou fluídos corporais.

A quarentena e o isolamento, são medidas de afastamento social essenciais em saúde pública. São especialmente utilizadas em resposta a uma epidemia e pretendem proteger a população da transmissão entre pessoas. A diferença entre quarentena e o isolamento parte do estado de doença da pessoa que se quer em afastamento social. Ou seja:

  • quarentena é utilizada em pessoas que se pressupõe serem saudáveis, mas possam ter estado em contacto com um doente infetado;
  • isolamento é a medida utilizada em pessoas doentes, para que através do afastamento social não contagiem outros cidadãos.
Saiba mais, aqui!

Devo ficar em isolamento se:

  • tiver tido contacto com um doente diagnisticado com COVID-19, e esta medida for determinada pela autoridade de saúde;
  • tiver sido diagnosticado com COVID-19 e se o médico assistente que o avaliar disser que não percisa de internamento.

Após a realização do teste laboratorial para a COVID-19:

  • Se o resultado for negativo, deve seguir as recomendações dadas pelas equipas das unidades de saúde familiares (USF)/unidades de cuidados de saúde personalizados (UCSP);
  • perante um resultado positivo, deve manter-se em vigilância clínica e em isolamento no domicílio, até serem establecidos os critérios de alta/fim do isolamento.

Aos doentes com infeção confirmada é determinado o confinamento obrigatório pelo delegado de saúde (autoridade de saúde local) e emitido o Certificado de Incapacidade Temporária para o Trabalho (CIT) pelo médico da unidade de saúde familiares (USF)/unidade de cuidados de saúde personalizados (UCSP).

O fim das medidas de isolamento é determinado sem necessidade de realização de novo teste à COVID-19 e de acordo com:

  1. Doentes sintomáticos com COVID-19 com:
  • doença ligeira ou moderada: 10 dias desde o início dos sintomas, desde que não apresente febre e tenha melhoria dos sintomas durante 3 dias consecutivos;
  • doença grave ou crítica: 20 dias desde o início dos sintomas durante 3 dias consecutivos;
  • situações de imunodepressão grave, independentemente da gravidade da doença: 20 dias desde o início dos sintomas, desde que não apresente febre e tenha melhoria dos sintomas durante 3 dias consecutivos.

2. Doentes assistomáticos com COVID-19:

  • o fim do isolamento é determinado 10 dias após a realização do teste que estabeleceu o diagnóstico de COVID-19.
Perguntas Frequentes

Ser vacinado contra a COVID-19 permite proteger-nos individualmente contra a doença e suas complicações e contribuir para a proteção da saúde pública, por via da imunidade de grupo.

Sim. No desenvolvimento e aprovação das vacinas contra a COVID-19, estão a ser garantidas a sua eficácia, segurança e qualidade, através de ensaios clínicos e de uma avaliação rigorosa pela Agência Europeia do Medicamento. Importa ainda realçar que o tempo mínimo durante o qual os vacinados foram acompanhados após a toma da 2.ª dose foi de oito semanas. Este período ultrapassa as 6 semanas, período durante o qual surgem habitualmente os efeitos adversos mais comuns após a toma de vacinas. Nestas vacinas, não foram observados efeitos adversos significativos numa frequência ou gravidade que coloque em causa a sua segurança.

A vacina será gratuita para a pessoa vacinada.

A priorização de pessoas previamente infetadas por SARS-CoV-2 depende da avaliação do benefício em reforçar a imunidade de pessoas com um diagnóstico prévio de COVID-19. Num cenário em que o número de vacinas é limitado e o acesso a vacinas deve ser priorizado em função das pessoas em maior situação de risco ou vulnerabilidade, entende-se que indivíduos com infeção comprovada por SARS-CoV-2 não devem ser incluídos na primeira fase de vacinação.

Mesmo após ser vacinada, a pessoa deve continuar a observar todas as medidas preconizadas para a sua proteção e contenção da transmissão, incluindo o uso de máscara.

Um vacinado só se deve considerar protegido da doença sete dias depois da toma da segunda dose da vacina. Este é o período que dá garantia de uma resposta robusta por parte do seu sistema imunitário.

As vacinas conferem proteção contra a doença, mas desconhece-se ainda se protegem também contra a infeção e a possibilidade de, mesmo sem sintomas, transmitir o vírus a outro. As máscaras e o distanciamento evitam que possamos infetar outras pessoas caso sejamos portadores do vírus sem o saber.

Explica a rapidez com que as vacinas foram produzidas a quantidade extraordinária de fundos que os Estados investiram no seu desenvolvimento. Só os Estados Unidos investiram milhares de milhões de dólares, por exemplo.

Por outro lado, a própria pandemia, com o coronavírus a circular tão amplamente, permitiu que os ensaios clínicos decorressem com uma rapidez fora do comum – com tantos infetados, não foi preciso esperar muito para perceber se as vacinas estavam, efetivamente, a ter um efeito protetor.

O que a vacina contém é informação genética para a produção de uma proteína do vírus (proteína da espícula), que ele usa para entrar nas células e se replicar. 

Um antigo diretor do Centro para Controlo e Prevenção de Doenças nos Estados Unidos fez a seguinte analogia: “uma vacina com mRNA é como um e-mail enviado ao sistema imunitário que mostra como é o vírus e dá instruções para o matar e depois, como uma mensagem de Snapchat, desaparece.”