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Testemunho APPSHO

A Associação Portuguesa Promotora de Saúde e Higiene Oral, desde a sua criação, tem vindo a implementar vários projetos de intervenção comunitária junto das pessoa com maior vulnerabilidade social e económica, residentes na região de Lisboa e Vale do Tejo nas áreas da saúde oral e nutrição. As desigualdades no acesso a saúde oral ainda são muito grande e as pessoas carenciadas são aquelas que apresentam maior dificuldades no acesso à saúde oral, apresentam uma elevada prevalência das doenças orais e uma baixa literacia em saúde. Com o apoio da DGS, permitiu-nos desenvolver o projeto “Crescer com Saúde” e criar um “Centro Comunitário de Saúde Oral”, que veio trazer maior equidade no acesso à saúde oral junto das pessoas que apresentam maior vulnerabilidade social, baixando a prevalência da cárie dentária e aumentando a literacia em saúde . As doenças orais devem ser encaradas como um grave problema de saúde pública que deve ser controlada, porque interfere diretamente com o conforto do indivíduo, saúde geral, saúde mental, inclusão social.

O nosso lema é pensar globalmente e agir localmente e para que a saúde oral chega a mais pessoas desenvolvemos o projeto “Bairro sem Cárie”, que é um projeto de proximidade junto dos bairros sociais do Concelho do Seixal, onde se promoveu a importância da saúde oral, o ensino de técnicas corretas de higiene oral e alimentação saudável. Este projeto teve um grande impacto nos bairros sociais, permitiu criar maior acesso à saúde oral, a mais de 900 crianças e jovens que foram tratados e muitos dos jovens que não conseguiam ter acesso ao emprego pela sua condição de saúde oral, conseguiram arranjar emprego.

Cumprimentos,

Octávio Rodrigues

Tuberculose: necessidades, desafios, promessas e perspectivas.

Todos os anos, no dia 24 de março, o Dia Mundial da Tuberculose (TB) visa aumentar a consciencialização sobre a doença. A TB tem infetado seres humanos desde há muitos séculos e embora nunca tenha sido completamente erradicada, houve, no entanto, uma queda significativa nos casos e taxas de mortalidade, graças ao desenvolvimento da vacina BCG (1921) e aos “novos” antibióticos (nos anos 50 do século passado).  Mas a doença ressurgiu. A prevalência aumentou para um nível tão preocupante que a OMS declarou uma emergência de saúde global em 1993 e, subsequentemente, desenvolveu a estratégia do “STOP TB”, com o objetivo de acabar com a epidemia global de TB até 2035.  Embora se tenham registado progressos na redução da mortalidade, a TB classifica-se como uma das doenças infeciosas mais letais, particularmente, em doentes infetados com o vírus da imunodeficiência humana (HIV).

O controlo está repleto de problemas em torno da transmissão, especialmente em tempos de aumento de viagens globais e superlotação em algumas áreas urbanas, aumento da resistência a antibióticos, ferramentas de diagnóstico limitadas e falta de vacinas eficazes. O problema tem-se complicado pelo surgimento da resistência contra os antibióticos mais eficazes especialmente isoniazida e rifampicina. Estirpes de bacilos resistentes a múltiplos medicamentos (MDR-TB e XDR-TB) foram responsáveis ​​por 0,49 milhão de casos de TB, principalmente na Índia, na China e na Federação Russa.

Um obstáculo significativo no tratamento da TB é a alta prevalência de coinfeção com HIV. Os dois patogenos exacerbam-se mutuamente aumentando a morbilidade e mortalidade. Além disso existem interações medicamentosas que tornam problemático o co-tratamento com antibióticos de primeira linha contra a tuberculose e a terapia anti-retroviral (ART).

A longa duração e natureza complexa da terapia da TB atual e o consequente surgimento de MDR-TB e XDR-TB, e a incompatibilidade dos antibacilares com a ART, todos suportam a necessidade de desenvolver novos medicamentos e melhores regimes de tratamento. Melhorar o tratamento da TB implica alcançar vários objetivos: – encurtar a duração do tratamento para a doença ativa a fim de melhorar a adesão; – desenvolver medicamentos seguros e toleráveis ​​com novos mecanismos de ação que sejam eficazes contra estirpes resistentes (MDR-TB e XDR-TB); – desenvolvimento de medicamentos que evitem interações medicamentosas, especialmente com a ART e facilitar o tratamento de pacientes co-infetados com HIV. Contudo, apenas recentemente e, depois de quase meio século desde a aprovação da última medicação antituberculosa, duas novas moléculas, a delamanida e a bedaquilina, foram incluídas em esquemas terapêuticos e somente para tratar pacientes com MDR ou XDR-TB.

O objetivo do tratamento da TB tem sido o de matar as micobactérias causadoras com agentes antimicobacterianos. Devido à longa duração do tratamento, as possibilidades de toxicidade do fármaco e o aumento da resistência ao fármaco, as terapias dirigidas pelo hospedeiro (HDT), ganharam atenção recentemente. Os HDTs são agentes que podem aumentar os mecanismos de defesa do hospedeiro, modular a inflamação excessiva ou ambos, manipulando a resposta do hospedeiro a um patogeno e interferindo nos mecanismos do hospedeiro explorados pelo patogeno para persistir ou replicar nos tecidos do hospedeiro. Isso pode levar a melhores resultados no tratamento clínico, como redução da morbilidade, mortalidade e danos aos órgãos-alvo e recuperação funcional a longo prazo.

A busca por uma melhor terapia contra a tuberculose tem assim sido impulsionada por duas atividades interligadas: a busca de novos fármacos e o desenvolvimento de esquemas de combinação eficazes e pela primeira vez em 40 anos, um portfólio de novos compostos promissores para o tratamento da tuberculose está no horizonte.

Elsa Anes

Testemunho Ana Frazão

Olá! O meu nome é Ana Frazão, tenho 24 anos, terminei o Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas em 2018 e encontro-me neste momento enquanto Marketing Trainee na GSK. Ao longo dos meus 5 anos de faculdade, a maior parte deles foram partilhados com a LisbonPH e gostava de vos contar um bocadinho dessa (tão querida […]

Qual o contributo do cargo de Diretora do Departamento Comercial e Logística na LisbonPH para o atual cargo na ANF na área de logística e vendas de produtos?

Ser Alumni da LisbonPH é uma responsabilidade, mas sobretudo uma oportunidade de continuar ligada ao desenvolvimento do profissional do futuro empreendedor, criativo e multidisciplinar. O futuro e a inovação são a grande ponte de ligação entre a LisbonPH e as Farmácias Portuguesas, onde atualmente integro uma equipa multidisciplinar, para lá das ciências da Saúde, cujo […]

O Subdiagnóstico de Doenças Infeciosas, Farmácias e Saúde Pública

Num dia normal, as farmácias atendem 250 mil pessoas. Nenhuma outra rede contacta, todos os dias, com tanta gente de todas as idades e condições de saúde: doentes, cuidadores, pessoas saudáveis. Isto representa uma grande oportunidade para a Saúde Pública. Com mais de três farmacêuticos por farmácia, a rede de farmácias é uma das cinco […]

Será o Empreendedorismo a Chave do Futuro?

A LisbonPH foi fundada por um grupo de estudantes em 2013, ano em que o setor farmacêutico vivia diversas  dificuldades devido a múltiplos fatores socioeconómicos. Neste preciso ano, o ingresso no mercado de trabalho por parte dos alunos finalistas do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas estava cada vez mais dificultado e as condições de trabalho […]

Orçamento de Estado – Custos de Saúde

O Orçamento do Estado de 2019 apresenta, no que diz respeito ao setor da saúde, duas partes distintas. A primeira dessas partes é preparada pelo Ministério da Saúde, pois está na secção dedicada à saúde (e o formato e texto seguem o padrão de anos anteriores). A segunda parte é uma secção dedicada ao Serviço […]

Importância e Justificação da Geriatria

Há mais de um século que Médicos e organizações científicas chamam a atenção para os doentes idosos, considerando-os um grupo particular dentro da população dos doentes que procuram assistência médica. Considerações semelhantes fizeram emergir na Europa, no século XVIII, a assistência especializada às crianças, e o primeiro hospital de pediatria nasceu na Grã-Bretanha, em Londres […]

Ninguém Tem Limites

Sou o Nuno Major, tenho 21 anos e sou estudante do 4º ano da FFUL. Tudo começou quando eu nasci… Um bebé aparentemente normal, mas havia algo de errado, não tinha força para chorar. Para duas pessoas que acabam de ser pais pela primeira vez, depararem-se com um bebé diferente é como um murro no […]