From a college student to a successful employee

The famous Chinese philosopher Confucius once said, “Choose a job you love, and you will never have to work a day in your life.”. So, how do you find a job that you will love? When you find that job, how can you write a good application and perform well at an interview, should you be invited? 

The first module of the new “Business Skills” course, developed by myself together with LisbonPH, is about landing your dream job. I have been looking at job applications and conducting interviews for 20 years and it still surprises me how badly prepared many graduates are. In this module, you will learn about how organisations review CVs/resumés and application letters, as well as how they conduct interviews. By understanding what they are looking for, you will be able to tailor your application to improve your chances of success.

After I left University 30 years ago, it took me many years to understand how organisations operate and develop the skills needed for working with others in a professional setting. I believe that, had I possessed some more business knowledge when I left University, my transition into the professional environment would have been much easier. 

Most corporate organisations organise their work along similar lines and the second module of the course will teach you how work is cascaded from a vision and mission through strategies and goals before becoming individual objectives that you will perform in your daily work. All organisations are made up of people, sometimes just a few in a small organisation up to hundreds of thousands in a large international corporate organisation. In order for an organisation to thrive, teamwork and communication are key and individuals who possess these skills invariably do better than those who don’t.  

Module 3 will teach you these skills so that you can be recognised from day 1 as being a valuable team member who makes a difference to the business. 

Finally, in module 4 you will learn about how to manage your time and workload for a healthy work-life balance. Whilst work will play an important role in your future, it should not be the only part of your life and you will need to actively prioritise your daily work and communicate effectively with your manager and your stakeholders to ensure you make an effective contribution without compromising your mental and physical health.

Technology and innovation is moving at a faster pace now than ever before and those individuals who have the academic and emotional intelligence to navigate through the rapidly changing business environment will have opportunities that their predecessors couldn’t even imagine. As a result, it is so important that you are well-prepared as you make the transition from academia into your future professional life so that you can harness the enormous potential for yourself and the global community.

Pharma Marketing 2021 – Agilidade precisa-se!

Desafios em tempos de pandemia

Em julho de 2020, partilhei a minha opinião sobre aquelas que eram, à data, as prioridades para os profissionais de marketing farmacêutico. Passados sete meses, continuo a acreditar que os pilares de sucesso para as marcas desta indústria assentam numa abordagem holística que seja verdadeiramente customer-centric, de onde nascem as linhas orientadoras para uma estratégia de marketing de conteúdos estruturada, com sustento em formas de trabalhar que sejam ágeis e permitam responder à velocidade da variação das necessidades dos clientes e outros players.

Um sinal claro dos tempos correntes é o aumento dos níveis de investimento em projetos de índole digital, a par dos efetuados por outras empresas do grande consumo, por parte de uma indústria altamente regulada (com variações regionais importantes) e tradicionalmente conservadora nas suas abordagens ao cliente. De facto, parafraseando Ian Hale, Vice President of Commercial Content na multinacional Veeva, “uma abordagem omnichannel será um fator crítico”, enquadrada nas necessidades reais dos médicos, enfermeiros, farmacêuticos e outros stakeholders, e alavancada pelos novos canais de comunicação, potenciados pela crise pandémica em que vivemos.

Para uma indústria que se tem a si mesma como altamente relacional, a alteração do modelo de interação, dito tradicional, para aquele que atualmente vigora, foi ceticamente encarado como uma barreira importante à capacidade de criar ligações com os clientes. Curiosamente, os dados já recolhidos apontam para um resultado que poderá ser inesperado para muitos, mas que é fruto de uma abordagem alinhada com a descrita anteriormente. As alterações ocorridas parecem estar a conduzir para um fortalecimento do relacionamento dos Profissionais de Saúde com a Indústria, nomeadamente ao nível dos delegados de informação médica (DIMs). Aqueles que mais cedo procuraram responder às necessidades individuais de cada Profissional de Saúde, através dos seus canais preferenciais, foram premiados com maior disponibilidade e relações mais sólidas, uma prova de conceito à importância da abordagem customer-centric aliada a uma execução omnichannel.

É neste contexto que a agilidade ganha uma dimensão fundamental na forma de funcionamento da Indústria Farmacêutica. Num contexto altamente volátil, em que as necessidades de hoje não são necessariamente as de amanhã, uma abordagem de execução por “ciclos” deixa de fazer sentido. Para enfrentar a mudança constante, é necessário que exista um plano dinâmico, alimentado por feedback que é continuamente recolhido das execuções prévias, numa perspetiva de data-driven test & learn exponencial.

Fazendo uso de uma metáfora de relojoaria Suíça, esta agilidade é a roda dentada que dará o movimento aos ponteiros da customer centricity e do omnichannel. Sem um mecanismo de feedback veloz, não será possível identificar atempadamente aquelas que são as necessidades dos clientes, o que impactará a gestão de conteúdos e canais, com consequências diretas na efetividade das iniciativas implementadas e na capacidade de alcançar os objetivos propostos.

A metáfora anterior conclui-se de forma intuitiva: nunca a pontualidade foi tão importante mas, sem agilidade, vamos andar sempre atrasados!

Nota: Este artigo reflete em exclusivo a opinião do autor.

Next Steps do Júnior Empresário – A Chegada ao Mercado Sénior

Falemos com as centenas de Júnior Empresários que já ingressaram no mercado de trabalho e penso que todos já terão recebido a mesma reação à análise do seu currículo: “Mas o que é isto aqui de Júnior Empresa?”. Existe quem opte pela típica resposta – “uma Júnior Empresa é uma organização sem fins lucrativos, formada e gerida exclusivamente por estudantes universitários, que providencia serviços a empresas, instituições ou clientes individuais” e existe quem goste de simplificar “basicamente, é um grupo de estudantes com muita energia, muitas ideias e para quem o inalcançável é mesmo o desafio certo”.

       Como recém-mestre, recém-alumna da LisbonPH e recém-chegada ao mercado de trabalho, tenho o prazer de anunciar que começo a pertencer a uma nova geração – a geração de quem já não é alvo desta questão porque, caros amigos empreendedores, estamos não a andar, mas a cavalgar na direção certa e a questão mudou de “Mas o que é isto aqui de Júnior Empresa?” para “Conta-me mais sobre a tua experiência na tua Júnior Empresa”.

       Anualmente, os mais de 800 Júnior Empresários portugueses, distribuídos pelas suas 18 Júnior Empresas e com as suas centenas de projetos, atestam à seriedade, empenho, bravura e qualidade que tornaram o Movimento Júnior Português e a designação de Júnior Empresa experiências, não só reconhecidas pelos empregadores, mas procuradas, valorizadas e sinónimas de talento a capturar.

       Mas não é só a fama das Júnior Empresas e do seu trabalho que é reconhecida. O World Economic Forum identificou algumas das skills mais valorizadas pelos empregadores para 2021. Desta lista, podemos destacar: capacidade de autogestão, resiliência, flexibilidade, autodidatismo, gestão de stress, criatividade, pensamento crítico e capacidade de resolução de problemas. As semelhanças com a descrição de qualquer Júnior Empresário sobre o seu percurso na sua Júnior Empresa e as valências que isso lhe trouxe não são mera coincidência. É assim que nos vemos e é assim que somos vistos lá fora.

       As conversas sobre a atual agressividade do mercado de trabalho, os desafios e expectativas que nos são colocados logo à entrada e a necessidade de termos algo que nos destaque são uma constante com que nos debatemos diariamente. Quando digo “nós”, quero dizer “os outros” porque nós, Júnior Empresários, decidimos há muito que melhor que debater o problema é ultrapassá-lo com as mangas arregaçadas – uma experiência única para uma aprendizagem inquantificável.

       2020 foi um ano, mais do que atípico, difícil para todos nós. O tema “saúde” tomou de assalto uma posição de destaque em todas as discussões e as falhas, necessidades e futuro desta área foram esmiuçadas até ao seu core. Conclusões e soluções mágicas? Nunca há, mas uma coisa é certa – o futuro depende da inovação e a inovação depende de nós. Nós, os jovens proativos, resilientes e cheios de vontade para trazer para o mercado as ferramentas certas que estão por detrás da verdadeira evolução.

A LisbonPH pode ser um pequeno passo, mas é o passo certo com a intenção certa. É um conjunto de pessoas que se estão a comprometer, desde cedo, com um projeto maior e mais significativo do que cada um que com ele colabora, com um espírito desprovido de segundas intenções ou interesse próprio e com uma vontade desmedida de contribuir com projetos significativos e de verdadeiro impacto.

É este o segredo que as empresas procuram, este espírito que não se ensina, mas que se cultiva, que se cuida e que está presente em todas as pessoas que realmente fazem a diferença em qualquer companhia.

A visão das empresas sobre nós e sobre o nosso trabalho? – Somos o melhor talento jovem que o mercado tem para oferecer.

-Alice Ramos

Get to Know the Alumni – João Pinto

O meu nome é João Pedro Pinto e fiz parte dos primeiros membros a integrar a nossa LisbonPH na altura da sua formação, em 2013. Prometeram-me um projeto que iria estimular o empreendedorismo e a multidisciplinariedade na FFUL, e saí da única Júnior Empresa na área da Saúde que, nos anos em que tive o prazer de fazer parte e nos seguintes, ultrapassaria todas as linhas que a definiram no início.

Iniciei a minha jornada na LisbonPH como membro do Departamento de Education and Training, o protótipo do atual Departamento de Recursos Humanos. Estipulado o seu nome e as suas funções, fui membro e, mais tarde, Diretor do Departamento de Recursos Humanos, no qual teria a meu cargo o planeamento do Recrutamento de novos membros, o Plano de Formações e a criação de projetos internos que teriam como objetivo central o desenvolvimento dos membros da LisbonPH.

Foram 2 anos que me deram uma visão completamente diferente da vertente humana da gestão de uma empresa e que, atualmente, sei que me ajudaram a um nível gigantesco na preparação e mentalização nos processos de recrutamento em que me vi envolvido.

Atualmente, desempenho funções como Gestor de Associados na Associação Nacional das Farmácias, onde me responsabilizaram com o acompanhamento associativo de uma carteira de 200 Farmácias distribuídas a nível nacional. Sem a minha experiência na LisbonPH na vertente de Recursos Humanos, a adaptação à panóplia de diferentes personalidades, necessidades e exigências de cada cliente seria um processo moroso e, certamente, gastaria mais recursos mentais para atingir esse objetivo.

Encorajo qualquer pessoa, profissional ou aluno que esteja interessado nas potencialidades do Júnior Empreendedorismo, a usar a LisbonPH como um grande exemplo na concretização e exponenciação dos objetivos que alguns alunos da FFUL traçaram algures em 2013!

Importância da Intervenção do Farmacêutico na Área da Oftalmologia

O olho é um órgão tão delicado e sensível quanto complexo, mas fundamental para que possamos ver tudo o que nos rodeia. Podemos, através do mesmo, captar uma imagem e transmitir essa informação por impulsos nervosos até ao cérebro, onde processamos a informação recolhida. Distinguimos, assim, cores e objetos próximos ou distantes de uma forma minuciosa, mesmo quando existe menos luz no meio envolvente. Toda esta riqueza e complexidade do sistema ocular reforçam a importância de uma boa saúde ocular, preservando um bem tão precioso como a visão. O cuidado diário dos olhos é essencial, uma vez que os olhos estão sujeitos a vários tipos de agressões externas, como o uso excessivo de dispositivos como o telemóvel, o computador ou a televisão, a poluição ambiental, ambientes com ar condicionado ou com pouca humidade, o vento, a radiação solar, etc. Qualquer falha na integridade das estruturas anatómicas que compõem o olho pode pôr em causa a sua correta função e, em casos mais graves, provocar lesões que podem ser irreversíveis ou até a perda de visão. Por tudo isto, é muito importante que, na existência de algum transtorno oftalmológico, o utente procure um aconselhamento profissional. A farmácia, pela proximidade e facilidade de acesso que apresenta na comunidade é, muitas vezes, o local dessa procura. 

Para além de um vasto conhecimento sobre os vários fármacos de interesse oftalmológico, o farmacêutico também está capacitado para reconhecer as principais patologias oculares, através dos sinais e sintomas reportados pelo utente, auxiliado pelo exame físico na observação do olho afetado. O farmacêutico pode, por exemplo, distinguir uma conjuntivite bacteriana da vírica ou da alérgica, ou um terçolho de uma blefarite. Assim, o farmacêutico possui um grande valor no aconselhamento específico em vários transtornos oftalmológicos, mas também, não menos importante, no reencaminhamento médico em situações mais graves, em que se verifique a presença de sinais ou sintomas de alarme, como por exemplo a presença de dor ocular, visão turva e/ou secreções anormais. Este reencaminhamento médico também pode ocorrer no caso de existir ineficácia no tratamento já instituído. 

Outro aspeto relevante da intervenção farmacêutica é o aconselhamento de medidas não farmacológicas que, muitas vezes, são suficientes para reduzir ou eliminar a sintomatologia referida pelo utente. Explicar como pode realizar uma correta limpeza dos olhos e das pálpebras, recomendar a utilização de óculos de sol para redução da fotofobia e prevenir o contacto com alguns alergénios, aplicar compressas frias para redução do prurido e da irritação ocular ou até medidas mais simples, como remover as lentes de contacto e/ou maquilhagem, são exemplos de medidas não farmacológicas que podem ajudar o utente de forma imediata. 

Adicionalmente, o farmacêutico pode ainda aconselhar sobre os diferentes suplementos alimentares que promovem uma visão mais saudável, reconhecendo a importância dos seus diferentes constituintes.

Em suma, o papel do farmacêutico é de extrema importância, tanto no diagnóstico e tratamento de transtornos menores oftalmológicos, como no encaminhamento médico nas situações mais graves, demonstrando sempre o conhecimento e a confiança que lhe é tão característica. 

Dra. Maria Sofia Rocha

Get to Know the Alumni – Inês Grazina

“Pantone 7691 C” – uma combinação de letras e números que, se há uns anos nada me dizia, hoje ainda me deixa de sorriso estampado na cara por ser representativa daquela que é a Júnior Empresa da FFUL.

No meu terceiro ano da faculdade, fazendo frente à questão “vais ficar de braços cruzados?”, a qual comandava o recrutamento da LisbonPH nessa altura, pus mãos à obra e submeti a candidatura a membro do Subdepartamento de Design. A partir desse fatídico momento, embarquei numa viagem empreendedora que me permitiu explorar as minhas capacidades pessoais e profissionais, com o mote learning by doing sempre presente.

Em 2017, surgiu a oportunidade de continuar a escalada de desenvolvimento e candidatei-me ao cargo de Diretora do Departamento de Multimédia. Fazer parte do Conselho de Administração desta Júnior Empresa foi a experiência mais desafiante e enriquecedora que tive no meu percurso académico. Passadas muitas horas de sono perdidas, mas certamente com um balanço positivo a nível de conhecimento ganho, chegou a altura de desembarcar. Comigo permaneceram as valências e as amizades, bem como o orgulho de ter feito parte de uma Júnior Empresa que continua a desafiar o status quo enquanto conjuga, na perfeição, a ciência e a inovação.

A nível profissional, após uma passagem por Farmácia Comunitária, abracei um desafio em Marketing na Indústria Farmacêutica. Atualmente, trabalho em Medical Affairs, na área de Consumer Healthcare, da Sanofi Portugal.

O conselho que te deixo? Não tenhas medo de arriscar e de sair da tua zona de conforto. O que hoje te parece desconhecido poderá ser o teu porto de abrigo de amanhã. Arrisca, não fiques de braços cruzados e sê o profissional de saúde do futuro, empreendedor, criativo e multidisciplinar, já hoje!

Ambiente e sustentabilidade: o fim do ciclo de vida dos medicamentos

Embora se estime que o setor do medicamento represente menos de 0,5% dos Resíduos Sólidos Urbanos produzidos em Portugal, a criação em 1999 de um sistema de recolha de resíduos de medicamentos fora de uso ou do prazo de validade foi de uma grande importância.

De facto, a sua especificidade aconselhou e exigiu a existência de um processo seguro, pelo que o projeto se justificou em termos de saúde pública e ambiental. Graças a essa recolha seletiva, a VALORMED passou também a contribuir para o uso racional do medicamento, impedindo que os produtos que foram prescritos para um determinado tratamento possam ser utilizados posteriormente sem o necessário controlo.

A VALORMED é uma sociedade por quotas cujo objeto social corresponde e remete expressamente para a legislação em vigor, designadamente em matéria de gestão de resíduos de embalagens.

Tem como sócios fundadores as principais instituições representativas dos operadores económicos que constituem a “cadeia do medicamento”, com um capital social e uma estrutura “tripartida” que retrata os seus três subsetores principais: indústria, distribuição e dispensa.

Os setores da produção, importação e embalamento são representados pela APIFARMA que detém um terço do capital social da VALORMED.

O subsetor da distribuição grossista garante a “interface” logística entre a produção e a dispensa. É representado pela GROQUIFAR e ADIFA, que detêm uma participação global de um terço na sociedade.

O subsetor do retalho assegura a dispensa de medicamentos ao público, sendo representado pela ANF e, tal como os demais subsetores, detém um terço do capital social.

Após aquisição e utilização de um determinado medicamento, os cidadãos devem devolver a embalagem adquirida e todos os materiais que originalmente dela fizeram parte, mesmo contendo restos de medicamentos. Falamos, assim, das cartonagens, folhetos, blisters, colheres, tampas, copos, ampolas, frascos, aplicadores, etc., estando vedada (ainda que nem sempre seja respeitada) a deposição de materiais como agulhas ou seringas com agulhas incorporadas, material cirúrgico, material elétrico ou eletrónico, termómetros, radiografias, etc., pela perigosidade que alguns deles representam para os que participam no processo de manuseamento dos contentores e triagem dos resíduos recolhidos.

A adesão crescente dos cidadãos ao sistema, separando e entregando ano após ano quantidades cada vez maiores de resíduos, mostra a mais-valia ambiental e social da VALORMED, que contribui de forma ativa para a redução da quantidade de medicamentos guardados em casa nas “farmácias domésticas”. Consequentemente, o contributo traduz-se na diminuição do risco de acidentes e intoxicações por ingestão de medicamentos, automedicação indevida e melhoria da saúde pública.

O compromisso da VALORMED será sempre colaborar na educação dos atores sociais, dotando-os dos conceitos necessários para encontrarem soluções e enfrentarem o grande desafio da preservação do ambiente e do desenvolvimento sustentável.

Dr. Luís Miguel Figueiredo – Diretor Geral da VALORMED

Get to Know the Alumni – Elisa Reis

Dizem que “não há duas sem três” e foi mesmo à terceira candidatura que, em março de 2016, tive a oportunidade incrível de fazer parte do projeto da LisbonPH. E este foi um bom prognóstico para o que haveria de estar para vir neste meu percurso enquanto Júnior Empresária: não ia ser fácil, mas no fim ia valer a pena.

E afinal, o que fui eu fazer? Até então, sempre fiz parte de diferentes organizações de eventos, portanto tinha a certeza de que tinha todas as capacidades para acrescentar valor na grande componente logística/operacional que um evento da LisbonPH traz. Mas não foi isso que me surpreendeu… Na LisbonPH aprendi a gostar da vertente comercial de uma empresa. Arrisquei e fiz parte do Departamento Comercial, onde aprendi muitas das ferramentas que ainda atualmente utilizo e onde tive a oportunidade de lidar com diferentes clientes/parceiros.

A LisbonPH incentiva à multidisciplinaridade dos seus membros e foi mesmo este o meu passo seguinte, ingressei na Federação de Júnior Empresas de Portugal como a primeira Project Manager na área de parcerias. O que aprendi “lá fora” com outras áreas e pessoas foi uma grande mais-valia para a minha perspetiva profissional e para as componentes técnicas que me faltavam.

Dois anos depois de ter entrado como membro, saí como Presidente Executiva. No início, se alguém me tivesse perguntado “achas que um dia vais ser Presidente?” eu diria à pessoa que devia estar louca. A LisbonPH tem este poder, o poder de atingires objetivos que nunca pensaste serem possíveis…

Hoje sou farmacêutica, estou há ano e meio como Gestora de Conta de Farmácias na Alliance Healthcare e, se estou na área em que estou, devo-o à LisbonPH. Foi nesta casa que aprendi que não deves dizer que não a nada sem antes experimentares, que melhorei as minhas capacidades de comunicação e onde conheci as pessoas mais incríveis e desafiantes de lidar, pessoas que levo para a vida.

A LisbonPH é a única Júnior Empresa federada na área da Saúde em Portugal e um caso de estudo a nível europeu, não há mais ninguém a fazer o que esta equipa faz… E que orgulho tenho em poder dizer que, nesta casa, um dia “ensinei muito e aprendi ainda mais”.

Get to Know the Alumni – Margarida Gaião

Olá! Sou a Margarida, tenho 25 anos e hoje venho-te falar um bocadinho do meu percurso para que te possas inspirar.

Escolhi Ciências Farmacêuticas um bocadinho ao acaso. Gostava da área da saúde e sempre me interessei pelas disciplinas de Química e, por isso, voilà: escolhi este curso.

No segundo ano de faculdade, comecei a desenvolver um especial interesse pelo Associativismo. Por esta razão, candidatei-me à LisbonPH e entrei como membro do Departamento Científico. Um novo mundo nasceu para mim, fiquei apaixonada por esta Júnior Empresa e tentei dedicar-me ao máximo a impulsioná-la. Fui convidada no início do meu terceiro ano a fazer parte da JADE Portugal, Federação das Júnior Empresas de Portugal, como Vice-Presidente. Cresci muito, principalmente por ter saído da minha zona de conforto e surpreendi-me a mim própria com as atividades onde me envolvi e que fiz desenvolver.

Primeira dica: Os momentos em que mais te desenvolves são os momentos que te causam algum desconforto e que te criam desafios e obstáculos. Não fujas desses momentos.

Após o fim do mandato da Direção da JADE Portugal, fui eleita Secretária Geral da LisbonPH: o cargo mais desafiante, mas também o mais recompensador que tive no meu percurso académico. Gerir uma equipa a nível interno, resolver problemas e imprevistos de uma forma diária e apresentar resultados que cumpram e superem as expectativas que tu própria, e os outros, colocam em ti e na tua equipa foram os principais desafios que me deram algumas dores de cabeça, mas que foram totalmente recompensadas pela equipa e por tudo o que vi ser alcançado. É indescritível.

Segunda dica: Tenta ao máximo relativizar qualquer desafio ou problema que te possa surgir. Aquilo que conseguires resolver, resolve e rapidamente. Há (quase) sempre uma solução!

Terminei o Mestrado em Ciências Farmacêuticas com a sensação de dever cumprido, mas com a ânsia de me inserir rapidamente no mercado de trabalho e na área que estava totalmente “fisgada” na minha cabeça: Medical Affairs na Indústria Farmacêutica. Só após sensivelmente um ano é que consegui esta oportunidade, mas será que as duas experiências profissionais que tive anteriormente foram totalmente ao lado? Claro que não! Foram sem dúvida experiências onde aprendi e desenvolvi não só competências técnico-científicas cruciais para o meu trabalho diário, como também soft-skills inerentes a qualquer tipo de função.

Terceira dica: Se não conseguires à primeira, não desistas e aproveita ao máximo as experiências onde estás envolvido, mesmo que não seja exatamente o que tinhas idealizado para o teu caminho.

Aproveita o teu percurso académico para te desenvolveres profissional e pessoalmente, mas também (e principalmente!) para criares amizades e relações para a vida.

Beijinho,

Margarida

A Experiência de Venda de Maquilhagem de um Farmacêutico

A maquilhagem é um passo essencial na rotina diária, já não se tratando apenas de um mercado feminino, mas sim unissexo, sendo usada com o intuito de esconder algumas imperfeições, como os típicos sinais de fadiga, e ganhar alguma confiança.

Quando pensamos em maquilhagem, existe ainda o senso comum de a associar maioritariamente às questões relacionadas com a moda e beleza. Contudo, para muitas pessoas não se trata de um assunto tão simples, de tal modo que, em farmácia, os cosméticos andam de mão dada com a Saúde, sem sazonalidade associada. É neste contexto que surge a maquilhagem corretiva, a qual foi criada com o intuito de disfarçar imperfeições severas consequentes de doenças, como rosácea, acne, vitiligo, hiperpigmentação, psoríase, queimaduras, cicatrizes ou sequelas de tratamentos oncológicos. É direcionada para peles muito sensíveis e quase sempre agredidas. São vários os tipos de clientes que se dirigem diariamente a uma farmácia à procura de uma solução para os seus problemas e é essencial que nós, farmacêuticos, consigamos fornecer o melhor aconselhamento possível, o qual inclua, não apenas a questão primordial que levou a pessoa até nós, mas também tudo o que possamos ajudar ao nível da prevenção, tratamento e melhoria dos sintomas para que se sinta bem com ela própria.

Passando à exemplificação do tipo de aconselhamento que podemos fornecer, na maquilhagem corretiva recorremos à neutralização de cores para disfarçar os vários tipos de imperfeições em causa. Deste modo, o verde neutraliza a cor vermelha (borbulhas ou lesões devido a tratamentos a laser), o amarelo neutraliza o violeta (varizes, hematomas, olheiras com tonalidade lilás ou marcas de intervenções cirúrgicas), o coral neutraliza o castanho (melasmas, cicatrizes hiperpigmentadas, olheiras acastanhadas ou manchas da idade). Quando estamos perante uma pele sensível, é importante aconselhar produtos hipoalergénicos, com fator de proteção solar superior a 30, e que não sejam difíceis de remover de modo a não agredir ainda mais a pele já sensibilizada. Já no caso de peles propensas à acne, aconselhar maquilhagem não-comedogénica, a qual não obstrui os poros, reforçando ainda a adoção de cuidados preventivos como uma limpeza correta da pele, os produtos de tratamento mais indicados e a proteção diária contra as agressões.

Apesar de toda a envolvente teórica, falar da experiência de venda de maquilhagem de um farmacêutico obriga igualmente a abordar a exigência face ao mundo em rápida evolução em que vivemos atualmente, com o canal digital a começar a dominar o negócio das várias empresas, e o mercado das farmácias não é exceção. Segundo o estudo da Bareme Internet, lançado pela Marktest, mais de metade dos portugueses acede à Internet, dos quais cerca de 34% dos portugueses já comprou pelo menos um produto de beleza online no último ano e 55% efetua as suas compras em sites estrangeiros. Além disso, e apesar de continuar a ser ainda um negócio com a venda focada na relação farmacêutico-cliente, estamos constantemente perante um consumidor muito mais informado e exigente, sendo fulcral o reforço formativo na saúde e beleza. O desafio reside na capacidade das farmácias se conseguirem digitalizar e adotarem preços competitivos, ganhando visibilidade online nos motores de pesquisa, através de uma boa gestão de redes sociais ou da criação de um canal de e-commerce, o qual tem um forte potencial de crescimento, e adotando as metodologias necessárias para conseguir conquistar este público-alvo.