A minha experiência na LisbonPH

O meu nome é António Leitão e fiz parte da equipa da LisbonPH entre 2016 e 2018. A nossa Júnior Empresa tinha sido fundada há poucos anos mas já tinha adquirido um dimensão considerável no setor da saúde, nomeadamente na formação de profissionais.Desde sempre ligado à área comercial, a minha grande paixão era colocar o nome e qualidade dos serviços da LisbonPH a circular pelo maior número de pessoas. Para além desta vertente institucional, os meus anos nesta Júnior Empresa permitiram-me abraçar projetos incrivelmente desafiantes e diversificados: desde edificar conferências internacionais do zero a angariar centenas de participantes para cursos e-Learning totalmente inovadores no mercado.O que trago comigo para sempre desta experiência na LisbonPH foi como me moldou de um jovem estudante para um verdadeiro profissional ainda antes de ter entrado no mercado de trabalho. Hoje sou Trainee na UCB Pharma em Bruxelas e ponho em prática diariamente grande parte das competências que adquiri na LisbonPH. Levo comigo também as inúmeras amizades que a LisbonPH me proporcionou pois sempre operámos como um grande família.Por isto e por muito mais estou bastante grato a esta minha experiência enquanto Júnior Empresário e certo de que me será sempre muito útil no meu futuro!

O Impacto das Fake News na Sociedade durante a pandemia da COVID-19

Atrevo-me a começar esta breve reflexão por ponderar que o termo “Fake News” é profundamente ingrato. Não é possível, pois, conceber que uma notícia, na sua aceção mais restrita, possa ter como caraterística a sua falsidade. 

Vivemos, por isso, reféns de uma tal incerteza que nos leva a questionar um conceito tão inocente como o da verdade. Se é certo que essa “verdade” já não o era igualmente reconfortante para tantos de nós, não fosse a inquietude da dúvida uma constante nas nossas vidas, certo é que agora a distinção entre informação e ficção ficou ainda mais distorcida. 

A intencionalidade em enganar o público ao fornecer informação falsa é uma ameaça transversal a todos os setores de atividade, mas especialmente preocupante no setor da saúde, se considerarmos as consequências negativas, e potencialmente fatais, que podem decorrer da mensagem transmitida, em muitos casos, por fontes “ditas” de credíveis. Basta relembrar a recomendação do presidente dos E.U.A., Donald Trump, para a ingestão de lixívia como método preventivo da COVID-19.

A evolução tecnológica, consumada na liberdade de acesso à informação, mas também na facilidade de propagação de ideias ou mensagens, chamemos-lhes assim, foi um “adubo” incontestável para a desinformação. Estamos, assim, a recolher os frutos do terreno fértil que foi cultivado, anos a fio, sem qualquer medida preventiva. 

Emergem agora, face a um contexto pandémico, as medidas necessárias para evitar a propagação desta avalanche de informação enganosa. A Organização Mundial da Saúde (OMS), que está a liderar a resposta da ONU à COVID-19, tem apelado a todos os governos para acautelarem plataformas de comunicação, em função das suas próprias condições e da propagação do vírus nos seus países, para combater a propagação de informação pouco fiável. 

Contudo, não chega. Tal como nos casos das doenças infeciosas, nas quais podemos incluir a COVID–19, a desinformação será um dos principais perigos para a Saúde Pública. 

É essencial pensarmos numa “estratégia” muito mais do que em medidas a curto prazo, que mais não são do que “pensos” rápidos, eles próprios, uma espécie de informação falaciosa. Estamos perante um desafio que requer uma abordagem multidisciplinar, sem qualquer tipo de dúvida.

A comunicação estratégica para a mudança é, particularmente, pertinente numa altura em que muitas das ameaças estão enraizadas no comportamento humano. Rimal e Lapinski (2009) assumiam-se otimistas quando declararam num boletim da OMS, que os comunicadores para a saúde têm uma oportunidade única de dar um contributo significativo para melhorar e salvar vidas. Agora, mais do que nunca, chegou o momento!

Andreia Garcia, Diretora-Geral da Miligrama Comunicação em Saúde

Get to Know the Alumni – Ana Frazão

Final do 1º ano de faculdade, ainda reinava a incerteza de onde me tinha vindo meter e de qual seria o meu futuro depois de ter “o canudo”. Sem saber muito bem do que se tratava, inscrevi-me numa conferência sobre Empreendedorismo que terminou justamente com a apresentação da LisbonPH à comunidade estudantil. E o bicho foi “plantado”. O fascínio de algo novo e diferente, do mote “Learning by doing”, de poder apostar não só no meu desenvolvimento como ajudar ao crescimento de um projeto que se tornou tão grande como a LisbonPH.

Comecei então a viagem LisbonPH no início do 2º ano. Arrisquei uma candidatura e entrei no agora extinto Departamento Comercial e Logística onde estive por 2 anos (um deles a liderar o mesmo). Durante todo este tempo nunca pararam de surgir novos desafios e oportunidades nas quais eu embarquei. De entre passar horas num supermercado ou numa sala da faculdade a preparar um evento, das longas e infinitas reuniões, do contacto com profissionais de saúde e outras tantas áreas, gerir objetivos e darmos o melhor de nós em tudo, ensinaram a todos nós que resiliência era e não ia deixar de ser a palavra de ordem.

Algo que a LisbonPH nos permite ganhar é também a ambição. Ambição de poder levar um projeto mais longe. De podermos vestir esta camisola azul, de poder apresentar a candidatura a um prémio a nível europeu, em Bruxelas, em frente a 300 Júnior Empresários e cerca de 30 representantes de empresas e entidades europeias (um dos momentos mais assustadores da minha vida, devo confessar) enquanto 90% da Júnior Empresa assistia, em Portugal, e torcia por este momento. E a verdade é que levámos este projeto mais longe. Júnior Empresa Mais Promissora da Europa foi um peso que todos carregámos, mas que o fizemos com o maior orgulho possível sem nunca questionar o valor que tínhamos.

Agora no mercado de trabalho, sinto-me a utilizar todas as valências que ganhei na LisbonPH. Desde o trabalho em equipa, a gestão de tempo e pessoas, o planeamento estratégico e, claro, a ambição! Trabalho em marketing farmacêutico na Janssen Pharmaceuticals e lembro-me todos os dias que este modo de estar e de trabalhar ficou sempre em mim e se expressa não só a nível profissional, como a nível pessoal.

Ana Frazão

A importância do Movimento Júnior

Em 1967, um conjunto de estudantes em França sentiu a necessidade de complementar o seu processo de educação tradicional. O seu objetivo foi o seguinte: conciliar os estudos académicos com uma experiência que não só contribuísse para o seu desenvolvimento profissional, mas também criasse valor para a sociedade e para o mundo empresarial. Deste desejo resultou a criação da primeira Júnior Empresa, uma iniciativa que hoje é considerada como uma prática de sucesso, pelos milhares de estudantes universitários que carregam o estandarte de Júnior Empresário e pelos milhares de clientes que ano após ano recorrem às Júnior Empresas para obter serviços de qualidade. Em 2020, apesar de ter passado 50 anos após a criação da primeira Júnior Empresa, a missão permanece a mesma: através de organizações direcionadas para a prestação de serviços, desenvolver os estudantes universitários e torná-los líderes do futuro, mais capacitados e contextualizados com a realidade empresarial.

Pela sua vertente empreendedora e inovadora, Portugal encontra-se no rumo desejado para tornar o conceito de Júnior Empresa o complemento ideal do sistema de educação. Aproveitando o talento universitário existente, as Júnior Empresas têm consolidado a sua posição como um dos principais veículos dos estudantes universitários para a criação de impacto na sociedade. Contando neste momento com 17 Júnior Empresas e mais de 700 Júnior Empresários, Portugal ambiciona ter uma Júnior Empresa em cada instituição de ensino universitário, devidamente estruturada e com a garantia que os serviços prestados, apresentam a qualidade indicada. 

O reflexo da qualidade atual do Movimento Júnior português assenta na constante predisposição de cada Júnior Empresa em tornar-se a melhor organização possível para os seus membros e clientes. Seja na construção de um processo de recrutamento adequado às necessidades dos estudantes, seja na criação de uma estratégia comercial que vá de encontro ao mercado, ou seja nos projetos externos criados e ajustados diretamente às necessidades dos clientes, são inúmeras as prioridades de trabalho para estas organizações. Nesse sentido, a forte ligação à sociedade e ao mundo empresarial obriga as Júnior Empresas a terem estruturas adaptadas à mudança e inovação, de forma a responderem no timing exato às movimentações do mercado.

No panorama internacional, Portugal também se assume como um exemplo de boas práticas, pelo papel que tem no fortalecimento deste conceito e pelo impacto que as suas ações têm causado no crescimento desta rede empreendedora. Recentemente, quatro Júnior Empresas portuguesas foram vencedoras dos prémios europeus Júnior Empresa mais promissora, mais sustentável, mais empreendedora e com o projeto mais impactante. Este selo de acreditação comprova a crescente competitividade das Júnior Empresas portuguesas e a diversidade existente nas suas práticas de gestão.

Embora o conceito já apresente mais de 50 anos, continuará a ser uma atividade particularmente jovem, porque vai estar sempre direcionada às gerações de estudantes universitários. Para o Movimento Júnior português, podemos acreditar que o futuro permanecerá risonho. Milhares de estudantes portugueses vão continuar a ter a oportunidade de experienciar esta aventura e potenciar o seu desenvolvimento universitário. 

Alexandre Serra, Presidente da Junior Enterprises Portugal

A EVITA e o seu Papel na Prevenção do Cancro Hereditário

A EVITA é uma associação que apoia famílias afetadas por síndromes de cancro hereditário. A sua história reflete bem a realidade dos portadores de mutação genética e a importância de serem identificados atempadamente.

Em 2007, no hospital onde trabalhava a presidente da EVITA (Tamara Milagre), uma jovem grávida tinha sido submetida de urgência a uma mastectomia radical pois tinha um tumor muito agressivo na mama. Era a Tamara quem tomava conta da operada no recobro. Ao ouvir o batimento cardíaco do feto e olhando para esta jovem doente metastática, Tamara questionou-se, chocada, acerca do que tinha corrido mal, levando a uma demora no diagnóstico fatal. Seguindo as consultas da doente grávida, percebeu que duas das suas tias paternas tinham falecido com o mesmo cancro por volta dos 40 anos, e que a causa podia estar numa mutação genética, herdada do pai, num gene responsável por nos proteger do cancro da mama.

Só então, é que a própria Tamara relacionou os vários casos de cancro da mama e ovário na sua linhagem paterna com uma possível mutação genética na família, o que a levou a realizar um aconselhamento genético. A suspeita teve a sua confirmação: uma mutação no gene BRCA1 que colocou imediatamente uma “espada por cima da sua cabeça”: a qualquer momento podia começar a desenvolver um cancro em idade precoce. E agora?

Dois anos mais tarde, a sua doente, e entretanto amiga, faleceu, deixando as duas filhas menores órfãs e um marido viúvo destroçado. Tamara prometeu que esta situação não voltaria a acontecer, nem às filhas da sua amiga, nem às suas filhas, nem a ninguém. Juntou as suas forças e criou o primeiro “ombro amigo” para os portadores de mutação genética, apostando sempre na prevenção do cancro – a associação EVITA.

As síndromes de cancro hereditário envolvem múltiplos órgãos e estão ligadas aos cancros mais frequentes e mais letais. Geralmente, a doença ocorre em idade precoce, durante o pico de produtividade e na idade reprodutiva e, por vezes, mesmo durante a gravidez. Consequentemente, torna-se o cancro mais caro. Se o portador de mutação não tem conhecimento da sua predisposição genética, os primeiros sintomas podem ser desvalorizados pela própria pessoa ou mesmo pelos Profissionais de Saúde, levando ao diagnóstico tardio com mau prognóstico. A história familiar de cancro e a idade precoce dos diagnosticados são fatores cruciais na identificação de uma síndrome de cancro hereditário. No entanto, com medidas adequadas, é o cancro com maior potencial de prevenção e diagnóstico precoce. Os portadores de mutação identificados podem escolher uma vigilância precoce e frequente, para além da quimioprevenção e de cirurgias profiláticas.

A EVITA identifica as necessidades não correspondidas mais importantes no tratamento e na prevenção de cancro hereditário: a falta de dados, a sub-identificação de portadores de mutação (nem sempre há uma história familiar evidente), os tempos de espera excessivos para testes genéticos e cirurgias preventivas, a necessidade de testes em painel, a falta de informação sobre a oncofertilidade e o diagnóstico genético pré-implantação (DGPI) e a falta de recursos. A associação EVITA trabalha arduamente para melhorar essas lacunas, aumentando o valor da saúde em Portugal e na Europa. Salvamos vidas!

Em breve teremos mais novidades: a Plataforma EVITA, o primeiro “ombro amigo” virtual, multifuncional e, nos tempos que correm, indispensável no apoio permanente aos portadores de mutação. Fiquem atentos!

O Futuro Promissor da Cosmética

A indústria de cosméticos surgiu no início do século XX como resposta à necessidade das mulheres de comprarem produtos prontos a utilizar, pois muitas já trabalhavam fora de casa. Desde então, nunca mais parou de evoluir. Serão poucas as indústrias que se adaptam tão rápida e eficazmente aos hábitos de consumo dos seus clientes. 

A indústria de cosméticos é camaleónica: acompanha, mas também cria tendências a um ritmo avassalador e, muitas vezes até, contraditório.

Para as marcas, algumas com histórias centenárias, o desafio é enorme. A adaptação diária exige uma capacidade notável de reinterpretação da missão, da visão e dos valores, sem nunca perder a coerência da mensagem. 

Numa sociedade onde ninguém quer envelhecer, onde o culto da imagem anda de mãos dadas com o ideal de sucesso, esta indústria com um pé na saúde física e mental, e outro na moda, será eternamente «moderna». 

A dinâmica dos mercados modifica-se continuamente e as exigências dos consumidores alteram-se e ampliam-se na mesma velocidade. O mercado global continua a ser beneficiado por uma série de tendências macroeconómicas, que incluem um crescimento mundial do poder de consumo pelo consumidor. Também estão presentes fatores sociodemográficos, tais como o aumento da esperança média de vida, o maior interesse pela aparência, as mudanças climáticas e no estilo de vida que criam oportunidades para novos nichos de mercado.

Os consumidores têm atualmente expetativas crescentes e mais sofisticadas. Não há apenas o foco na eficácia e segurança do produto, mas também nos ingredientes, nos materiais de conceção das embalagens, na «política» ecológica da empresa, no estilo de comunicação que adota. Os consumidores exigem uma beleza inclusiva, a igualdade de género, a atitude responsável e coerente por parte desta indústria, vista muitas vezes como fútil, mas absolutamente essencial. 

Nesta ciência vivem muitas outras. A aplicabilidade da inteligência artificial aos cosméticos é já uma realidade. São tendência os cuidados minimalistas sem componentes supérfluos, a cosmética sustentável e a personalização do produto. Para o sucesso desta evolução, muito contribuem as autoridades que regulam cada vez mais e melhor, permitindo assim a perceção pelo consumidor de que é mais seguro usar os produtos. 

A ciência cosmética pretende trazer saúde aos seres humanos criando e mantendo a beleza. A Organização Mundial da Saúde define saúde como «um estado dinâmico de bem-estar físico, mental, espiritual e social e não meramente a ausência de doença ou enfermidade». Esta ciência ajuda as pessoas a viver a sua vida saudável na sociedade através dos cosméticos que permitem revitalizar as gerações mais velhas, e tem até o potencial de vincular os idosos com a sociedade. Não se dedica apenas aos cosméticos em si, mas envolve também uma relação e uma análise da pele em que são aplicados e dos humanos que os aplicam.  

A cosmética tem um futuro muito promissor! Essa é uma certeza, para o bem de todos.

15  / 05 / 2020

Joana Nobre

A Geriatria e a Enfermagem

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), uma pessoa é considerada idosa quando tem 60 anos ou mais. Essa definição foi revista para variar conforme o estado de desenvolvimento do país onde a pessoa reside: em países desenvolvidos uma pessoa é considerada idosa a partir dos 65 anos e em países em desenvolvimento uma pessoa é considerada idosa a partir dos 60 anos.

O envelhecimento é um processo natural inevitável. Não é um processo que consiste apenas na transformação do “adulto” no “idoso” – ocorrem um conjunto de alterações no nosso corpo que tornam o indivíduo mais vulnerável a diferentes patologias. Tendo em consideração que o processo de envelhecimento pode ser beneficiado por um estilo de vida saudável, relembramos que nunca é tarde para adotar estilos de vida saudáveis que promovam um envelhecimento saudável. 

As sociedades modernas enfrentam, desde há alguns anos, o envelhecimento progressivo da sua população, colocando novos desafios e novas exigências aos sistemas de saúde. 

Com o aumento da longevidade, os profissionais de saúde, nomeadamente os enfermeiros, vêm potenciar a complexidade na sua prática de cuidados de enfermagem. Emerge um novo paradigma do cuidar, contudo, a realidade mostra-nos que no que concerne aos cuidados, as práticas assistenciais, de uma maneira geral, ainda não refletem as mudanças que se verificam na estrutura e no contexto das problemáticas associadas ao processo de saúde da doença.

A enfermagem é uma disciplina profissional que norteia os cuidados de enfermagem pela promoção dos projetos de saúde que cada pessoa vive e persegue, considerando que o cuidado de enfermagem “deve estar atento às atuais necessidades de saúde, dos indivíduos, família e comunidades, em ambientes complexos em constante mudança e interação”. A Enfermagem preconiza uma prestação de cuidados de qualidade aos utentes, de modo integral numa perspetiva holística da sociedade e do ser humano, desempenhando atividades de promoção da saúde e prevenção da doença: tratamento e reabilitação.

Os cuidados de enfermagem no idoso devem considerar as dimensões biológicas, psicológicas, sociais, económicas, culturais e políticas do envelhecimento, proporcionando um leque de respostas adequadas às reais necessidades das pessoas idosas e de suas famílias, dando visibilidade aos cuidados, prestados em diferentes contextos. São cuidados multidisciplinares e multidimensionais.

  O enfermeiro identifica a necessidade de cuidados do idoso, estabelece prioridades no cuidado, formula diagnósticos de enfermagem, planeia e executa intervenções de enfermagem dirigidas e personalizadas às características individuais, sociais e culturais das pessoas idosas e seus cuidadores, entenda-se cuidadores informais, estes, também alvo de cuidados. É, também, no seio da equipa que o enfermeiro desenvolve as práticas colaborativas no diagnóstico, tratamento e avaliação das situações.

Quando surgiu a oportunidade de trabalhar numa estrutura residencial para idosos não sabia o que me esperava, pois durante a licenciatura não temos bem noção qual a sua dinâmica e iria ser o meu primeiro impacto como profissional de saúde. Foram 4 anos de muita aprendizagem, trabalhar numa estrutura residencial para idosos é conseguir acompanhar o processo de envelhecimento ativo e saudável, conseguindo como enfermeira uma prestação de cuidados contínuos na prevenção e no controlo nas diversas patologias que são propícias no decorrer da idade. Existe um envolvimento familiar de todos os utentes que ali residem, uma vez que, não estando nas “nossas casas” exige uma série de fatores que são transmitidas no bem-estar e na saúde do idoso. 

Get to Know the Alumni – Cátia Henriques

A LisbonPH foi e é a menina dos meus olhos. Participei na fundação, mas foi depois de ver os primeiros diretores saírem que as borboletas tomaram conta do meu estômago. Agora era connosco. O início foi no Departamento Materials, Infrastructures & Resources que, com a tradução de todos os cargos da estrutura, ganhou uma nova área. O extinto Departamento Comercial e Logística, que dirigi durante mais de um ano, fez da mala do meu carro o armazém da LisbonPH. A componente comercial nesta altura era o maior desafio. Com muita vontade mas poucas provas dadas, era difícil explicar o conceito de Júnior Empresa aos potenciais parceiros.

O lema do departamento era o learning by burning. A resiliência e entrega eram o nosso modo de estar. No Conselho de Administração, definíamos os serviços e delineávamos procedimentos para garantir a maior profissionalização possível do nosso trabalho enquanto Júnior Empresários. As longas reuniões são o que me deixou maior saudade. Éramos uma equipa de sonhadores que concretizou vários objetivos e processos que ainda hoje vigoram.  

Depois de sair da equipa, mantive a proximidade através da coordenação do Alumni Board. Nesta fase, o desafio era capitalizar a ligação de quem saía da estrutura mas tinha ainda muito a dar a quem lá ficava e a quem ia chegando.  Alimentar a chama azul com um amor à camisola que não se finda no momento da saída foi a motivação para ficar ligada. Após um ano na coordenação, passei a pasta e fiquei na reserva de alumnis pontualmente participando em programas de mentoria e nestes textos em que tento pôr por palavras o impacto que tudo isto teve em mim.

No mercado de trabalho, conto com quatro anos de experiência profissional onde a escola da LisbonPH marcou sempre a minha forma de estar. Trabalhar em equipa foi sempre fundamental. Quer no primeiro trabalho na logística farmacêutica em que fazia a gestão de uma central de compras locais em Angola a partir de sintra ou, posteriormente, no Departamento das Farmácias Portuguesas da Associação Nacional de Farmácias onde cresci com o programa de Gestão de Categorias para Farmácias.

A crença de que é possível construir algo maior que nós, levou-me a abrandar na carreira e abraçar um interregno em que explorei outras áreas e me entreguei à busca da realização pessoal. Atualmente sou farmacêutica comunitária a part-time o que me permite ter tempo para desenvolver outros projetos quer de voluntariado quer de desenvolvimento pessoal. Estou ainda a desenvolver um projeto com a LisbonPH, agora como cliente.

Por isso, e concluindo, é impossível resumir o impacto que a minha passagem na LisbonPH teve e tem na minha vida. Vincou-se na minha forma de ser e estar no trabalho e na vida. Obrigada LisbonPH, obrigada a todos e todas que alimentam o amor à camisola azul.

A LisbonPH como rampa de lançamento dos estudantes no mercado de trabalho

O meu nome é Marta Reis e de momento encontro-me no 4.º ano do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.
No meu segundo ano, decidi abraçar a oportunidade de complementar a minha educação com uma vertente mais prática, desafiante e direcionada ao mercado de trabalho. Oportunidade essa que possibilitou muito mais do que esperava, ao candidatar-me à LisbonPH, Júnior Empresa da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, mais concretamente ao Departamento de Projetos que, posteriormente, tive a oportunidade de liderar.
Por pertencer a uma equipa jovem, motivada, empreendedora, com uma sede insaciável, não só pelo seu desenvolvimento enquanto equipa, mas também pelo desenvolvimento da profissão farmacêutica, tive a oportunidade de, durante dois anos e meio, adquirir soft e hard-skills que muito dificilmente desenvolveria fora. Entre as quais, gestão de tempo, liderança, public speaking, gestão de projeto, gestão de conflitos, organização, entre outros.
Em virtude deste processo de aprendizagem e contacto com o mercado de trabalho, tive a oportunidade de inovar, expandir e desafiar os limites do que um estudante se encontra apto a realizar. Hoje, considero-me mais preparada para ingressar no mercado de trabalho não só com um maior nível de know-how, mas também com uma perspetiva mais ampla e clara do mesmo.
A nível pessoal tenho muito a agradecer não só à equipa com que experienciei esta aventura, mas também à própria estrutura da LisbonPH em si.
Tive ainda a oportunidade de me envolver não só em atividades ao nível da área das Ciências Farmacêuticas, mas também, através da minha participação no Movimento Júnior em que a LisbonPH se enquadra. Participei em atividades internacionais e nacionais juntamente com muitos outros jovens que partilham este mesmo desejo de aprender e de desde cedo impactar as esferas de ação onde se inserem.
Para mim, pertencer à LisbonPH foi uma “life-changing experience”. A qual não trocaria por qualquer outro tipo de experiência e que gostaria de poder partilhar, com todos os jovens que consideram que o conhecimento académico é demasiado teórico ou que simplesmente sentem a necessidade, de diariamente, se sentirem desafiados e a evoluir. 

Marta Reis, Alumna da LisbonPH

Cuidados Nutricionais em crianças e adolescentes vegetarianos

A infância e a adolescência são períodos de rápido desenvolvimento físico e cognitivo e, durante os quais é fundamental uma ingestão alimentar apropriada. Como tal, caso a criança ou adolescente realize uma alimentação vegetariana, é importante que tenha o máximo de informação possível, mas também é essencial que os seus familiares/encarregados de educação estejam envolvidos e informados sobre as vantagens e potenciais riscos deste tipo de alimentação.

Antes de mais, é pertinente explicar em que consiste uma dieta vegetariana. Dieta vegetariana é um padrão de consumo alimentar que utiliza predominantemente os produtos de origem vegetal, excluindo sempre a carne e o pescado mas podendo incluir ovos e/ou lacticínios. A alimentação vegetariana pode classificar-se como: ovolactovegetariana (inclui ovos e lacticínios), lactovegetariana (inclui lacticínios), ovovegetariana (inclui ovos) ou vegetariana estrita/vegana (exclui todos os alimentos de origem animal).

De acordo com várias sociedades científicas, as dietas vegetarianas, incluindo as veganas, quando bem planeadas, permitem um crescimento normal de crianças e adolescentes. Em Portugal, existem opções vegetarianas nas escolas, no entanto, é fundamental que o planeamento dessas ementas seja realizado por um nutricionista para evitar défices nutricionais.

Em qualquer plano alimentar, a variedade deve ser a palavra de ordem e a alimentação vegetariana não é exceção. Quanto maior a variedade de alimentos que compõem a dieta, maior a probabilidade de que esta forneça todos os nutrientes necessários.

Ao planear a alimentação de uma criança ou de um adolescente vegetariano, dever-se-á ter particular atenção a alguns nutrientes.

É importante a monitorização da proteína. A informação atual demonstra que as crianças com uma alimentação ovolactovegetariana ou vegana atingem com facilidade as recomendações proteicas. Saliento ainda que, atualmente, é consensual que não é necessária a combinação de fontes complementares de proteína na mesma refeição para assegurar um aporte adequado.

No que diz respeito ao ferro, existem alguns pontos a ter em consideração. Devido à menor biodisponibilidade de ferro na dieta vegetariana, as necessidades de ingestão, estão aumentadas nesta população. Para maximizar a absorção de ferro, podem ser ingeridos alimentos ricos em vitamina C juntamente com alimentos ricos em ferro (ex: hortícolas de cor verde escura). No caso das leguminosas, devem demolhar-se, aumentando a absorção deste mineral.

Relativamente ao cálcio, alguns estudos apontam que a absorção de cálcio de origem vegetal é bastante interessante. Os alimentos fortificados com cálcio também podem ser uma boa opção para aumentar a ingestão do mesmo (ex: bebidas vegetais fortificadas).

Também a vitamina B12 deve ser analisada, pois a sua ingestão no padrão alimentar vegetariano é habitualmente baixa.

Saliento ainda que os ácidos gordos essenciais, o zinco, o iodo e a vitamina D devem ser monitorizados no caso de crianças ou adolescentes vegetarianos.

No caso de seguir um padrão alimentar vegetariano, as fontes alimentares dos nutrientes mencionados deverão ser privilegiadas, sendo que a ingestão de alimentos fortificados e/ou suplementos alimentares poderá ser necessária. Caso se trate de uma criança ou adolescente, é importante ser acompanhado pelo pediatra e pelo nutricionista, de forma a assegurar que não existem défices nutricionais.

Sandra Rosado (CP: 3098N)

6 de Março de 2020