Get to Know the Alumni – Joana Craveiro

Considero-me uma pessoa muito privilegiada e grata pelo percurso profissional que tenho construído, em grande parte, devido às oportunidades que agarrei e ao trabalho árduo que dediquei em cada uma delas.

O meu percurso iniciou-se quando me juntei à LisbonPH como Marketing Trainee. Durante os dois anos em que fiz parte da organização, tive a oportunidade de evoluir para Coordenadora do Departamento de Multimédia. Esta foi uma experiência extremamente enriquecedora para mim, pois deu-me a oportunidade de trabalhar em equipa, numa estrutura organizada repleta de jovens talentos e adquirir algumas soft skills que apenas se aprendem on the job, sendo muito difíceis de alcançar no percurso académico regular.

A partir daí, tive a oportunidade de ingressar num estágio na Omega Pharma, uma oportunidade incrível para iniciar o meu caminho na Indústria Farmacêutica. Na Omega Pharma/Perrigo, evoluí para Junior Brand Manager e eventualmente Brand Manager. Nesta grande casa, tive a felicidade de trabalhar com profissionais muito talentosos e experientes que me ensinaram os conceitos básicos de marketing, gestão de projetos e comunicação. A experiência que adquiri nesta empresa foi inestimável e serei sempre muito grata pelas oportunidades que me foram dadas.

Há cerca de dois anos e meio, entrei na Angelini Pharma como Senior Brand Manager, onde me encontro hoje. Este foi um novo desafio, pela mudança de empresa, mas também pelo estímulo de trazer uma nova visão, com foco nos canais digitais e mindset empreendedor e inovador para a companhia. Juntando a isso, a enorme responsabilidade e oportunidade de desenvolver um jovem talento. Esta tem sido uma jornada emocionante e pude aprender e crescer de maneiras que nunca pensei ser possível. Tenho um orgulho imenso na equipa da Angelini e nos resultados que temos alcançado juntos.

Fazer parte da LisbonPH foi fundamental para o meu desenvolvimento! Ajudou-me a crescer pessoal e profissionalmente e tenho um enorme orgulho por ter feito parte da organização. Cultivou em mim uma Profissional de Saúde do futuro, empreendedora, criativa e multidisciplinar. Ainda hoje, mantenho um vínculo especial com esta organização, como cliente atual com grandes expectativas de uma parceria longa e frutífera. 

Toda a experiência que adquiri na LisbonPH e nas empresas que me acolheram foi inestimável e serei sempre muito grata pelas oportunidades que me foram dadas.

Violência Obstétrica em Portugal

2021 foi um ano complexo para a Violência em Portugal e não só. Foi um dos piores anos em Portugal, em termos de estatística de violência interpessoal, com mais mortes, mais casos de agressão e mais crimes violentos. A pandemia do COVID-19 e os confinamentos aumentaram o tempo de contacto entre vítimas e agressores, dificultando os pedidos de ajuda, quer a forças policiais, quer a serviços de saúde. As vítimas recorreram menos do que em anos anteriores à pandemia, como em 2018 e 2019.

Durante a pandemia de COVID-19, houve a preocupação dos serviços em geral para evitar a presença de pessoas externas, o máximo possível. No caso dos serviços de saúde de obstetrícia, os pais foram impedidos de entrar e apoiar as parturientes e companheiras, excluindo-os do processo de nascimento da sua família.

Em termos de violência obstétrica (VO), esta é entendida como a apropriação do corpo e processos reprodutivos das mulheres pelos Profissionais de Saúde, que se expressa num tratamento desumanizado e excesso de medicalização, levando à perda de autonomia e capacidade decisória das mulheres sobre os seus corpos e sexualidade. A VO é a violência que ocorre contra mulheres nos serviços de saúde em contexto de maternidade e pós-parto, cuidados durante as perdas gestacionais e cuidados de ginecologia.

De acordo com um questionário online elaborado pela Associação Portuguesa pelos Direitos da Mulher na Gravidez e Parto (APDMGP) “Experiências de Parto em Portugal”, em média, 30% das inquiridas sentiu situações de desrespeito, abuso ou discriminação que influenciaram a sua experiência de parto e afetaram a sua vida. Este questionário de 21 questões foi feito de 2015 a 2019 e foi respondido por 7555 parturientes. A idade média das mulheres foi de 33 anos e, na sua maioria (82,83%), foram atendidas em hospitais públicos. Apenas 18,5% considerou que o que tinha idealizado para o seu parto foi respeitado. O direito a acompanhantes apenas não se verificou em 18% das inquiridas. Após o parto, 44,7% das inquiridas sentem que falharam ou arrependem-se de como o parto decorreu, e quanto menos satisfeitas com a sua experiência de parto, mais assustadas ficam com a ideia de voltarem a ser mães. 

Na prática, a VO engloba, de acordo com Browser e Hill, Harvard Nacional School of Public Health, 2010, abusos físicos, cuidados não consentidos, cuidados não confidenciais, cuidados não dignificantes, discriminação baseada em atributos, abandono ou recusa de cuidados e detenção da mulher na instituição contra a própria vontade.

A VO inclui-se em maus-tratos nos cuidados de saúde, de acordo com BOHREN et al, (2015), The Mistreatment of Women during Childbirth in Health Facilities Globally: A Mixed-Methods Systematic Review, nomeadamente como o abuso físico, sexual e verbal, o estigma e discriminação, não corresponder a padrões de cuidado profissionais, relação deficiente entre mulheres e prestadores de cuidados; e condições e constrangimentos do sistema de saúde.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a VO é considerada uma violência de género contra as mulheres. Em termos práticos, pode manifestar-se nos vários comportamentos relacionados com a prática clínica. Tem ainda consequências físicas, psicológicas, económicas e socioculturais. Em termos de consequências físicas, podem ocorrer com os processos de episiotomia e episiorrafias as complicações infecciosas, sépsis e lacerações.

A episiotomia é um procedimento médico executado durante o parto que permite aumentar o diâmetro de saída do canal de parto. Esta realidade poderá, teoricamente, prevenir lacerações perineais, permitir um processo de reparação e cicatrização mais fácil, preservar o suporte muscular do pavimento pélvico, reduzir o traumatismo neonatal e ajudar na extração fetal mais rápida. Existem 3 tipos principais: médio-lateral, mediana e outros (lateral, em J, em T).

Os riscos de intervir no canal de parto com episiotomias são: alargar a extensão da incisão, aumentar a hemorragia e a dor pós-parto, provocar disfunção sexual, infeção e deiscência da sutura, com possível aumento do risco de laceração perineal em partos futuros; e um resultado anatómico não satisfatório para a mulher.

As lacerações podem ser de vários graus, de acordo com a profundidade e número de camadas de tecidos afectados:

  •   Grau 1 – pele, tecido celular subcutâneo, epitélio vaginal;
  •   Grau 2 – fáscia e músculos do períneo;
  •   Grau 3 – esfíncter anal: 3a – < 50% EAE ;3b – > 50% EAE 3c – EAI (para além de rutura completa do EAE);
  •   Grau 4 – mucosa rectal.

Em termos físicos, os resultados a longo prazo podem ser alterações musculares do períneo, incontinência fecal e urinária, aumento do risco de rutura uterina, vesical ou intestinal em partos ou intervenções cirúrgicas abdominais posteriores. Muitos destes processos terão de ser operados e reconstruídos ou submetidos a reabilitação do pavimento pélvico, uma forma de fisioterapia localizada.

Em termos psicológicos, podem existir consequências para a mãe, para o pai, para o bebé, para a família e para a sociedade em geral. Podem surgir patologias como depressão, ansiedade generalizada, processos fóbicos e perturbação de stress pós-traumático.

Em termos económicos, pode persistir a dificuldade da família, ou na maioria dos casos das mulheres, em retomar a sua atividade profissional por motivo de doença, ausências ao trabalho, dificuldade em ter acesso a cuidados de saúde reabilitadores da saúde da mulher como a fisioterapia, cirurgias, psicologia, entre outros.

Em termos socioculturais, a mãe pode ter dificuldade em ajustar-se ao seu novo papel como mãe, em instituir e manter a amamentação e em estabelecer vínculo afetivo com a criança, quanto à sua auto-estima, relação com o seu corpo que mudou, a relação com seu/sua parceiro/a, a sua ligação com o bebé e a vontade de ter mais filhos.

Um termo mais abrangente para VO, e que ainda está em discussão, é Violência Ginecológica e Obstétrica, que foi discutida na Resolução 2306/2019, de 3 de outubro do Conselho da Europa. Atualmente, é uma realidade não existir tutela específica para esta forma de violência, nem o seu reconhecimento. No entanto, são situações pouco expressivas em Portugal, existindo problemas de recolha de provas, visto que pode pôr em causa a privacidade, intimidade da mulher e o sigilo médico. A situação do direito português mantém-se neutra, não existindo ainda uma definição nem médica, nem legal para a situação.

De acordo com a legislação portuguesa, toda a mulher tem direito a:

  • Direito à privacidade e confidencialidade – 15.º A, n.º 1, b);
  • Direito à assistência contínua – 15.º G e 18, n.º 2;
  • Direito ao tratamento condigno e respeitoso (livre de coação, violência e sem discriminação, direito a um parto humanizado) – 15.º A, n.º 1, c), d), e);
  • Direito a um intérprete se necessário – 15.º C, n.º 3;
  • Direito à informação, recusa e consentimento informado – 15.º A, n.º 1, a)
  • Direito à liberdade/autonomia – 15.º A, n.º 1, g);
  • Direito aos melhores cuidados de saúde – conforme a MBE e Recomendações da OMS – 15.º A, n.º 1, f) e art. 15.º F, n.º 2 e 6;
  • Direito à amamentação – 15.º H;
  • Direito ao alívio da dor – 15.º F, n.º 4;
  • Direito à mínima interferência – 15.º F, n.º 2 e 6;
  • Outros direitos na qualidade de utente: direito de associação, acesso a cuidados de saúde, fazer reclamações/queixas e responsabilização.

Embora a situação ainda esteja nos termos descritos, em Portugal assistimos a uma grande discussão pública sobre o tema de violência obstétrica nos últimos meses de 2021 que, pela primeira vez, abarcou várias esferas da vida pública: políticos, meios de comunicação social, Profissionais de Saúde e sociedade civil.

Enquanto ativista que colabora na APDMGP, médica e mãe, sinto que poderá ser um caminho importante para criarmos pontes, dinamizar centros de excelência para práticas mais próximas das mulheres e com os seus direitos respeitados. 

 

A Dra. Lara Domingues Diogo 

Médica Especialista em Medicina Geral e da Família 

Viver com a doença celíaca

 

Viver sem um diagnóstico de doença celíaca foi difícil. Com 20 anos tinha alterações nas análises, anemia cuja origem desconhecíamos, era muito branquinha, com um desenvolvimento físico inferior ao esperado para a idade, e, mais tarde, as diarreias e os vómitos tornaram-se mais frequentes. Tudo isto relacionado com a má absorção intestinal de vitaminas e minerais.

O diagnóstico e as medidas alimentares que adotei deram-me uma vida nova. Melhoraram a minha saúde, desapareceram os sintomas e as alterações das análises e o meu desenvolvimento e aspeto físico tornaram-se muito mais saudáveis. O simples reconhecimento da minha situação clínica permitiu-me deixar de estar constantemente preocupada com a minha saúde e passei a centrar a minha preocupação na alimentação. 

Relembro que a doença celíaca tem predisposição genética e que é uma doença auto-imune e não uma simples intolerância alimentar. 

O pós-diagnóstico foi desafiante, já então nutricionista, mas longe da realidade de um celíaco. Tive que aprender a lidar com esta nova situação, com muitas dificuldades no início, mas felizmente pude contar com o apoio de pilares basilares – os meus pais, a Associação Portuguesa de Celíacos, os Encontros Nacionais de Celíacos e muita formação na área, que hoje faço questão de manter. 

Falar sobre doença celíaca é falar sobre a nossa alimentação, as nossas rotinas, os convívios, as festas e as férias. É conversar sobre algo imprescindível para a nossa saúde física e mental, com particular relevância quando o diagnóstico é na adolescência.

Lembro-me de ter diversos desafios ao longo destes anos. O mais difícil aconteceu na minha lua de mel no Brasil. No resort, apesar de contar com o apoio de uma “Nutricionista”, só me queriam dar comida diet (não isenta de glúten). Não consegui fazer um regime alimentar adequado e não me sentindo confiante vim da lua de mel com menos peso. Numa despedida de solteira, numa pizzaria, levei uma lasanha pré-feita, sem glúten, para me deliciar (seria impossível conseguir comer algo seguro isento de glúten numa pizzaria), mas diverti-me imenso. Em diversos casamentos tive que levar o meu trolley com a comida para todo o dia, porque o risco de ficar doente era muito provável, pelo risco sério e muito provável de contaminação com glúten. Desta forma, optei sempre por alternativas saborosas e seguras e, por isso, diverti-me sempre nestes momentos especiais. 

Atualmente com dois filhos, os desafios são diferentes. O meu filho mais velho tem 4 anos (o outro tem apenas 5 meses) e sabe que a mãe é celíaca, que existem alimentos que não pode comer e que ele pode por não ser celíaco, mas existem outros tantos que a mãe come e ele também, alimentos iguais, mas sem glúten, porque são seguros para a sua mãe.

Quero que ele compreenda que ser celíaca não me restringe nem limita em nada. Apenas me exige e obriga a uma organização das coisas de outra forma. Quero que ele saiba que muitas vezes a ajuda dele é preciosa, em coisas tão simples como não partilhar o seu pão e as suas bolachas comigo, e que tem de lavar as mãos para não contaminar os meus alimentos. Para os meus filhos, a nossa rotina acaba por ser normal. 

Neste contexto, todos nós na condição de adultos informados, perante crianças com doença celíaca ou alergias alimentares, temos a obrigação e o dever de combater eventuais preconceitos sobre esta situação. É a nossa função esclarecer e incentivar conversas nesta temática, ajudando a desmistificar eventuais preconceitos errados e contribuindo para  combater eventuais sentimentos de vergonha perante colegas e amigos, de algo imprescindível para a saúde deles, que é o rigor com a alimentação, com alimentos específicos ou com contaminações cruzadas.

 

Dra. Rita Morais, Nutricionista

Get to Know the Alumni – Ana Fernandes

Olá a todos!

 

O meu nome é Ana Fernandes, tenho 23 anos, sou mestre em Ciências Farmacêuticas e trabalho atualmente na L’Oréal como Brand Activation Assistant. E hoje, com muito orgulho e saudade, relembro o meu percurso na LisbonPH, enquanto membro do seu Alumni Board.

 

Em todo o meu percurso académico, valorizei a participação em projetos e atividades extracurriculares, pois foram estes que me permitiram diferenciar no mercado de trabalho. E, obviamente, os meus 3 anos na LisbonPH foram, sem dúvida, extraordinários e incomparáveis, repletos de conquistas e obstáculos superados.

 

Fazer parte da LisbonPH possibilitou-me conhecer novas pessoas, novas perspetivas, crescer, errar e superar-me. Incentivou-me também a continuar a desenvolver-me a nível pessoal, bem como futura Profissional de Saúde mais capaz, criativa, empreendedora e multidisciplinar, de modo a alcançar todo o meu potencial.

 

Ser gestora de projeto da LisbonPH permitiu-me encontrar o meu foco e paixão pela sinergia entre gestão de pessoas e otimização de processos no desenvolvimento de projetos de elevada relevância. Como Secretária-Geral, tive um desafio ainda maior: gerir, desta vez, uma equipa de mais de 65 membros com mais de 30 projetos, onde a minha maior ambição e conquista foi criar uma equipa unida, motivada e proativa, em constante desenvolvimento e ascensão. Neste cargo, contribuí ativamente para todas as decisões estratégicas e garanti o desenvolvimento interno da Júnior Empresa.

 

Todas as experiências da LisbonPH não só me trouxeram inúmeras amizades e memórias que guardo com muito carinho, como também me permitiram potenciar as minhas qualidades e combater as minhas inseguranças, a nível pessoal e profissional.

O meu conselho é, primeiramente, que aproveitem e participem em todos os projetos que vos acrescentem valor durante o vosso percurso académico. O segundo conselho é que se tiverem interesse e oportunidade de fazer parte do Movimento Júnior e da LisbonPH que dêem o vosso máximo, porque acreditem que toda a vossa dedicação e trabalho refletir-se-á sempre em conquistas. E, por último, play to win, “Põe quanto és no mínimo que fazes”.

Lipossomas para aplicação tópica

Em meados da década de 60, Alex Bangham descobriu umas vesículas esféricas com uma membrana lipídica constituída por fosfolípidos, nomeadamente a fosfatidilcolina (entre outros lípidos) e um espaço interno aquoso. Bangham denominou-as de lipossomas. Tendo em conta a sua natureza química, estas vesículas permitem incorporar e veicular tanto substâncias ativas lipofílicas como hidrofílicas. Podem apresentar diferentes tamanhos conforme a sua composição, o número de bicamadas lipídicas e variando o seu método de preparação. Ao diversificar a composição e a estrutura dos lipossomas, têm surgido diferentes tipos de vesículas lipossomais com diversas aplicabilidades, incluindo para aplicação na pele, tais como: vesículas elásticas ou ultradeformáveis (transfersomas, etossomas e transetossomas); fotossomas e ultrassomas; Fitossomas; Marinossomas; etc.

As vesículas elásticas (150 ± 50 nm) foram desenvolvidas para se conseguir obter uma maior penetração das substâncias ativas incorporadas ao nível das camadas mais profundas da pele. Os promotores da penetração cutânea nos transfersomas e etossomas são o tensioativo e o etanol, respetivamente. Após a aplicação dos transfersomas na pele ocorre a evaporação da água na formulação havendo a criação de um gradiente osmótico (hidrotaxis) ao longo da pele que, juntamente com a elasticidade das vesículas conferida pelas moléculas de tensioativo na bicamada, promove a sua deformação (sobretudo nas zonas de stress mais desidratadas), aumentando dessa forma a penetração cutânea pelos “canais de passagem”. O mecanismo de penetração cutânea dos etossomas está associado à interação do álcool com a bicamada lipídica do estrato córneo, a qual resulta na disrupção da organização lipídica, aumentando assim a fluidez e a permeabilidade membranar.  Por sua vez, a penetração cutânea dos transetossomas está relacionada com um mecanismo híbrido, uma vez que estas vesículas resultam da fusão da composição das anteriores.

Os fotossomas são outras vesículas que se destacam pela presença de uma enzima fotorreativa (fotoliase) que é libertada na presença de um dado comprimento de onda, protegendo a pele da exposição solar. Deste modo, os fotossomas podem ser incluídos na formulação de protetores solares e usados na terapia fotodinâmica. À semelhança dos fotossomas, os ultrassomas contêm a enzima endonuclease e também protegem a pele dos danos causados por raios UV, tendo por isso aplicações semelhantes.

Os fitossomas são vesículas lipossomais contendo constituintes botânicos na sua composição, apresentando uma maior biodisponibilidade face aos extratos puros.

Os marinossomas são formados por extratos lipídicos de origem marinha com aplicação em doenças inflamatórias  da pele devido à metabolização dos ácidos gordos pelas enzimas da pele em metabolitos com propriedades anti-inflamatórias.

Além das vantagens particulares, estas vesículas apresentam inúmeras vantagens gerais ao nível da pele, tais como:

  1. a) Composição semelhante à da pele (fosfatidilcolina); 
  2. b) Maior penetração na pele (sobretudo as vesículas deformáveis); 
  3. c) Maior hidratação, suavidade e elasticidade da pele – a fosfatidilcolina apresenta uma elevada capacidade de ligação às moléculas de água, exercendo uma ação humectante e hidratante; 
  4. d) Melhoria da função de barreira da pele – os fosfolípidos contêm uma elevada percentagem de ácido linoleico que, por sua vez, estimula a síntese de ceramida, fundamental na manutenção da barreira cutânea. Pelo contrário, essa barreira será comprometida no caso de vesículas com álcool, entre outros promotores de absorção cutânea;
  5. e) Diferentes funções em formulações (ativos; emulgentes; promotores da penetração cutânea; humectantes; estabilizantes, etc.).

Em suma, tendo em conta a sua incrível versatilidade, existem já vários produtos dermatológicos com lipossomas na sua composição, abrindo portas a um avanço inexorável nesta área!

 Professora Doutora Andreia Ascenso

Top 10 dicas para o LinkedIn

O LinkedIn é uma rede profissional poderosa, mas os resultados só aparecem quando dedicamos algum tempo para o deixar apelativo e alinhado com os nossos objetivos profissionais.

 

Seja para encontrar emprego, crescer na carreira ou para encontrar clientes, utilizar o LinkedIn é muito mais fácil do que se possa imaginar. Basta um pouco de boa vontade para começar e depois é só manter a regularidade. 

 

Mas por onde começar a usar o LinkedIn?

 

Deixo-vos as minhas Top 10 dicas LinkedIn para que possam começar com o pé direito nesta rede profissional:

 

  1. Defina um único objetivo: É possível ter mais de um objetivo, mas se está a começar agora, sugiro focar-se em apenas um para facilitar. Este pode ser encontrar um emprego, obter uma promoção, encontrar candidatos e/ou clientes ou, simplesmente, construir autoridade e fortalecer a sua network.

 

  1. Otimize o seu Perfil: O perfil deve estar completo, com todas as informações preenchidas. Mas só isso não basta! É necessário que o perfil esteja alinhado com o seu objetivo profissional atual. Por exemplo, se está numa fase de mudança de carreira ou pretende deixar o seu emprego para construir o seu próprio negócio, o seu perfil deve demonstrar essa mudança. 

 

  1. Use palavras-chave no título: Palavras-chave são termos que usamos quando fazemos uma pesquisa no Google ou noutro motor de pesquisa. No LinkedIn é igual,  deve utilizar as palavras-chave relacionadas com a sua área profissional para que o seu perfil apareça quando alguém faz uma pesquisa.

 

  1. Foto: Um dos piores erros cometidos no LinkedIn é ter uma foto de má qualidade ou, pior ainda, não ter fotografia de perfil. A maioria das pessoas  não aceitam uma conexão de perfil sem fotografia. Então, corra para escolher uma fotografia atual, na qual esteja com uma postura profissional, simpática e representativa do seu cargo atual.

 

  1. Sobre: Esta é a seção mais difícil do perfil, sem sombra de dúvidas. Fale sobre as suas experiências, resultados e o que o diferencia. Pode também enumerar as suas principais competências técnicas e soft skills. E não se esqueça de deixar um email de contacto.

 

  1. Peça recomendações: Ao pedir recomendações às pessoas com quem trabalhou (colegas, professores, chefes, funcionários, fornecedores ou clientes) vai conseguir  aumentar a credibilidade do seu perfil.

 

  1. Preencha o campo “Competências”: Este campo é muito importante. Use palavras-chave para facilitar o trabalho do motor de pesquisa do LinkedIn.

 

  1. Experiências: Aqui não se limite ao cargo atual, nome da empresa e período trabalhado. Faça uma breve descrição de cada uma das suas experiências para estabelecer o seu percurso profissional até o momento.

 

  1. Publique conteúdos: Escreva publicações sobre temas relacionados com a sua área profissional para atrair a atenção dos recrutadores ou dos potenciais clientes.

 

  1. Relacione-se com a sua rede: Ter um perfil impecável é apenas o primeiro passo. Isso porque o perfil é estático, ninguém vai entrar no seu perfil todos os dias para ver o que anda a fazer. A solução para movimentar o seu LinkedIn é muito simples: converse com as pessoas.

Faça comentários em publicações que tenha gostado, envie mensagem privada para colegas que não vê há algum tempo e ofereça ajuda sempre que puder.

Estas foram as minhas Top 10 dicas para a boa utilização do LinkedIn. Além de segui-las, eu recomendo que complete o seu perfil em todos os detalhes, pois isso vai aumentar a visibilidade do mesmo.

 

***

Karla Martins é professora, mentora e consultora do LinkedIn.

 

E-mail: geral@karlamartinsconsulting.com

LinkedIn: https://www.linkedin.com/in/karlamartins-consulting/

Get to Know the Alumni – Tiago Dias

Olá a todos! O meu nome é Tiago Dias, tenho 23 anos e sou um orgulhoso membro do Alumni Board da LisbonPH.

O início da minha participação na LisbonPH remonta a 2018, quando no meu 2º ano do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas na FFUL decidi que apenas o curso não seria suficiente para alimentar a minha vontade de aprender mais sobre o mercado farmacêutico, e como tal, a LisbonPH seria sem dúvida o melhor sítio para desenvolver este meu interesse.

Contudo o meu caminho não começou de forma linear, pois no X Recrutamento da LisbonPH, após ter participado no Open Day, submeti a minha candidatura, mas infelizmente a mesma acabou por não se concretizar. No entanto, no recrutamento seguinte em março de 2019, acabei por ingressar no Departamento de Marketing da LisbonPH onde permaneci durante cerca de dois anos, primeiramente como membro e depois como Diretor. Foi durante este tempo que aprendi na prática as bases e conceitos de Marketing de forma a aplicá-los em dezenas de diversos projetos em que estive envolvido. Foi sem dúvida um momento de descoberta pessoal e crescimento, em que não só percebi o interesse particular que tenho nesta área e me abriu os horizontes para o meu futuro profissional, como também me permitiu descobrir pela primeira vez como liderar e gerir uma equipa.

Paralelamente mantive sempre uma postura ativa no Movimento Júnior em Portugal, tendo ingressado na federação nacional – Junior Enterprises Portugal enquanto Enlargement Manager com responsabilidades no acompanhamento e incubação de novas Júnior Empresas em diversos estabelecimentos do ensino superior espalhados pelo país.

Terminei a minha caminhada na LisbonPH enquanto Presidente Executivo, tendo sido o maior e mais gratificante desafio que já tive oportunidade de viver. Assim, durante um ano, liderei a equipa de mais de 50 membros da LisbonPH ao longo de dezenas de projetos que colmataram num impacto significativo no setor da Saúde em Portugal, evidenciado pela conquista dos prémios de “Júnior Empresa Mais Sustentável” e “Projeto Mais Impactante”, ambos a nível europeu atribuídos pela Junior Enterprises Europe no âmbito dos Excellence Awards.

Atualmente, desempenho funções enquanto Hospital Unit Marketing Trainee na Bayer Portugal, nas áreas terapêuticas de Oftalmologia e Oncologia, onde todos os dias sinto que as aprendizagens e ferramentas que desenvolvi nos tempos de membro da LisbonPH me ajudam a superar qualquer desafio que me seja apresentado.

Sobre este percurso, sei sem qualquer dúvida que a LisbonPH e o Movimento Júnior foram imprescindíveis no meu crescimento tanto pessoal como profissional, permitindo-me desde cedo ter uma aproximação muito forte ao tecido empresarial e a diversas realidades que contribuíram para ser um profissional verdadeiramente empreendedor, criativo e multidisciplinar. 

Impressão 3D e Veiculação Localizada de Fármacos

A impressão tridimensional (3D) é considerada uma das tecnologias emergentes que estão a revolucionar a Indústria Farmacêutica e Biomédica. De uma forma simples, considera-se que a impressão 3D consiste na produção de um objeto sólido tridimensional, com qualquer forma, a partir de um modelo digital. A impressão 3D é alcançada através de um processo aditivo, no qual são depositadas camadas sucessivas de material com a forma pretendida. Exemplos de técnicas de impressão 3D que têm vindo a ser utilizadas na área biomédica são a fotopolimerização, a estereolitografia, o processamento de luz digital, o jato de tinta, a extrusão, a fusão da camada de pó, a sinterização com laser seletivo, entre outras.

Spritam® (levetiracetam), comprimido orodispersível indicado para o tratamento da epilepsia, foi o primeiro medicamento produzido por impressão 3D a ser comercializado após aprovação pela Food and Drug Administration em agosto de 2015, iniciando-se a Era “pharmacoprinting” na Indústria Farmacêutica. 

Neste contexto, uma das áreas onde a tecnologia de impressão 3D tem vindo a ser muito explorada por diversos grupos de investigação relaciona-se com os sistemas para veiculação localizada de fármacos. Estes sistemas centram-se no tratamento de patologias para as quais a administração oral ou sistémica enfrenta desafios, como a reduzida biodisponibilidade dos fármacos nos tecidos/órgãos alvo. A impressão 3D pretende obter estruturas diversas recorrendo a diferentes tipos de biomateriais (poliméricos, cerâmicos, metálicos ou compósitos) com uma arquitetura e dose do fármaco adaptado para veiculação localizada, permitindo a sua vetorização para um local específico (órgão, tecido), ou mesmo para compartimentos intracelulares.

Diversos exemplos vêm surgindo na literatura científica, designadamente o desenvolvimento de um patch impresso por extrusão contendo 5-fluorouracil para ser aplicado diretamente no pâncreas para suprimir o crescimento das células neoplásicas1. Outras aplicações referem-se à veiculação para o tecido ósseo através da produção de scaffolds, estruturas que mimetizam a matriz extracelular óssea e que podem ser combinadas com antibióticos, anti-inflamatórios ou antineoplásicos para o tratamento de patologia óssea2,3. Outro exemplo com enorme interesse refere-se à produção de microagulhas, um sistema de administração minimamente invasivo e praticamente indolor para o paciente, que pode facilitar a veiculação de fármacos em zonas de difícil acesso, como é o caso do ouvido interno4

Existem, ainda, muitos desafios no desenvolvimento destes produtos, nos biomateriais, nos processos e  em aspetos de regulação. No entanto, a tecnologia de impressão 3D aplicada a sistemas de veiculação localizada tem vindo gradualmente a despertar um interesse crescente e, a longo prazo, pretende-se que estes sistemas possam ser customizados a uma patologia, dose, local de ação e às especificidades de cada paciente.

Doutora Ana Francisca Bettencourt. 

Professora Auxiliar com Agregação em Tecnologia Farmacêutica, Faculdade de Farmácia da Universidade de Lisboa.

Microplásticos

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Get to Know the Alumni – Cláudio Carmona

Olá a todos, o meu nome é Cláudio Carmona e participei na fundação da LisbonPH, em 2013, assumindo, numa primeira fase, a Direção do Departamento Comercial e Marketing e, mais tarde, a Direção do Departamento de Recursos Humanos. Durante o meu percurso, tive a oportunidade de liderar as respetivas equipas destes dois departamentos, uma experiência não só muito divertida, mas também enriquecedora do ponto de vista do desenvolvimento de competências.

Após terminar o Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas, ingressei, em primeiro lugar, na Ordem dos Farmacêuticos, onde coordenei um projeto de Promoção e Educação para a Saúde nas escolas, a “Geração Saudável”. Posteriormente, trabalhei na área da distribuição farmacêutica, no departamento de vendas na Alliance Healthcare, onde aprendi a trabalhar a cultura da gestão de clientes e de negócio, tudo isto num ambiente bastante dinâmico e enérgico.

Atualmente, desempenho funções como Regional Sales Manager na Glintt, sendo responsável pela área de Vendas da Região Sul. Como Regional Sales Manager, o meu principal desafio é aproximar as pessoas e as farmácias à saúde e à tecnologia, incorporando as vendas e a gestão como dois veículos para alcançar esse mesmo objetivo.

Em último lugar e antes de integrar a Glintt, realizei uma Pós-Graduação em Gestão de Informação e Business Intelligence, na área da Saúde, na Universidade Nova IMS, o que me permitiu trabalhar noutras áreas de estudo e com uma enorme rede de Profissionais de Saúde.

A passagem pela LisbonPH permitiu-me desenvolver competências pessoais, o trabalho em equipa e o espírito inovador. Trata-se de uma experiência que nos desafia diariamente e que nos aproxima do mercado de trabalho. A missão de preparar o Profissional de Saúde do futuro está bem patente em todos os projetos e iniciativas da Júnior Empresa e sem dúvida que o mais enriquecedor foram as experiências que vivi, as amizades que fiz e as ferramentas de trabalho que aprendi.

Desafiem-se a participar nesta iniciativa do Movimento Júnior.

Um bem-haja a todos,

Cláudio Carmona