Get to Know the Alumni – João Malhadeiro

Júnior: mais novo, relativamente a outro.
Empresa: sociedade ou companhia que explora qualquer ramo de indústria ou comércio.
São raros os casos em que o dicionário nos dá uma definição incompleta ou pouco clara. Contudo, quando o tema é a LisbonPH, Júnior Empresa da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, é preciso ir além do dicionário para compreender a realidade e o dia-a-dia desta Júnior Empresa na área da Saúde. O meu percurso de 2 anos na LisbonPH iniciou-se no 3º ano da Faculdade, quando ingressei no Departamento de Inovação e Científico, tendo feito parte deste enquanto membro e diretor. Durante este período, os desafios foram constantes, desde a produção de conteúdo científicos para os eventos e e-Learnings organizados pela LisbonPH, até à gestão do património informático e coordenação de equipas. Mas não ficou por aqui! A experiência na LisbonPH foi muito mais do que o trabalho dentro de cada Departamento. Foi o contacto com profissionais de saúde de diversas áreas, o trabalho em equipa e gestão de objetivos, a participação em reuniões estratégicas e operacionais onde se é voz ativa em cada projeto e os momentos em team building. Cada uma destas experiências deu-me diversas ferramentas e valências que me prepararam para enfrentar o mercado de trabalho: o trabalho em equipa, a gestão de tempo, o planeamento estratégico ou a priorização de tarefas. Após ter feito um estágio na Direção de Avaliação de Tecnologias de Saúde do Infarmed, iniciei o meu percurso na Boehringer Ingelheim no Departamento de Acesso ao Mercado, onde desempenho funções nos últimos dois anos.

O Atendimento ao Idoso na Farmácia

           Para o doente idoso, os farmacêuticos são, por vezes, os profissionais de saúde mais acessíveis. Além da venda de fármacos, o farmacêutico presta informações aos pacientes e cuidadores, monitorizam o uso da medicação, de forma a potenciar a adesão à mesma, e fazem a ponte entre médicos e outros profissionais de saúde.

           No paciente idoso com múltiplas patologias, verifica-se uma maior tendência para o consumo de mais medicamentos – polimedicação. Falhas na adesão ao regime terapêutico e erros de administrações também aumentam com a idade, que derivam, em parte, da confusão causada por terapêuticas múltiplas, distúrbios cognitivos, dificuldade visual e destreza manual prejudicada, sendo que a semelhança na embalagem dos medicamentos também pode dificultar a adesão à terapêutica no paciente idoso.

           A implementação de estratégias facilitadoras nas farmácias comunitárias é de suma importância para suprir a carência de informação característica da população idosa. Estas estratégias, além de trazerem concomitantemente um farmacêutico diferenciado que necessitará de conhecimentos específicos relativamente ao paciente idoso, também traz necessidade de promulgar os seus conhecimentos para outros profissionais de saúde, sendo, assim, um desafio para todos.

           Este profissional de saúde diferenciado, nomeadamente o farmacêutico, terá a capacidade de obter melhores resultados aquando da terapêutica do doente idoso. Nestas circunstâncias, os idosos são ouvidos e as suas opiniões são relevantes e, consequentemente, o farmacêutico humaniza a sua abordagem ao mesmo tempo que se compromete a trabalhar na sua saúde. Assim, o farmacêutico tem a responsabilidade de promover o desenvolvimento do conhecimento e, com isso, melhorar a qualidade de vida e saúde das pessoas envolvidas neste processo. A implementação de atividades que envolvam ações educativas com o idoso, por exemplo, torna-se uma maneira de ampliar o debate acerca destas questões, bem como de favorecer a formação dos profissionais de saúde.

“O utente idoso, pelas características inerentes ao avançar da idade, tem tendência à presença de várias patologias crónicas, que levam a que seja muitas vezes seguido em primeiro lugar pelo médico de família, mas também por outras especialidades médicas. Assim, a vinda à farmácia nesta população acaba por ser mais frequente que em outras faixas etárias, no mínimo uma vez por mês – alguns casos, a solidão e necessidade de apoio levam a que esta frequência aumente. O atendimento nesta faixa etária varia substancialmente de indivíduo para indivíduo, podendo verificar-se vários casos: problemas auditivos, que levam a que o tom de voz tenha que ser ajustado, problemas de locomoção, que requerem um atendimento sentado, ou muitas vezes alguma confusão com o próprio receituário e com a medicação, que requer uma maior atenção por parte do Farmacêutico na explicação das posologias, de forma a evitar erros na toma dos medicamentos.”

Farmacêutica Maria Róis

Get to know the Alumni – João Roma

O meu nome é João Roma. Liderei a equipa de fundadores da LisbonPH em 2013 e fui o seu primeiro Presidente Executivo. A LisbonPH nasceu porque acreditávamos que era necessário promover o empreendedorismo na comunidade da FFUL, aproximar os estudantes do mercado de trabalho, e promover a faculdade.Fazer parte da equipa de fundadores da primeira empresa júnior na área da saúde mostrou-me o quão extraordinário é acreditar em algo e lutar para moldar a realidade aos nossos ideais. Quando o fazemos, a nossa actividade profissional funde-se com a vida pessoal, e o nosso dia-a-dia ganha mais cor, para o bem e para o mal. Desde a LisbonPH, o meu percurso foi sempre em busca de projetos que me permitissem aprender, consolidar processos e inovar, adicionar valor. Depois de alguns estágios em logística e vendas, o meu primeiro emprego foi numa agência de publicidade, a Float Health. Trabalhei em marketing em grandes empresas do setor da saúde e beleza como a GSK, a Mylan e a L’Oréal. Em janeiro de 2019 integrei um grupo de farmácias com o objetivo de contruir o seu negócio online. Sou hoje o Gestor do e-commerce www.bairrodasaude.pt, um projeto me desafia todos os dias a crescer. Adoro o meu trabalho e o primeiro agradecimento que faço por isso é à LisbonPH.

A minha experiência na LisbonPH

O meu nome é António Leitão e fiz parte da equipa da LisbonPH entre 2016 e 2018. A nossa Júnior Empresa tinha sido fundada há poucos anos mas já tinha adquirido um dimensão considerável no setor da saúde, nomeadamente na formação de profissionais.Desde sempre ligado à área comercial, a minha grande paixão era colocar o nome e qualidade dos serviços da LisbonPH a circular pelo maior número de pessoas. Para além desta vertente institucional, os meus anos nesta Júnior Empresa permitiram-me abraçar projetos incrivelmente desafiantes e diversificados: desde edificar conferências internacionais do zero a angariar centenas de participantes para cursos e-Learning totalmente inovadores no mercado.O que trago comigo para sempre desta experiência na LisbonPH foi como me moldou de um jovem estudante para um verdadeiro profissional ainda antes de ter entrado no mercado de trabalho. Hoje sou Trainee na UCB Pharma em Bruxelas e ponho em prática diariamente grande parte das competências que adquiri na LisbonPH. Levo comigo também as inúmeras amizades que a LisbonPH me proporcionou pois sempre operámos como um grande família.Por isto e por muito mais estou bastante grato a esta minha experiência enquanto Júnior Empresário e certo de que me será sempre muito útil no meu futuro!

Get to Know the Alumni – Ana Frazão

Final do 1º ano de faculdade, ainda reinava a incerteza de onde me tinha vindo meter e de qual seria o meu futuro depois de ter “o canudo”. Sem saber muito bem do que se tratava, inscrevi-me numa conferência sobre Empreendedorismo que terminou justamente com a apresentação da LisbonPH à comunidade estudantil. E o bicho foi “plantado”. O fascínio de algo novo e diferente, do mote “Learning by doing”, de poder apostar não só no meu desenvolvimento como ajudar ao crescimento de um projeto que se tornou tão grande como a LisbonPH.

Comecei então a viagem LisbonPH no início do 2º ano. Arrisquei uma candidatura e entrei no agora extinto Departamento Comercial e Logística onde estive por 2 anos (um deles a liderar o mesmo). Durante todo este tempo nunca pararam de surgir novos desafios e oportunidades nas quais eu embarquei. De entre passar horas num supermercado ou numa sala da faculdade a preparar um evento, das longas e infinitas reuniões, do contacto com profissionais de saúde e outras tantas áreas, gerir objetivos e darmos o melhor de nós em tudo, ensinaram a todos nós que resiliência era e não ia deixar de ser a palavra de ordem.

Algo que a LisbonPH nos permite ganhar é também a ambição. Ambição de poder levar um projeto mais longe. De podermos vestir esta camisola azul, de poder apresentar a candidatura a um prémio a nível europeu, em Bruxelas, em frente a 300 Júnior Empresários e cerca de 30 representantes de empresas e entidades europeias (um dos momentos mais assustadores da minha vida, devo confessar) enquanto 90% da Júnior Empresa assistia, em Portugal, e torcia por este momento. E a verdade é que levámos este projeto mais longe. Júnior Empresa Mais Promissora da Europa foi um peso que todos carregámos, mas que o fizemos com o maior orgulho possível sem nunca questionar o valor que tínhamos.

Agora no mercado de trabalho, sinto-me a utilizar todas as valências que ganhei na LisbonPH. Desde o trabalho em equipa, a gestão de tempo e pessoas, o planeamento estratégico e, claro, a ambição! Trabalho em marketing farmacêutico na Janssen Pharmaceuticals e lembro-me todos os dias que este modo de estar e de trabalhar ficou sempre em mim e se expressa não só a nível profissional, como a nível pessoal.

Ana Frazão

A importância do Movimento Júnior

Em 1967, um conjunto de estudantes em França sentiu a necessidade de complementar o seu processo de educação tradicional. O seu objetivo foi o seguinte: conciliar os estudos académicos com uma experiência que não só contribuísse para o seu desenvolvimento profissional, mas também criasse valor para a sociedade e para o mundo empresarial. Deste desejo resultou a criação da primeira Júnior Empresa, uma iniciativa que hoje é considerada como uma prática de sucesso, pelos milhares de estudantes universitários que carregam o estandarte de Júnior Empresário e pelos milhares de clientes que ano após ano recorrem às Júnior Empresas para obter serviços de qualidade. Em 2020, apesar de ter passado 50 anos após a criação da primeira Júnior Empresa, a missão permanece a mesma: através de organizações direcionadas para a prestação de serviços, desenvolver os estudantes universitários e torná-los líderes do futuro, mais capacitados e contextualizados com a realidade empresarial.

Pela sua vertente empreendedora e inovadora, Portugal encontra-se no rumo desejado para tornar o conceito de Júnior Empresa o complemento ideal do sistema de educação. Aproveitando o talento universitário existente, as Júnior Empresas têm consolidado a sua posição como um dos principais veículos dos estudantes universitários para a criação de impacto na sociedade. Contando neste momento com 17 Júnior Empresas e mais de 700 Júnior Empresários, Portugal ambiciona ter uma Júnior Empresa em cada instituição de ensino universitário, devidamente estruturada e com a garantia que os serviços prestados, apresentam a qualidade indicada. 

O reflexo da qualidade atual do Movimento Júnior português assenta na constante predisposição de cada Júnior Empresa em tornar-se a melhor organização possível para os seus membros e clientes. Seja na construção de um processo de recrutamento adequado às necessidades dos estudantes, seja na criação de uma estratégia comercial que vá de encontro ao mercado, ou seja nos projetos externos criados e ajustados diretamente às necessidades dos clientes, são inúmeras as prioridades de trabalho para estas organizações. Nesse sentido, a forte ligação à sociedade e ao mundo empresarial obriga as Júnior Empresas a terem estruturas adaptadas à mudança e inovação, de forma a responderem no timing exato às movimentações do mercado.

No panorama internacional, Portugal também se assume como um exemplo de boas práticas, pelo papel que tem no fortalecimento deste conceito e pelo impacto que as suas ações têm causado no crescimento desta rede empreendedora. Recentemente, quatro Júnior Empresas portuguesas foram vencedoras dos prémios europeus Júnior Empresa mais promissora, mais sustentável, mais empreendedora e com o projeto mais impactante. Este selo de acreditação comprova a crescente competitividade das Júnior Empresas portuguesas e a diversidade existente nas suas práticas de gestão.

Embora o conceito já apresente mais de 50 anos, continuará a ser uma atividade particularmente jovem, porque vai estar sempre direcionada às gerações de estudantes universitários. Para o Movimento Júnior português, podemos acreditar que o futuro permanecerá risonho. Milhares de estudantes portugueses vão continuar a ter a oportunidade de experienciar esta aventura e potenciar o seu desenvolvimento universitário. 

Alexandre Serra, Presidente da Junior Enterprises Portugal

From a college student to a successful employee

The famous Chinese philosopher Confucius once said, “Choose a job you love, and you will never have to work a day in your life.”. So, how do you find a job that you will love? When you find that job, how can you write a good application and perform well at an interview, should you be invited? 

The first module of the new “Business Skills” course, developed by myself together with LisbonPH, is about landing your dream job. I have been looking at job applications and conducting interviews for 20 years and it still surprises me how badly prepared many graduates are. In this module, you will learn about how organisations review CVs/resumés and application letters, as well as how they conduct interviews. By understanding what they are looking for, you will be able to tailor your application to improve your chances of success.

After I left University 30 years ago, it took me many years to understand how organisations operate and develop the skills needed for working with others in a professional setting. I believe that, had I possessed some more business knowledge when I left University, my transition into the professional environment would have been much easier. 

Most corporate organisations organise their work along similar lines and the second module of the course will teach you how work is cascaded from a vision and mission through strategies and goals before becoming individual objectives that you will perform in your daily work. All organisations are made up of people, sometimes just a few in a small organisation up to hundreds of thousands in a large international corporate organisation. In order for an organisation to thrive, teamwork and communication are key and individuals who possess these skills invariably do better than those who don’t.  

Module 3 will teach you these skills so that you can be recognised from day 1 as being a valuable team member who makes a difference to the business. 

Finally, in module 4 you will learn about how to manage your time and workload for a healthy work-life balance. Whilst work will play an important role in your future, it should not be the only part of your life and you will need to actively prioritise your daily work and communicate effectively with your manager and your stakeholders to ensure you make an effective contribution without compromising your mental and physical health.

Technology and innovation is moving at a faster pace now than ever before and those individuals who have the academic and emotional intelligence to navigate through the rapidly changing business environment will have opportunities that their predecessors couldn’t even imagine. As a result, it is so important that you are well-prepared as you make the transition from academia into your future professional life so that you can harness the enormous potential for yourself and the global community.

Pharma Marketing 2021 – Agilidade precisa-se!

Desafios em tempos de pandemia

Em julho de 2020, partilhei a minha opinião sobre aquelas que eram, à data, as prioridades para os profissionais de marketing farmacêutico. Passados sete meses, continuo a acreditar que os pilares de sucesso para as marcas desta indústria assentam numa abordagem holística que seja verdadeiramente customer-centric, de onde nascem as linhas orientadoras para uma estratégia de marketing de conteúdos estruturada, com sustento em formas de trabalhar que sejam ágeis e permitam responder à velocidade da variação das necessidades dos clientes e outros players.

Um sinal claro dos tempos correntes é o aumento dos níveis de investimento em projetos de índole digital, a par dos efetuados por outras empresas do grande consumo, por parte de uma indústria altamente regulada (com variações regionais importantes) e tradicionalmente conservadora nas suas abordagens ao cliente. De facto, parafraseando Ian Hale, Vice President of Commercial Content na multinacional Veeva, “uma abordagem omnichannel será um fator crítico”, enquadrada nas necessidades reais dos médicos, enfermeiros, farmacêuticos e outros stakeholders, e alavancada pelos novos canais de comunicação, potenciados pela crise pandémica em que vivemos.

Para uma indústria que se tem a si mesma como altamente relacional, a alteração do modelo de interação, dito tradicional, para aquele que atualmente vigora, foi ceticamente encarado como uma barreira importante à capacidade de criar ligações com os clientes. Curiosamente, os dados já recolhidos apontam para um resultado que poderá ser inesperado para muitos, mas que é fruto de uma abordagem alinhada com a descrita anteriormente. As alterações ocorridas parecem estar a conduzir para um fortalecimento do relacionamento dos Profissionais de Saúde com a Indústria, nomeadamente ao nível dos delegados de informação médica (DIMs). Aqueles que mais cedo procuraram responder às necessidades individuais de cada Profissional de Saúde, através dos seus canais preferenciais, foram premiados com maior disponibilidade e relações mais sólidas, uma prova de conceito à importância da abordagem customer-centric aliada a uma execução omnichannel.

É neste contexto que a agilidade ganha uma dimensão fundamental na forma de funcionamento da Indústria Farmacêutica. Num contexto altamente volátil, em que as necessidades de hoje não são necessariamente as de amanhã, uma abordagem de execução por “ciclos” deixa de fazer sentido. Para enfrentar a mudança constante, é necessário que exista um plano dinâmico, alimentado por feedback que é continuamente recolhido das execuções prévias, numa perspetiva de data-driven test & learn exponencial.

Fazendo uso de uma metáfora de relojoaria Suíça, esta agilidade é a roda dentada que dará o movimento aos ponteiros da customer centricity e do omnichannel. Sem um mecanismo de feedback veloz, não será possível identificar atempadamente aquelas que são as necessidades dos clientes, o que impactará a gestão de conteúdos e canais, com consequências diretas na efetividade das iniciativas implementadas e na capacidade de alcançar os objetivos propostos.

A metáfora anterior conclui-se de forma intuitiva: nunca a pontualidade foi tão importante mas, sem agilidade, vamos andar sempre atrasados!

Nota: Este artigo reflete em exclusivo a opinião do autor.

Next Steps do Júnior Empresário – A Chegada ao Mercado Sénior

Falemos com as centenas de Júnior Empresários que já ingressaram no mercado de trabalho e penso que todos já terão recebido a mesma reação à análise do seu currículo: “Mas o que é isto aqui de Júnior Empresa?”. Existe quem opte pela típica resposta – “uma Júnior Empresa é uma organização sem fins lucrativos, formada e gerida exclusivamente por estudantes universitários, que providencia serviços a empresas, instituições ou clientes individuais” e existe quem goste de simplificar “basicamente, é um grupo de estudantes com muita energia, muitas ideias e para quem o inalcançável é mesmo o desafio certo”.

       Como recém-mestre, recém-alumna da LisbonPH e recém-chegada ao mercado de trabalho, tenho o prazer de anunciar que começo a pertencer a uma nova geração – a geração de quem já não é alvo desta questão porque, caros amigos empreendedores, estamos não a andar, mas a cavalgar na direção certa e a questão mudou de “Mas o que é isto aqui de Júnior Empresa?” para “Conta-me mais sobre a tua experiência na tua Júnior Empresa”.

       Anualmente, os mais de 800 Júnior Empresários portugueses, distribuídos pelas suas 18 Júnior Empresas e com as suas centenas de projetos, atestam à seriedade, empenho, bravura e qualidade que tornaram o Movimento Júnior Português e a designação de Júnior Empresa experiências, não só reconhecidas pelos empregadores, mas procuradas, valorizadas e sinónimas de talento a capturar.

       Mas não é só a fama das Júnior Empresas e do seu trabalho que é reconhecida. O World Economic Forum identificou algumas das skills mais valorizadas pelos empregadores para 2021. Desta lista, podemos destacar: capacidade de autogestão, resiliência, flexibilidade, autodidatismo, gestão de stress, criatividade, pensamento crítico e capacidade de resolução de problemas. As semelhanças com a descrição de qualquer Júnior Empresário sobre o seu percurso na sua Júnior Empresa e as valências que isso lhe trouxe não são mera coincidência. É assim que nos vemos e é assim que somos vistos lá fora.

       As conversas sobre a atual agressividade do mercado de trabalho, os desafios e expectativas que nos são colocados logo à entrada e a necessidade de termos algo que nos destaque são uma constante com que nos debatemos diariamente. Quando digo “nós”, quero dizer “os outros” porque nós, Júnior Empresários, decidimos há muito que melhor que debater o problema é ultrapassá-lo com as mangas arregaçadas – uma experiência única para uma aprendizagem inquantificável.

       2020 foi um ano, mais do que atípico, difícil para todos nós. O tema “saúde” tomou de assalto uma posição de destaque em todas as discussões e as falhas, necessidades e futuro desta área foram esmiuçadas até ao seu core. Conclusões e soluções mágicas? Nunca há, mas uma coisa é certa – o futuro depende da inovação e a inovação depende de nós. Nós, os jovens proativos, resilientes e cheios de vontade para trazer para o mercado as ferramentas certas que estão por detrás da verdadeira evolução.

A LisbonPH pode ser um pequeno passo, mas é o passo certo com a intenção certa. É um conjunto de pessoas que se estão a comprometer, desde cedo, com um projeto maior e mais significativo do que cada um que com ele colabora, com um espírito desprovido de segundas intenções ou interesse próprio e com uma vontade desmedida de contribuir com projetos significativos e de verdadeiro impacto.

É este o segredo que as empresas procuram, este espírito que não se ensina, mas que se cultiva, que se cuida e que está presente em todas as pessoas que realmente fazem a diferença em qualquer companhia.

A visão das empresas sobre nós e sobre o nosso trabalho? – Somos o melhor talento jovem que o mercado tem para oferecer.

-Alice Ramos