Get to Know the Alumni – Cátia Henriques

A LisbonPH foi e é a menina dos meus olhos. Participei na fundação, mas foi depois de ver os primeiros diretores saírem que as borboletas tomaram conta do meu estômago. Agora era connosco. O início foi no Departamento Materials, Infrastructures & Resources que, com a tradução de todos os cargos da estrutura, ganhou uma nova área. O extinto Departamento Comercial e Logística, que dirigi durante mais de um ano, fez da mala do meu carro o armazém da LisbonPH. A componente comercial nesta altura era o maior desafio. Com muita vontade mas poucas provas dadas, era difícil explicar o conceito de Júnior Empresa aos potenciais parceiros.

O lema do departamento era o learning by burning. A resiliência e entrega eram o nosso modo de estar. No Conselho de Administração, definíamos os serviços e delineávamos procedimentos para garantir a maior profissionalização possível do nosso trabalho enquanto Júnior Empresários. As longas reuniões são o que me deixou maior saudade. Éramos uma equipa de sonhadores que concretizou vários objetivos e processos que ainda hoje vigoram.  

Depois de sair da equipa, mantive a proximidade através da coordenação do Alumni Board. Nesta fase, o desafio era capitalizar a ligação de quem saía da estrutura mas tinha ainda muito a dar a quem lá ficava e a quem ia chegando.  Alimentar a chama azul com um amor à camisola que não se finda no momento da saída foi a motivação para ficar ligada. Após um ano na coordenação, passei a pasta e fiquei na reserva de alumnis pontualmente participando em programas de mentoria e nestes textos em que tento pôr por palavras o impacto que tudo isto teve em mim.

No mercado de trabalho, conto com quatro anos de experiência profissional onde a escola da LisbonPH marcou sempre a minha forma de estar. Trabalhar em equipa foi sempre fundamental. Quer no primeiro trabalho na logística farmacêutica em que fazia a gestão de uma central de compras locais em Angola a partir de sintra ou, posteriormente, no Departamento das Farmácias Portuguesas da Associação Nacional de Farmácias onde cresci com o programa de Gestão de Categorias para Farmácias.

A crença de que é possível construir algo maior que nós, levou-me a abrandar na carreira e abraçar um interregno em que explorei outras áreas e me entreguei à busca da realização pessoal. Atualmente sou farmacêutica comunitária a part-time o que me permite ter tempo para desenvolver outros projetos quer de voluntariado quer de desenvolvimento pessoal. Estou ainda a desenvolver um projeto com a LisbonPH, agora como cliente.

Por isso, e concluindo, é impossível resumir o impacto que a minha passagem na LisbonPH teve e tem na minha vida. Vincou-se na minha forma de ser e estar no trabalho e na vida. Obrigada LisbonPH, obrigada a todos e todas que alimentam o amor à camisola azul.

A LisbonPH como rampa de lançamento dos estudantes no mercado de trabalho

O meu nome é Marta Reis e de momento encontro-me no 4.º ano do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.
No meu segundo ano, decidi abraçar a oportunidade de complementar a minha educação com uma vertente mais prática, desafiante e direcionada ao mercado de trabalho. Oportunidade essa que possibilitou muito mais do que esperava, ao candidatar-me à LisbonPH, Júnior Empresa da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa, mais concretamente ao Departamento de Projetos que, posteriormente, tive a oportunidade de liderar.
Por pertencer a uma equipa jovem, motivada, empreendedora, com uma sede insaciável, não só pelo seu desenvolvimento enquanto equipa, mas também pelo desenvolvimento da profissão farmacêutica, tive a oportunidade de, durante dois anos e meio, adquirir soft e hard-skills que muito dificilmente desenvolveria fora. Entre as quais, gestão de tempo, liderança, public speaking, gestão de projeto, gestão de conflitos, organização, entre outros.
Em virtude deste processo de aprendizagem e contacto com o mercado de trabalho, tive a oportunidade de inovar, expandir e desafiar os limites do que um estudante se encontra apto a realizar. Hoje, considero-me mais preparada para ingressar no mercado de trabalho não só com um maior nível de know-how, mas também com uma perspetiva mais ampla e clara do mesmo.
A nível pessoal tenho muito a agradecer não só à equipa com que experienciei esta aventura, mas também à própria estrutura da LisbonPH em si.
Tive ainda a oportunidade de me envolver não só em atividades ao nível da área das Ciências Farmacêuticas, mas também, através da minha participação no Movimento Júnior em que a LisbonPH se enquadra. Participei em atividades internacionais e nacionais juntamente com muitos outros jovens que partilham este mesmo desejo de aprender e de desde cedo impactar as esferas de ação onde se inserem.
Para mim, pertencer à LisbonPH foi uma “life-changing experience”. A qual não trocaria por qualquer outro tipo de experiência e que gostaria de poder partilhar, com todos os jovens que consideram que o conhecimento académico é demasiado teórico ou que simplesmente sentem a necessidade, de diariamente, se sentirem desafiados e a evoluir. 

Marta Reis, Alumna da LisbonPH

Cuidados Nutricionais em crianças e adolescentes vegetarianos

A infância e a adolescência são períodos de rápido desenvolvimento físico e cognitivo e, durante os quais é fundamental uma ingestão alimentar apropriada. Como tal, caso a criança ou adolescente realize uma alimentação vegetariana, é importante que tenha o máximo de informação possível, mas também é essencial que os seus familiares/encarregados de educação estejam envolvidos e informados sobre as vantagens e potenciais riscos deste tipo de alimentação.

Antes de mais, é pertinente explicar em que consiste uma dieta vegetariana. Dieta vegetariana é um padrão de consumo alimentar que utiliza predominantemente os produtos de origem vegetal, excluindo sempre a carne e o pescado mas podendo incluir ovos e/ou lacticínios. A alimentação vegetariana pode classificar-se como: ovolactovegetariana (inclui ovos e lacticínios), lactovegetariana (inclui lacticínios), ovovegetariana (inclui ovos) ou vegetariana estrita/vegana (exclui todos os alimentos de origem animal).

De acordo com várias sociedades científicas, as dietas vegetarianas, incluindo as veganas, quando bem planeadas, permitem um crescimento normal de crianças e adolescentes. Em Portugal, existem opções vegetarianas nas escolas, no entanto, é fundamental que o planeamento dessas ementas seja realizado por um nutricionista para evitar défices nutricionais.

Em qualquer plano alimentar, a variedade deve ser a palavra de ordem e a alimentação vegetariana não é exceção. Quanto maior a variedade de alimentos que compõem a dieta, maior a probabilidade de que esta forneça todos os nutrientes necessários.

Ao planear a alimentação de uma criança ou de um adolescente vegetariano, dever-se-á ter particular atenção a alguns nutrientes.

É importante a monitorização da proteína. A informação atual demonstra que as crianças com uma alimentação ovolactovegetariana ou vegana atingem com facilidade as recomendações proteicas. Saliento ainda que, atualmente, é consensual que não é necessária a combinação de fontes complementares de proteína na mesma refeição para assegurar um aporte adequado.

No que diz respeito ao ferro, existem alguns pontos a ter em consideração. Devido à menor biodisponibilidade de ferro na dieta vegetariana, as necessidades de ingestão, estão aumentadas nesta população. Para maximizar a absorção de ferro, podem ser ingeridos alimentos ricos em vitamina C juntamente com alimentos ricos em ferro (ex: hortícolas de cor verde escura). No caso das leguminosas, devem demolhar-se, aumentando a absorção deste mineral.

Relativamente ao cálcio, alguns estudos apontam que a absorção de cálcio de origem vegetal é bastante interessante. Os alimentos fortificados com cálcio também podem ser uma boa opção para aumentar a ingestão do mesmo (ex: bebidas vegetais fortificadas).

Também a vitamina B12 deve ser analisada, pois a sua ingestão no padrão alimentar vegetariano é habitualmente baixa.

Saliento ainda que os ácidos gordos essenciais, o zinco, o iodo e a vitamina D devem ser monitorizados no caso de crianças ou adolescentes vegetarianos.

No caso de seguir um padrão alimentar vegetariano, as fontes alimentares dos nutrientes mencionados deverão ser privilegiadas, sendo que a ingestão de alimentos fortificados e/ou suplementos alimentares poderá ser necessária. Caso se trate de uma criança ou adolescente, é importante ser acompanhado pelo pediatra e pelo nutricionista, de forma a assegurar que não existem défices nutricionais.

Sandra Rosado (CP: 3098N)

6 de Março de 2020

Enfermagem no Estrangeiro

Licenciei-me na Escola Superior de Saúde de Santarém em 2012, após 4 anos de aulas e estágios em diversas localidades nos distritos de Santarém e Lisboa. Nessa altura, a vaga de emigração de enfermeiros como a conhecemos hoje já se tinha iniciado alguns anos antes. A disponibilidade e qualidade de informação inerente a condições de trabalho, empresas de recrutamento, entrevistas, alojamento e muitos outros temas era já de fácil acesso. Estes importantes fatores, combinados com a minha predisposição para a aventura e desejo de viajar, tornaram decisivo o passo seguinte – emigrar para o Reino Unido.

Começaram as entrevistas e preparação de documentos até surgir uma resposta positiva para trabalhar num lar para idosos no sul de Inglaterra, perto de Brighton. Ironicamente, no dia em que soube que tinha tido sucesso em assegurar um emprego em Inglaterra, senti que o mundo tinha caído a meus pés. Por momentos, a coragem desvaneceu-se e senti um vazio no coração por ter de deixar a minha família e os meus amigos para trás.

No entanto, as preparações para a viagem continuaram e, no dia 15 de janeiro de 2013, lá fui eu para Londres. Recebi acomodação por parte da empresa que me recrutou e comecei a trabalhar no tal lar. Foi um contexto de trabalho apropriado para iniciar a carreira num país diferente. O facto de um lar de idosos ter um caráter familiar e não urgente oferece tempo para a adaptação e para a prática.

Após alguns meses, senti que precisava de seguir em frente e praticar enfermagem em contexto hospitalar. Voltei a candidatar-me por via de uma empresa de recrutamento e fui trabalhar para um hospital do NHS em Dartford, na periferia de Londres, onde continuo a trabalhar até hoje.

No que diz respeito às vantagens de trabalhar no NHS, as oportunidades de aprendizagem são vastas, resultando num desenvolvimento pessoal e profissional que julgo não poder ter experienciado num ambiente semelhante em Portugal. O facto de a educação ser paga em horário laboral suscita a motivação de continuar a aprender e crescer. Acrescentado a isso a existência de progressão na carreira com um caráter meritório.  

Iniciei a carreira em contexto hospitalar como enfermeira de cuidados gerais num serviço de trauma e ortopedia, onde me deparei com as diferenças entre a prática de enfermagem num novo país e aquela para a qual tinha sido formada, o que requereu tempo de adaptação. O tempo passou e tive oportunidade de iniciar a especialização em cuidados ao idoso, evoluindo para uma posição de especialista a nível hospitalar.

Alguns anos depois, surgiu a oportunidade de cobertura de licença de maternidade da enfermeira chefe responsável pela divisão de cuidado ao idoso, o que possibilitou a aprendizagem sobre gestão em enfermagem. Após esta experiência, aprofundei um pouco mais esta área ocupando a posição de enfermeira-chefe de um serviço de cuidados ao idoso durante 1 ano até recentemente quando tive oportunidade de ser chefe de departamento de cuidados ao idoso do hospital.

A progressão na carreira não vem isolada da inevitável imersão na cultura da nação. A riqueza multicultural presente no Reino Unido é fascinante, o que tornou a aventura extremamente interessante. Cada dia de trabalho árduo continua a ser uma descoberta cultural. A relativa proximidade entre os dois países facilita a regularidade de visitas a casa para matar saudades da família, amigos e da maravilhosa gastronomia portuguesa que, onde quer que um português esteja, é inultrapassável. 

O que é ser Júnior Empresário?

> Introdução JE Europe

31.000 Júnior Empresários; 365 Júnior Empresas; 14 países europeus – estes são os números que, enquanto Júnior Empresária, me fizeram encarar o Movimento Júnior com um outro sentido de responsabilidade, uma outra visão e oportunidade de evoluir a par com uma network que, pondo de parte quaisquer barreiras culturais, se debruça sobre desafios e problemas comuns, mostrando-se incansável na sua resolução, cooperando, não só tendo em conta o presente, como perspetivando gerações futuras. 

> Objetivos JE Europe
O Movimento Júnior Europeu, representado pela Junior Enterprises Europe, tem como principal objetivo desenvolver, integrar e apoiar todos os 31.000 Júnior Empresários dispostos a gerar impacto, propondo-se a um desafio diário e sustentado por três estratégias subjacentes:

  1. Complementação do ensino teórico lecionado dentro da faculdade, exercitando-o dentro de um contexto empresarial;
  2. Disponibilização de talento e projetos de alta qualidade no mercado de trabalho;
  3. Desenvolvimento e aprimoramento da próxima geração de líderes.

> Experiência Enlargement Manager

Em Fevereiro de 2018, tive a oportunidade de me candidatar ao cargo de Enlargement Manager da JE Europe (antiga JADE), no qual integrei uma equipa internacional e dinâmica que me permitiu contribuir para o nascimento, desenvolvimento e aprimoramento de muitas iniciativas que – como diria Jean Claude-Juncker – estão a liderar o caminho para o futuro. 


Jean Claude-Juncker 

“Europe’s future is in the hands of its young people. It is your energy and creativity that will produce the new ideas and start-ups of tomorrow. Europe’s Junior Enterprises are leading the way.”

O que é ser Júnior Empresário?

Olá a todos! O meu nome é Valentina Vaz Moreira, tenho 21 anos e encontro-me de momento no quarto ano do nosso tão penoso MICF. Enquanto isto, sou também uma orgulhosa Júnior Empresária! O meu percurso começou em março de 2018 quando ingressei no Departamento de Marketing na LisbonPH. Atualmente desempenho funções enquanto International Manager da nossa tão querida JE Portugal – Federação de Júnior Empresas de Portugal -, onde tenho a honra de representar internacionalmente as nossas 17 Júnior Empresas e fazer ouvir os interesses e valores do Movimento Júnior Português, influenciando as tomadas de decisão a nível Europeu e Mundial. 

A meu ver, o Movimento Júnior é a ponte entre os jovens de hoje e os profissionais de amanhã, sendo uma alavanca de crescimento pessoal e profissional, onde aprendemos com os erros e nos desenvolvemos todos os dias, aspirando fazer sempre mais e melhor… Ser Júnior Empresário é prescindir de horas incontáveis em prol de algo muito maior que nós, culminando numa aventura de experiências e emoções que nos tornam num melhor e mais completo Profissional de Saúde do futuro!

O que é ser Júnior Empresário?

Olá! O meu nome é Tiago Dias, tenho 20 anos, frequento atualmente o 3º ano do MICF e espero conseguir despertar a tua curiosidade acerca do Movimento Júnior Português!

Ingressei no Departamento de Marketing da LisbonPH em março de 2019, no qual desenvolvi várias competências pessoais e técnicas na área de Marketing e não só. Começou assim a minha caminhada enquanto Júnior Empresário. Contudo ser Júnior Empresário não é apenas fazer parte de uma Júnior Empresa, mas também de um movimento constituído por mais de 700 Júnior Empresários em Portugal e mais de 30 000 no mundo inteiro, ligados por uma network que diariamente desafia os seus membros a fazer mais e melhor para impactar a sociedade. Movido pela vontade de fazer mais, em agosto apenas com 5 meses de experiência no Movimento, fui recrutado para a equipa da Junior Enterprises Portugal enquanto Enlargement Manager, sendo desde então responsável por apoiar a expansão do Movimento Júnior Empresa em Portugal e monitorizar a sua evolução, através de um acompanhamento personalizado que proporcione às Júnior Iniciativas (grupos de estudantes que querem criar uma Júnior Empresa) um crescimento e desenvolvimento sustentável. A LisbonPH e o Movimento Júnior trouxeram-me experiências únicas que não teria possibilidade de vivenciar em nenhum outro projeto.

Queres expandir os teus limites? Só precisas de vontade para te começares a desafiar!

Interações Bacteriófagos-Micobactérias

O grupo de investigação Bacteriophage-Mycobacteria Interactions do qual sou Investigadora Principal, tem-se focado principalmente no estudo dos mecanismos de lise bacteriana mediados por micobacteriófagos. Os micobacteriófagos são vírus que infetam e têm a capacidade de destruir o invólucro celular de um grupo de bactérias tão importante como as micobactérias. Neste se inclui o agente etiológico da tuberculose, o Mycobacterium tuberculosis. O invólucro celular das micobactérias apresenta características muito particulares, nomeadamente um elevado conteúdo em lípidos o que lhes confere as conhecidas propriedades hidrofóbicas, sendo que alguns lípidos têm um papel muito relevante na virulência. O grupo tem usado como modelo de estudo o micobacteríófago Ms6, um bacteriófago que infeta a espécie não patogénica Mycobacterium smegmatis. Os trabalhos desenvolvidos no laboratório sediado na Faculdade de Farmácia da ULisboa, foram pioneiros na medida em que se identificaram pela primeira vez as proteínas envolvidas na lise, bem como o seu alvo e o modo como elas atuam.

 

A fim de otimizarem a sua sobrevivência e propagação, os micobacteriófagos desenvolveram funções líticas particulares, distintas de outros bacteriófagos, adquirindo genes de lise adicionais e específicos que conferem uma vantagem seletiva, ao permitirem a rutura eficiente das complexas barreiras celulares que têm que ultrapassar.

 

Todos sabemos que o comprometimento do invólucro bacteriano, em particular o peptidoglicano compromete a viabilidade bacteriana. Deste modo, estudar as propriedades líticas dos micobacteriófagos para destruir bactérias patogénicas, constitui uma excelente oportunidade para desenhar estratégias para combater o problema da resistência aos antibióticos, já que os bacteriófagos utilizam mecanismos diferentes para matar os seus hospedeiros.

 

As propriedades líticas do micobacteriófago Ms6 e as descobertas mais recentes sobre a forma como estes agentes atuam na membrana citoplasmática, na parede celular e na membrana externa das micobactérias, serão abordadas no 2º Simpósio de Investigação em Tuberculose e Micobactérias não Tuberculosas”, a realizar no dia 31 de janeiro na Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.

A Gripe

A Gripe

As infeções virais respiratórias são uma situação clínica bastante comum no ambulatório, sobretudo durante o outono e inverno, apresentando uma elevada morbilidade. Durante as epidemias provocadas por Influenza, pode existir mortalidade não desprezável nos doentes considerados de risco.

Epidemiologia:

A gripe é uma infeção viral causada pelos vírus Influenza A e B. O primeiro é o mais frequente, ocorrendo anualmente, causando epidemias a cada 3 – 4 anos e pandemias a cada 10-30 anos. O tipo B ocorre a cada 2 – 4 anos e não causa pandemias.

O vírus da gripe é um vírus RNA, com grande capacidade de variabilidade antigénica, verificando-se a ocorrência de mutações minor (variação a todos os invernos) e/ou aparecimento de verdadeiros subtipos, responsáveis pelo aparecimento de epidemias (tipo A), de que são exemplos a “Pneumónica” ou Gripe espanhola (1918) e, mais recentemente, a gripe asiática (1957) e a gripe de Hong Kong (1968). 

Incidência:

É uma infeção muito frequente, com elevada morbilidade e mortalidade importante. Só nos E.U.A., há, todos os anos, 48 milhões de casos de gripe, com 4 milhões de hospitalizações e 20 mil mortos. A sua incidência é maior em crianças com menos de 6 anos, nos idosos (> 65 anos) e nos doentes considerados de risco.

Transmissão:

A transmissão é feita por pequenas partículas expelidas pela tosse. A capacidade dos aerossóis permanecerem em suspensão por várias horas é a razão do potencial de infeção e dispersão do vírus Influenza.

Manifestações Clínicas:

A clínica é semelhante à de outras infeções virais: sintomatologia respiratória com rinorreia aquosa, tosse seca e ardor retro-esternal e sintomatologia sistémica com febre, cefaleias, mialgias e artralgias. A recuperação e cura clínica são regra, podendo, no entanto, permanecer uma tosse crónica que leva algumas semanas a desaparecer.

Complicações:

Porém, as infeções virais provocadas pelo vírus Influenza podem apresentar várias complicações como traqueobronquite, pneumonia viral primária e pneumonia bacteriana secundária.

A traqueobronquite é caracterizada por sinais clínicos de infeção do trato respiratório inferior, apresentando, geralmente, um bom prognóstico. 

Já a pneumonia viral primária é uma situação mais complicada, podendo apresentar uma alta taxa de mortalidade. O doente apresenta um envolvimento pulmonar geralmente progressivo com dispneia marcada e hipoxémia que justifica ventilação mecânica. 

A pneumonia bacteriana secundária é mais frequente do que a anterior e surge em doentes em aparente recuperação de uma infeção viral típica e que têm uma “recaída” ao 6.º/10.º dia. Há envolvimento bacteriano, estando geralmente envolvidos o Pneumococos, o Haemophilus influenzae ou o Estafilococos aureus. Estas infeções devem-se, frequentemente, a uma diminuição do sistema de defesa do organismo. O tratamento passa por hospitalização do doente, ventilação, quando necessária, e antibioterapia adequada. 

Profilaxia:

Perante este quadro, por vezes tão dramático, deve ser feita a profilaxia da gripe com a chamada “vacina da gripe”. Esta vacina, que é ajustada anualmente, é eficaz, de fácil aplicação, com escassos efeitos secundários e de preço razoável.  

Get To Know The Alumni – Bernardo Crispim

A geração millennial (na qual me incluo por escassos meses para efeitos de contexto) nasceu num mundo incapaz de lhe oferecer aquilo que os seus pais e avós lhes prometeram. As gerações do pós-guerra viveram tempos incríveis de prosperidade social e económica, uma classe política estável que conseguia, melhor ou pior, responder às necessidades crescentes das pessoas. Isto levou à criação de um argumento incompleto que é uma falácia nestes tempos pós-modernos. Lembro-me de os meus pais dizerem: filho, estuda e aplica-te que vais ter um bom emprego e uma boa vida. Claro que aqui podemos entrar em discussão naquilo que cada um considera, individualmente, ser um bom emprego e uma boa vida. Mas factos são factos. O crescimento económico (quase) estagnou o que levou a sucessivas crises financeiras com os efeitos que conhecemos, ainda por sarar. A tecnologia (automação, ferramentas digitais, AI, etc) revolucionou o mercado de trabalho, tornando-o vorazmente competitivo. Os tempos mudaram e as coisas ficaram consideravelmente mais difíceis para um jovem licenciado arranjar o seu “emprego de sonho” (ou emprego só).

Então e aquilo que nos prometeram? Pois bem, a resposta que ouvimos sucessivamente é: “Diferenciação. Diferenciação. Diferenciação. Tu, jovem licenciado, se queres ter sucesso no mercado de trabalho não te podes agarrar apenas a um canudo. Tens de ser empreendedor. Tens de ser multidisciplinar (palavra cara para dizer que não podes saber só aquilo que te ensinaram na aula de Anatomia do 1º ano). Tens de ser criativo!” Ai é empreendedor que querem? Então é empreendedor que vão ter.

No final do ano de 2013 (mesmo nos finalmentes) tive a oportunidade de participar na génese do projecto que iria, mais tarde, revolucionar o perfil do típico estudante de ciências farmacêuticas. Sim, a LisbonPH. A Júnior Empresa da Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa. Algo um pouco etéreo na altura para um miúdo de 19 anos, mas que viria a fazer uma enorme diferença 5 anos mais tarde quando, este pobre millennial, se lançou na demanda do primeiro emprego. A nossa visão e objetivo era precisamente dar resposta às necessidades que sentíamos, em criar um profissional de saúde do futuro empreendedor, criativo e multidisciplinar.

Pouco ou nada sabia de gestão de projectos, marketing, estratégia de negócio, os skills básicos para trabalhar numa empresa sabem? Mas lá está, o pretendido não era isso. O objetivo era perdermos a vergonha e irmos por nós próprios aprender. Não sei. Aprendes. Como? A fazer idiota. Em equipa começámos a criar pequenos projectos juntamente com professores da faculdade que viam potencial naquilo que estávamos a fazer, geralmente eventos de cariz científico como congressos e simpósios, e assim, esta pequena locomotiva a carvão tornou-se num comboio de carga de alta velocidade (movido a energias renováveis, calma).

Durante 3 gloriosos anos (com muita dor de cabeça e noites mal dormidas à mistura) passei por duas posições distintas na LisbonPH. No início entrei para o Departamento Comercial e Logística (teve vários nomes ao longo do tempo, mas chamemos-lhe assim para facilitar), no qual participei ativamente na concepção da estratégia comercial da LisbonPH e na sua implementação. Além do trabalho institucional, estávamos também fortemente ligados à gestão de projectos, o que nos permitia trabalhar numa estrutura matricial com diferentes departamentos e desenvolver a nossa capacidade de trabalhar em equipa e de fazer várias coisas ao mesmo tempo (lá está, multidisciplinariedade). Depois desta experiência arrebatadora, assumi uma posição de liderança enquanto Secretário Geral, na qual tive o grande desafio do meu percurso. Aqui, numa posição mais estratégica que operacional, para além da representação externa da LisbonPH com os nossos clientes e pares, estava sobre a minha alçada a gestão interna da equipa de um modo crossfunctional com os diversos departamentos. Aqui, aprendi que o meu objetivo enquanto gestor de pessoas não é mandar nem fazer com que as coisas aconteçam, mas sim dar às pessoas aquilo que elas precisam para que consigam ter sucesso e crescer.

Acredito que foi aquilo que aprendi na LisbonPH que me tornou apto e possibilitou ingressar na Indústria Farmacêutica. Depois de uma breve passagem pela Direção de Avaliação de Medicamentos do Infarmed (e umas noites na farmácia do Parque Eduardo VII), iniciei um estágio no Departamento de Acesso ao Mercado da Gilead Sciences. O que seria apenas um estágio para cobrir uma licença de maternidade, rapidamente se transformou numa oportunidade única, visto que, ao final de um ano, passei a desempenhar as funções de Market Access Manager responsável pela área de Doenças do Fígado, Oncologia e Terapia Celular.

Se até ao lavar dos cestos toda a parra é vindima, nestes tempos pós-modernos o importante é o que fazes à uva e acredita, a LisbonPH é cá uma adega.