A Gripe

A Gripe

As infeções virais respiratórias são uma situação clínica bastante comum no ambulatório, sobretudo durante o outono e inverno, apresentando uma elevada morbilidade. Durante as epidemias provocadas por Influenza, pode existir mortalidade não desprezável nos doentes considerados de risco.

Epidemiologia:

A gripe é uma infeção viral causada pelos vírus Influenza A e B. O primeiro é o mais frequente, ocorrendo anualmente, causando epidemias a cada 3 – 4 anos e pandemias a cada 10-30 anos. O tipo B ocorre a cada 2 – 4 anos e não causa pandemias.

O vírus da gripe é um vírus RNA, com grande capacidade de variabilidade antigénica, verificando-se a ocorrência de mutações minor (variação a todos os invernos) e/ou aparecimento de verdadeiros subtipos, responsáveis pelo aparecimento de epidemias (tipo A), de que são exemplos a “Pneumónica” ou Gripe espanhola (1918) e, mais recentemente, a gripe asiática (1957) e a gripe de Hong Kong (1968). 

Incidência:

É uma infeção muito frequente, com elevada morbilidade e mortalidade importante. Só nos E.U.A., há, todos os anos, 48 milhões de casos de gripe, com 4 milhões de hospitalizações e 20 mil mortos. A sua incidência é maior em crianças com menos de 6 anos, nos idosos (> 65 anos) e nos doentes considerados de risco.

Transmissão:

A transmissão é feita por pequenas partículas expelidas pela tosse. A capacidade dos aerossóis permanecerem em suspensão por várias horas é a razão do potencial de infeção e dispersão do vírus Influenza.

Manifestações Clínicas:

A clínica é semelhante à de outras infeções virais: sintomatologia respiratória com rinorreia aquosa, tosse seca e ardor retro-esternal e sintomatologia sistémica com febre, cefaleias, mialgias e artralgias. A recuperação e cura clínica são regra, podendo, no entanto, permanecer uma tosse crónica que leva algumas semanas a desaparecer.

Complicações:

Porém, as infeções virais provocadas pelo vírus Influenza podem apresentar várias complicações como traqueobronquite, pneumonia viral primária e pneumonia bacteriana secundária.

A traqueobronquite é caracterizada por sinais clínicos de infeção do trato respiratório inferior, apresentando, geralmente, um bom prognóstico. 

Já a pneumonia viral primária é uma situação mais complicada, podendo apresentar uma alta taxa de mortalidade. O doente apresenta um envolvimento pulmonar geralmente progressivo com dispneia marcada e hipoxémia que justifica ventilação mecânica. 

A pneumonia bacteriana secundária é mais frequente do que a anterior e surge em doentes em aparente recuperação de uma infeção viral típica e que têm uma “recaída” ao 6.º/10.º dia. Há envolvimento bacteriano, estando geralmente envolvidos o Pneumococos, o Haemophilus influenzae ou o Estafilococos aureus. Estas infeções devem-se, frequentemente, a uma diminuição do sistema de defesa do organismo. O tratamento passa por hospitalização do doente, ventilação, quando necessária, e antibioterapia adequada. 

Profilaxia:

Perante este quadro, por vezes tão dramático, deve ser feita a profilaxia da gripe com a chamada “vacina da gripe”. Esta vacina, que é ajustada anualmente, é eficaz, de fácil aplicação, com escassos efeitos secundários e de preço razoável.  

Get To Know The Alumni – Bernardo Crispim

A geração millennial (na qual me incluo por escassos meses para efeitos de contexto) nasceu num mundo incapaz de lhe oferecer aquilo que os seus pais e avós lhes prometeram. As gerações do pós-guerra viveram tempos incríveis de prosperidade social e económica, uma classe política estável que conseguia, melhor ou pior, responder às necessidades crescentes das pessoas. Isto levou à criação de um argumento incompleto que é uma falácia nestes tempos pós-modernos. Lembro-me de os meus pais dizerem: filho, estuda e aplica-te que vais ter um bom emprego e uma boa vida. Claro que aqui podemos entrar em discussão naquilo que cada um considera, individualmente, ser um bom emprego e uma boa vida. Mas factos são factos. O crescimento económico (quase) estagnou o que levou a sucessivas crises financeiras com os efeitos que conhecemos, ainda por sarar. A tecnologia (automação, ferramentas digitais, AI, etc) revolucionou o mercado de trabalho, tornando-o vorazmente competitivo. Os tempos mudaram e as coisas ficaram consideravelmente mais difíceis para um jovem licenciado arranjar o seu “emprego de sonho” (ou emprego só).

Então e aquilo que nos prometeram? Pois bem, a resposta que ouvimos sucessivamente é: “Diferenciação. Diferenciação. Diferenciação. Tu, jovem licenciado, se queres ter sucesso no mercado de trabalho não te podes agarrar apenas a um canudo. Tens de ser empreendedor. Tens de ser multidisciplinar (palavra cara para dizer que não podes saber só aquilo que te ensinaram na aula de Anatomia do 1º ano). Tens de ser criativo!” Ai é empreendedor que querem? Então é empreendedor que vão ter.

No final do ano de 2013 (mesmo nos finalmentes) tive a oportunidade de participar na génese do projecto que iria, mais tarde, revolucionar o perfil do típico estudante de ciências farmacêuticas. Sim, a LisbonPH. A Júnior Empresa da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa. Algo um pouco etéreo na altura para um miúdo de 19 anos, mas que viria a fazer uma enorme diferença 5 anos mais tarde quando, este pobre millennial, se lançou na demanda do primeiro emprego. A nossa visão e objetivo era precisamente dar resposta às necessidades que sentíamos, em criar um profissional de saúde do futuro empreendedor, criativo e multidisciplinar.

Pouco ou nada sabia de gestão de projectos, marketing, estratégia de negócio, os skills básicos para trabalhar numa empresa sabem? Mas lá está, o pretendido não era isso. O objetivo era perdermos a vergonha e irmos por nós próprios aprender. Não sei. Aprendes. Como? A fazer idiota. Em equipa começámos a criar pequenos projectos juntamente com professores da faculdade que viam potencial naquilo que estávamos a fazer, geralmente eventos de cariz científico como congressos e simpósios, e assim, esta pequena locomotiva a carvão tornou-se num comboio de carga de alta velocidade (movido a energias renováveis, calma).

Durante 3 gloriosos anos (com muita dor de cabeça e noites mal dormidas à mistura) passei por duas posições distintas na LisbonPH. No início entrei para o Departamento Comercial e Logística (teve vários nomes ao longo do tempo, mas chamemos-lhe assim para facilitar), no qual participei ativamente na concepção da estratégia comercial da LisbonPH e na sua implementação. Além do trabalho institucional, estávamos também fortemente ligados à gestão de projectos, o que nos permitia trabalhar numa estrutura matricial com diferentes departamentos e desenvolver a nossa capacidade de trabalhar em equipa e de fazer várias coisas ao mesmo tempo (lá está, multidisciplinariedade). Depois desta experiência arrebatadora, assumi uma posição de liderança enquanto Secretário Geral, na qual tive o grande desafio do meu percurso. Aqui, numa posição mais estratégica que operacional, para além da representação externa da LisbonPH com os nossos clientes e pares, estava sobre a minha alçada a gestão interna da equipa de um modo crossfunctional com os diversos departamentos. Aqui, aprendi que o meu objetivo enquanto gestor de pessoas não é mandar nem fazer com que as coisas aconteçam, mas sim dar às pessoas aquilo que elas precisam para que consigam ter sucesso e crescer.

Acredito que foi aquilo que aprendi na LisbonPH que me tornou apto e possibilitou ingressar na Indústria Farmacêutica. Depois de uma breve passagem pela Direção de Avaliação de Medicamentos do Infarmed (e umas noites na farmácia do Parque Eduardo VII), iniciei um estágio no Departamento de Acesso ao Mercado da Gilead Sciences. O que seria apenas um estágio para cobrir uma licença de maternidade, rapidamente se transformou numa oportunidade única, visto que, ao final de um ano, passei a desempenhar as funções de Market Access Manager responsável pela área de Doenças do Fígado, Oncologia e Terapia Celular.

Se até ao lavar dos cestos toda a parra é vindima, nestes tempos pós-modernos o importante é o que fazes à uva e acredita, a LisbonPH é cá uma adega.

Dispositivos Médicos e Inovação em Saúde

O que são os Dispositivos Médicos?

Os dispositivos médicos englobam produtos tão distintos como um simples termómetro a outros muito mais complexos como “stents cardíacos”, próteses ortopédicas ou implantes dentários. Atualmente a sua utilização é cada vez mais frequente para efeitos de diagnóstico, tratamento de doenças, compensação de uma lesão ou de uma deficiência e controlo da concepção.

Os dispositivos médicos enquanto produtos de saúde, apesar de apresentarem finalidades médicas sobreponíveis às dos medicamentos distinguem-se destes, uma vez que, por definição, o principal efeito pretendido no corpo humano deverá ser alcançado por meios físicos e/ou mecânicos e não por meios farmacológicos, imunológicos ou metabólicos. Também o sistema regulamentar dos dispositivos médicos é baseado em princípios distintos dos aplicados aos medicamentos, exigindo competências específicas para a sua interpretação e aplicação.

A inovação no setor

A inovação no setor dos dispositivos médicos e tecnologias tem sido extremamente rápida e elevadas expetativas existem em relação ao futuro.

Contrariamente ao que tem acontecido no setor do medicamento, no qual a aprovação de novas moléculas tem diminuído, os dispositivos médicos e tecnologias assumem-se como atores principais da inovação em saúde, com uma importância crescente na prestação de cuidados individualizados de saúde, na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos e na promoção de um envelhecimento ativo da população. Software com finalidade médica, testes de seleção de terapêutica (companion diagnostic), dispositivos que utilizam nanotecnologias, impressão 3D de tecidos, instrumentais que suportam cirurgias minimamente invasivas, entre outros, são exemplos de inovação nesta área.

Em paralelo, será necessário refletir sobre alguns dos aspetos menos positivos relacionados com o progresso dos dispositivos médicos nomeadamente, sustentabilidade dos serviços de saúde, cibersegurança e questões éticas e regulamentares complexas.

Apesar de existirem riscos inerentes à inovação haverá certamente cada vez mais melhorias em saúde pela utilização de dispositivos médicos num contexto de uma medicina cada vez mais personalizada em que o objetivo de “morrer jovem o mais velho possível” seja progressivamente mais tangível para uma maioria da população.

Get To Know The Alumni – Tiago Caetano

Calculo que muitos pensem e que o ingresso na LisbonPH pouco acrescente ao Curriculum Vitae de alguém que pretenda seguir a carreira de investigação científica e é com o intuito de desmistificar este pensamento que escrevo o meu testemunho, como alumnus da Júnior Empresa da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.

No panorama atual, o investigador do futuro deverá não só ter aprofundados conhecimentos teóricos, experiência laboratorial, um bom nível de comunicação e redação, principalmente em inglês, mas também ser muito criativo, capaz de estabelecer uma rede de contactos, estar disposto a colocar-se sempre à prova e a enfrentar o mundo. É ainda visto como um plus o facto de dominar as ferramentas informáticas que se encontram em constante evolução e, no caso de algumas áreas científicas em específico, os conhecimentos de programação são uma enorme mais-valia.

Foi com este intuito que em 2014 me candidatei ao Departamento Científico (atualmente, Departamento de Inovação e Científico) da LisbonPH, onde desempenhei as funções de direção durante dois anos. A filosofia de “learning by doing” seguida pela LisbonPH permitiu-me desenvolver bastantes capacidades que não nos são ensinadas na academia e que considero cada vez mais importantes no mercado de trabalho atual. Entre elas, desenvolvi as capacidades de comunicação, de gestão de equipas e de estabelecimento de contactos; as capacidades de escrita e análise de texto, ao produzir e rever todo o conteúdo científico pelos diversos departamentos da Júnior Empresa, foram melhoradas, quer em português quer em inglês; a gestão das plataformas web permitiu-me melhorar a minha componente informática, entre outros.

Desde a conclusão do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas que tenho trabalhado na área de investigação científica relacionada com a toxicologia do mercúrio, tendo desempenhado funções em França pelo período de um ano e mais recentemente voltei às origens, à FFULisboa, onde estudo os mecanismos moleculares da toxicologia do mercúrio.

A Psicoterapia no Tratamento da Depressão e da Ansiedade

Se há doenças mal compreendidas, as doenças da mente estão no início desse ranking. Logo para começar, as doenças como a Depressão e a Ansiedade, são doenças psicológicas e não físicas. Se olharmos para estas doenças como doenças neurológicas, não as conseguimos perceber. O cérebro é um órgão ainda muito complexo. Mas se olharmos para estas doenças como estados psicológicos que perturbam as pessoas, temos que saber e perguntar porque é que “está” assim? As respostas são dadas com 3 perguntas:  

O que sente?                                              

Quando iniciou os sintomas?

O que aconteceu nessa altura?

As respostas vão-nos levar às causas da doença. As causas estão nas experiências que perturbaram, que traumatizaram ou que criaram aprendizagens incongruentes. Sempre que fazemos estas 3 perguntas percebemos que as pessoas que estão a sofrer de ansiedade, têm receio de algo que aprenderam a ter medo no passado. As pessoas deprimidas, sentem-se tristes por experiências que, apesar de terem ocorrido no passado, ainda as perturbam.

Pode parecer simples demais, mas é esta simplicidade que os vários modelos teóricos sobre a saúde mental não conseguem ver. Acham que não pode ser só isso, deve haver alguma coisa mais. Dizem que se assim fosse, todos estaríamos em depressão pelas mesmas realidades. Qual é a variável que falta para que se compreenda esta simplicidade? É que a realidade não é o que acontece. Não existe uma realidade para todos, o que existe é a nossa perceção sobre o que aconteceu. E o que é a perceção? É o entendimento que fazemos analisando as nossas crenças e o que observamos, simplificando, a nossa realidade é o que acreditamos que estamos a ver.

Assim, compreendemos que por termos tido aprendizagens diferentes ao longo da vida, criamos realidades distintas uns dos outros. Às vezes percebemos as experiências como muito agressoras ao nosso bem-estar, e criamos medos e angústias, e perduram enquanto perdurar a forma como as percebemos.

Então e a psicoterapia? A psicoterapia é um tratamento onde são aplicadas técnicas psicológicas para mudar o nosso sistema de crenças e o sistema emocional de forma a mudar a perceção sobre as realidades passadas e fazer com que estas não perturbem mais.

Há vários modelos de psicoterapia, cada um com abordagens diferentes ao mesmo problema. Eu trabalho e defendo o modelo psicoterapêutico HBM. Este modelo olha com simplicidade para um problema simples, mas muito frequente e limitador. Na psicoterapia HBM, conversamos com as pessoas, fazemos as 3 perguntas e valorizamos cada palavra e cada emoção. Depois é trabalhar nas representações mentais que perturbam, utilizando várias técnicas psicológicas que ajudam a alterar a perceção.

É possível sair dos estados perturbadores como a Depressão e a Ansiedade? Sim, com eficácia e eficiência, mas dá trabalho e precisa-se de tempo. Um trabalho que as pessoas não estão costumadas a fazer, um tempo que não estão habituadas a investir. Na saúde mental não há curas rápidas, há mudanças profundas.

Testemunho Mariana Chaves

No meu último ano na Júnior Empresa, fui eleita Presidente Executiva e tive a honra de representar os quarenta e cinco membros da LisbonPH, de definir a estratégia a seguir pela Associação e de coordenar o funcionamento geral da mesma. No entanto, mais do que todas as funções que desempenhei durante os três anos que permaneci na LisbonPH, o que realmente me marcou foram as competências que desenvolvi como gestão de tempo, liderança, resolução de problemas e, principalmente, as pessoas incríveis com quem tive a oportunidade de trabalhar e aprender.

Acima de tudo, sob o mote “learning by doing” sei que a Mariana que entrou na LisbonPH não foi a mesma que saiu e que a LisbonPH foi a principal responsável por moldar a profissional que sou hoje, empreendedora, criativa e multidisplinar.


Mariana Tovar Chaves

Como viajar com mais saúde?

Viajar pode ser uma das mais fantásticas experiências que temos ao nosso dispor. Não é por acaso que o termo “wanderlust”, que significa desejo de viajar, está tão na moda hoje em dia. Desde antigas cidades incas às modernas cidades japonesas, aos safaris pelo Quénia, passando pelas ilhas paradisíacas da Indonésia, existe um mundo à nossa espera. Mas cada um destes destinos tem os seus riscos para os viajantes e é neste contexto que surge a Medicina do Viajante. Ninguém quer ver a sua viagem arruinada por um problema de saúde.

A Medicina do Viajante é uma área médica que promove a prevenção e tratamento de doenças associadas a viagens, procurando proteger a saúde dos viajantes. Desde o ébola, ao sarampo, passando pelo vírus Zika, muitas são as doenças que colocam em risco os viajantes, não esquecendo as mais comuns “diarreias do viajante” e picadas de insetos. É, por isso, uma área da Medicina em atualização diária. Veja-se os surtos que repetidamente vemos nas notícias.

Para melhor proteger a saúde dos viajantes, existe uma consulta específica – a Consulta do Viajante – útil antes de viajar e após regressar do seu destino. Durante uma consulta são discutidos vários temas como os cuidados a ter para evitar picadas de insetos, cuidados com alimentação e bebidas, os sintomas das doenças mais comuns e como se proteger delas, entre outros assuntos. É também uma oportunidade para rever os problemas de saúde do viajante e o seu impacto na deslocação e atualizar as suas vacinas.

Por estes motivos, é uma consulta personalizada, que leva em consideração o perfil do viajante (mais aventureiro? mais precavido?), a sua experiência prévia (é a primeira vez que vai para o sudeste asiático ou é um conhecedor da região?), os seus planos (vai fazer desportos radicais ou prefere descansar à beira-mar?), entre outras questões mais relacionadas com a saúde individual (doenças crónicas, alergias, limitações funcionais) e questões pessoais.

É difícil dizer quais são os destinos que justificam uma consulta do viajante. Existem destinos geralmente considerados mais seguros do ponto de vista de saúde (EUA, Canadá, Europa Ocidental, Austrália, Japão, Nova Zelândia) e outros mais arriscados. Mas qualquer destino, nas circunstâncias certas, pode justificar uma consulta do viajante. Por isso, fale com um especialista em Medicina do Viajante ou tire as suas dúvidas em drtravel.pt.

Boa viagem!

Luís Guedes

Médico com pós-graduação em Medicina do Viajante e Fundador da Plataforma Online Dr. Travel

Serviço de Aconselhamento ao Viajante Holon: as doenças também viajam!

Há cada vez mais pessoas a viajar e com maior frequência. Quer seja à procura de lazer, de aventura, de novas experiências, quer ainda por motivos profissionais ou em missões de voluntariado, hoje em dia viajamos para os mais diversos locais do planeta!

Em viagem, contactamos com novos ambientes e ficamos expostos a novos agentes transmissores de doenças. Estes riscos podem ser minimizados se agirmos de forma preventiva, estando informados sobre as precauções a ter antes, durante e mesmo após a viagem.

Dados internacionais sugerem que muitos viajantes não procuram aconselhamento médico antes de viajar. Os farmacêuticos estão idealmente posicionados para serem prestadores de serviços de saúde de apoio à viagem, devido à acessibilidade e disponibilidade, reconhecidas e características da nossa rede de farmácias comunitárias.

Proporcionar um Serviço de Aconselhamento ao Viajante oferece múltiplos benefícios. Possibilita a expansão do relacionamento com os cidadãos, além de um acesso mais facilitado a um serviço importante. Por outro lado, este serviço ajuda a reforçar a imagem do farmacêutico como profissional de saúde.

O Serviço de Aconselhamento ao Viajante disponível nas Farmácias Holon destina-se a todas as pessoas que viajam para destinos nacionais e internacionais.

O aconselhamento antes da viagem destina-se a preparar o viajante para os potenciais problemas de saúde que poderão surgir, como prevenir e o que fazer no caso de surgirem. A função do profissional de saúde passa por avaliar e comunicar os riscos, envolvendo e discutindo as estratégias para os minimizar. Neste serviço, é também avaliada a necessidade de efetuar determinadas vacinas, tendo em consideração o país de destino, a duração da estadia, os hábitos e o estilo de vida.

Apesar da medicina das viagens ter como principal foco o período pré-viagem, é muito importante sensibilizarmos para a importância da avaliação do estado de saúde após o regresso. A maioria dos problemas que surgem aquando da viagem não apresenta gravidade e são autolimitados (geralmente distúrbios respiratórios ou gastrointestinais, como por exemplo, a diarreia do viajante).

No entanto, em cerca de 1 a 5% dos casos os viajantes desenvolvem problemas mais graves, que necessitam de avaliação médica. A sintomatologia pode surgir durante a viagem ou semanas, meses ou anos após o regresso!

Os utentes são também alertados para a importância de procurar a ajuda de um profissional de saúde (médico e/ou farmacêutico) quando regressam da sua viagem.

Se viajar, aconselhe-se com o Farmacêutico Holon!

Get To Know The Alumni – Guilherme Lopes

De acordo com o relatório “Future of Jobs” do World Economic Forum, a capacidade de resolver problemas complexos, o pensamento crítico e a criatividade representam as 3 características que serão mais procuradas pelos futuros empregadores a partir da próxima década. No entanto, para os jovens que durante anos se preparam para abordar o mercado de trabalho, nem sempre é fácil desenvolver estas competências durante o seu percurso académico. Foi algo com o qual também me deparei enquanto estudante do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas.

Claro que, verdade seja dita, por vezes até os problemas complexos das químicas farmacêuticas me obrigavam a utilizar a criatividade como último recurso, naquelesinstantes finais de um exame em que a 3,4-dihidroxi-feniletanamina está “aos saltos” e o pensamento é tudo menos crítico. Mas faltava aqui uma experiência mais enriquecedora e diferenciadora!

Nesse âmbito, felizmente tive a oportunidade única de complementar estas lacunas ao fazer parte universo do empreendedorismo juvenil quando ingressei na júnior empresa da FFULisboa – a LisbonPH.  Aqui, durante três anos, pude acompanhar as dificuldades diárias da gestão de uma empresa em crescimento exponencial e contribuir para impactar positivamente o desenvolvimento da mesma, enquanto aprendi a trabalhar em equipas e colaborar com mentalidades e personalidades diferentes da minha o que considero cada vez mais valioso.

Tendo um enorme interesse pela gestão e marketing em saúde, ter feito parte do departamento de marketing da LisbonPH foi sem dúvida uma grande mais-valia enquanto estudante. Possibilitou-me adquirir não só inúmeros conhecimentos estratégicos, como desenvolver vertentes comunicacionais ao mesmo tempo que enriquecia a minha perspetiva sobre o sector da saúde, onde pretendia iniciar a minha carreira.

Foi na LisbonH que, sob o mote do “learning by doing”, pude arregaçar as mangas e, com a equipa, criar campanhas de marketing para promover os cursos e eventos da LisbonPH junto de profissionais de saúde, com recurso a marketing digital.  Ainda que completamente fora do nosso background, orgulho-me de termos implementado de raiz na LisbonPH ferramentas de email marketing e da nossa interação diária com milhares de profissionais de saúde através dos nossos canais de social media que foram crescendo exponencialmente. Neste período, desenvolvemos mais de 60 projectos, tendo oferecido formações e-learning e eventos presenciais a mais de 2000 participantes que viam nos nossos programas uma forma flexível e acessível de se manterem atualizados, com fim a prestarem um serviço de excelência às populações.

Creio ter sido o desenvolvimento de algumas destas competências chave que me possibilitou ingressar na indústria farmacêutica. Iniciei o meu percurso profissional através de um estágio no departamento de marketing da Novartis na área da oftalmologia, onde, após um ano, passei a desempenhar funções como Gestor de Projectos júnior na mesma unidade, colaborando no lançamento de um novo produto para o mercado hospitalar.

Afinal de contas, sempre houve uma razão para o mote da LisbonPH “pelo desenvolvimento profissional de saúde do futuro, empreendedor, criativo e multidisciplinar”.

A Mundipharma foi reconhecida pela sua cultura de trabalho de excelência e confiança

Na Mundipharma, a prioridade são os nossos colaboradores, por isso continuar a ser um dos melhores lugares para trabalhar é sem dúvida um objetivo. Em 2017, no nosso segundo ano em Portugal, conseguimos o primeiro Prémio Social de Igualdade de Género e, no ano passado, com menos de três anos no mercado português, conseguimos não só ser a melhor empresa para trabalhar na nossa categoria, como ganhámos o prémio de Melhor Lugar para Trabalhar de todos os rankings. Este ano, com o foco em manter a fasquia elevada, conseguimos alcançar, pelo terceiro ano consecutivo, o prémio Great Place to Work.

Que práticas desenvolvem em prol dos cerca de 30 colaboradores que integram a Mundipharma?

As pessoas são o maior valor na Mundipharma. São elas que mantêm a cultura viva e que nos conduzem aos resultados e à concretização dos objetivos. 

Os colaboradores de famílias monoparentais beneficiam da flexibilidade de horário que, inevitavelmente, precisam para gerir a família. O pacote de benefícios que oferecemos é suficientemente amplo para favorecer os trabalhadores que têm filhos – que podem escolher ter apoio na educação escolar – e os que não têm – que podem optar por receber apoio para o seu próprio desenvolvimento pessoal. Financiamos a prática de atividade física para estimular estilos de vida saudáveis e temos sempre disponíveis no escritório frutas e bebidas à descrição. 

Sendo as pessoas o principal património da Mundipharma, os nossos colaboradores têm forçosamente características especiais. Apostamos na criação de uma equipa de profissionais qualificados, honestos e motivados, num ambiente de total confiança e transparência. 

“Ousar” está na cultura organizacional da Mundipharma

A Mundipharma nasceu do mote “ousar” e diferenciar. Quisemos ser diferentes não só no nosso modelo de negócio, mas também na forma como queríamos criar o nosso espírito de equipa. Desde o início, que todos os membros têm um papel ativo na definição estratégica.

Criámos uma equipa muito experiente, apostando na gestão autónoma. Adotámos o termo “Diretor Geral” do seu território ou da sua função, onde cada um é responsável por tomar as decisões na sua área de competência, não havendo qualquer imposição por parte das suas chefias. Confiamos totalmente em modelos de microgestão. Cada departamento ou função tem o seu próprio P&L, que permite avaliar sempre, no negócio, o impacto das tomadas de decisão. Esta gestão flexível e adaptada é o que pensamos que marca a diferença no mundo empresarial.

Em 2018, criámos outro programa, que consideramos ousado, baseado num modelo holacrático, onde os colaboradores são convidados, em equipa, a desenvolver projetos que contribuem para a estratégia global da companhia e que depois são apresentados em reuniões de direção.

 

Sofia Ferreira, Country Manager na empresa Mundipharma